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COMO A COPA DO MUNDO TRANSFORMOU A CIDADE DO MÉXICO EM UM FESTA SEM FIM

Em nossa primeira cobertura de Mundial, descobrimos uma cidade apaixonada pela seleção mexicana e um povo que faz do futebol uma celebração coletiva


COMO A COPA DO MUNDO TRANSFORMOU A CIDADE DO MÉXICO EM UM FESTA SEM FIM
Festa Mexicana nas ruas da Cidade do México. Foto: Carolina Chassot

Chegamos ao México para cobrir nossa primeira Copa do Mundo. Confesso que não sabia o que esperar do país e dos torcedores. Claro, conhecemos a cultura mexicana por meio do que vemos nas redes sociais, na televisão e nos filmes. Mas, quando chegamos aqui, nos deparamos com uma população apaixonada pela seleção.


Assim que desembarcamos, o que mais nos chamou atenção foi que todas as pessoas, de funcionários do aeroporto a garçons e atendentes, estavam usando uma camisa do México. Era dia de jogo da seleção, que poderia se classificar caso vencesse a Coreia do Sul, após anos caindo na primeira fase.

A cidade inteira está repleta de referências à Copa do Mundo. Claro, alguns lugares com maior intensidade do que outros. Mas, em nenhum momento, a Cidade do México deixa a gente esquecer que aqui está acontecendo uma Copa do Mundo. Inclusive, a frase que eles mais usam é: “A bola voltou para casa”, porque a gente não pode esquecer que foi aqui que Pelé foi coroado definitivamente como Rei, com o tricampeonato do Brasil, e que Maradona fez o inesquecível Gol do Século e o gol de mão, consagrando a Argentina bicampeã mundial.



Fomos assistir ao jogo do México em um bar, onde conseguimos um lugar. Todos os bares do bairro onde estamos hospedados, Polanco, estavam lotados e com filas para entrar. Achamos uma mesa no Karisma. O bar inteiro estava animado, os torcedores com a camisa do México, os garçons também. Todo mundo torcendo e vibrando pela seleção. Logo no início do primeiro tempo saiu o único gol da partida, do México. A festa no bar foi absurda. Acho que nunca vimos tanta gritaria dentro de um bar como vimos naquele. E olha que, em 2018, estávamos em um bar em Paris na estreia da França na Copa do Mundo.


No apito final, que garantiu a classificação do México em primeiro lugar do grupo, foi uma festa inacreditável. Como dizem na internet, “os mexicanos superam a IA”, e é verdade. Do nada, começou uma banda de mariachis comemorando, houve fogos de artifício, gritaria nas ruas e abraços em desconhecidos. A principal avenida da Cidade do México, a Paseo de la Reforma, ficou lotada, com mais de 400 mil pessoas nas ruas comemorando a classificação. Foi algo impressionante. A Fan Festival da Cidade do México teve seus portões derrubados pela quantidade de pessoas que queriam assistir à partida, que aconteceu em Guadalajara. Pessoas rindo, chorando, dançando e incrédulas com a classificação.





Claro, estamos acostumados a torcer pelo Brasil, e uma classificação para a fase de mata-mata é o mínimo que esperamos da Amarelinha. Então, obviamente, não podemos comparar a emoção da torcida brasileira ao se classificar para um mata-mata com a dos torcedores mexicanos. Mas, logo de cara, percebemos o quanto eles são apaixonados pela seleção do seu país, o quanto estão felizes por a Copa estar acontecendo aqui, como a cidade está recebendo bem seus visitantes e como o povo mexicano gosta de recepcionar bem. Estamos encantados com a maneira como os mexicanos torcem e olha que vivenciamos somente um dia da torcida.  E, claro, a Cidade do México é um convite para viver futebol.


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