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  • O ÍDOLO BRASILEIRO QUE SE TORNOU INESQUECÍVEL NO MÉXICO

    Pelé é um ídolo mundial, mas aqui no México a relação com o Rei do Futebol é diferente Placa nas paradas de ônibus na CDMX. Foto: Carolina Chassot Estamos aqui no México para cobrir a Copa do Mundo de 2026 nos surpreendendo com a paixão dos mexicanos pelo Rei do Futebol. O Brasil é um exportador de ídolos mundiais, temos Ronaldo, Ronaldinho e Neymar Júnior nessa prateleira, assim como tantos outros jogadores que carregam fãs por todo o mundo. Mas nada chega aos pés do que Edson Arantes do Nascimento representa para o povo mexicano. Pelé teve seu auge na Copa do Mundo em 1970, quando ela era disputada aqui no pais bem ao norte da América Latina. Tivemos a oportunidade de entrevistar alguns mexicanos e pouco precisávamos perguntar para que eles começassem a falar sobre sua paixão por Pelé. Afonso Maldonado, de 56 anos, logo abriu um sorriso quando perguntamos o que Pelé significava para ele. Aquele sorriso de quem diz: “é o maior do mundo”. “Minha mãe teve a sorte de assistir à final entre Brasil e Itália no Azteca, na Copa de 70. Ela se apaixonou pelo Pelé. Naquela época não havia muitas formas de acompanhar a carreira dele, já que ele não era mexicano. Mas aquela final bastou para ela me contar como viu o melhor jogador do mundo em campo. Sempre que falávamos de futebol, ela falava dele. Cresci ouvindo que ele era o maior. Eu sou filho de Pelé, de tanto que minha mãe falava dele. É o mais grande.” Aqui na Cidade do México estão acontecendo várias exposições sobre futebol. Algumas focadas nas quatro Copas que o México recebeu (70, 71, 86 e 26) e outras apenas na Copa de 70. Mas, em todas elas, o ídolo brasileiro é o mais destacado. Foi saindo de uma dessas exposições que nos deparamos com uma cena curiosa: Um menino jovem olhando e mostrando para o seu pai todas as coisa que achava de Pelé. Era Fernando Augusto, de 16 anos. “Claro que não vi Pelé jogar, mas cresci com a minha família sempre elogiando ele. Então, sempre procurei vídeos e documentários sobre a vida do Pelé. É muito legal conhecer a história dele, saber que foi aqui que ele se consagrou como Rei do Futebol. Eu adoro o Pelé.” Foi na Copa do Mundo de 1970 que Edson Arantes do Nascimento se tornou o único jogador a levantar três Copas do Mundo, além de protagonizar outros lances inesquecíveis. O Estádio Azteca foi palco de muitos gols e momentos históricos do ídolo mundial. E, se depender dos mexicanos, jamais iremos esquecer que foi na Cidade do México, em um dos mais importantes palcos do futebol, que Pelé, aos 29 anos, fez sua última dança em Copas do Mundo. Acompanhe nossos conteúdos da Copa do Mundo aqui no México nas redes sociais clicando aqui.

  • COMO A COPA DO MUNDO TRANSFORMOU A CIDADE DO MÉXICO EM UM FESTA SEM FIM

    Em nossa primeira cobertura de Mundial, descobrimos uma cidade apaixonada pela seleção mexicana e um povo que faz do futebol uma celebração coletiva Festa Mexicana nas ruas da Cidade do México. Foto: Carolina Chassot Chegamos ao México para cobrir nossa primeira Copa do Mundo. Confesso que não sabia o que esperar do país e dos torcedores. Claro, conhecemos a cultura mexicana por meio do que vemos nas redes sociais, na televisão e nos filmes. Mas, quando chegamos aqui, nos deparamos com uma população apaixonada pela seleção. Assim que desembarcamos, o que mais nos chamou atenção foi que todas as pessoas, de funcionários do aeroporto a garçons e atendentes, estavam usando uma camisa do México. Era dia de jogo da seleção, que poderia se classificar caso vencesse a Coreia do Sul, após anos caindo na primeira fase. A cidade inteira está repleta de referências à Copa do Mundo. Claro, alguns lugares com maior intensidade do que outros. Mas, em nenhum momento, a Cidade do México deixa a gente esquecer que aqui está acontecendo uma Copa do Mundo. Inclusive, a frase que eles mais usam é: “A bola voltou para casa”, porque a gente não pode esquecer que foi aqui que Pelé foi coroado definitivamente como Rei, com o tricampeonato do Brasil, e que Maradona fez o inesquecível Gol do Século e o gol de mão, consagrando a Argentina bicampeã mundial. Fomos assistir ao jogo do México em um bar, onde conseguimos um lugar. Todos os bares do bairro onde estamos hospedados, Polanco, estavam lotados e com filas para entrar. Achamos uma mesa no Karisma. O bar inteiro estava animado, os torcedores com a camisa do México, os garçons também. Todo mundo torcendo e vibrando pela seleção. Logo no início do primeiro tempo saiu o único gol da partida, do México. A festa no bar foi absurda. Acho que nunca vimos tanta gritaria dentro de um bar como vimos naquele. E olha que, em 2018, estávamos em um bar em Paris na estreia da França na Copa do Mundo. No apito final, que garantiu a classificação do México em primeiro lugar do grupo, foi uma festa inacreditável. Como dizem na internet, “os mexicanos superam a IA”, e é verdade. Do nada, começou uma banda de mariachis comemorando, houve fogos de artifício, gritaria nas ruas e abraços em desconhecidos. A principal avenida da Cidade do México, a Paseo de la Reforma, ficou lotada, com mais de 400 mil pessoas nas ruas comemorando a classificação. Foi algo impressionante. A Fan Festival da Cidade do México teve seus portões derrubados pela quantidade de pessoas que queriam assistir à partida, que aconteceu em Guadalajara. Pessoas rindo, chorando, dançando e incrédulas com a classificação. Claro, estamos acostumados a torcer pelo Brasil, e uma classificação para a fase de mata-mata é o mínimo que esperamos da Amarelinha. Então, obviamente, não podemos comparar a emoção da torcida brasileira ao se classificar para um mata-mata com a dos torcedores mexicanos. Mas, logo de cara, percebemos o quanto eles são apaixonados pela seleção do seu país, o quanto estão felizes por a Copa estar acontecendo aqui, como a cidade está recebendo bem seus visitantes e como o povo mexicano gosta de recepcionar bem. Estamos encantados com a maneira como os mexicanos torcem e olha que vivenciamos somente um dia da torcida. E, claro, a Cidade do México é um convite para viver futebol. Acompanhe nossos conteúdos da Copa do Mundo aqui no México nas redes sociais clicando aqui.

  • O QUE ACONTECEU COM AS FIGURINHAS DE ESTÁDIOS NO ÁLBUM DA COPA DO MUNDO DE 2026?

    Pela primeira vez desde 1974, álbum do Mundial não conta com espaço para os estádios-sede Estádios no álbum da Copa de 2022. Foto: reprodução A Copa do Mundo de 2026 é uma Copa do Mundo diferente de todas as outras já realizadas. Com três países-sede, 16 estádios e 48 seleções, o Mundial organizado por Estados Unidos, México e Canadá é o maior de todos os tempos. 1970: A COPA DO MUNDO DAS PRIMEIRAS VEZES Toda essa magnitude também foi refletida no tradicional álbum de figurinhas. Febre entre os fãs de futebol, os colecionáveis em ano de Copa do Mundo se popularizam e geram expectativa nos torcedores. Para este ano, o álbum oficial conta com 980 cromos espalhados por seleções e figurinhas especiais. No entanto, entre as quase mil figurinhas, uma ausência foi sentida pelos fãs: os cromos dos estádios da Copa do Mundo. Qual a razão? Pela primeira vez desde 1974, o álbum da Copa do Mundo distribuído pela Panini não contará com figurinhas dos estádios do Mundial. Em 1970, quando fez o primeiro álbum da história, somente o Azteca tinha figurinha na coleção. Neste ano, a tradição precisou ser interrompida por razões comerciais. Todos os estádios onde serão realizados os jogos da Copa do Mundo, tanto no Canadá quanto no México e nos Estados Unidos, possuem naming rights, ou seja, contam com marcas em seus nomes. Com sua rigorosa política de não dar publicidade para marcas que não sejam as oficiais da Copa do Mundo, a Fifa, inclusive, rebatizou os estádios para o Mundial. Tradicionais templos como o Hard Rock Stadium e o Gillette Stadium tiveram seus nomes trocados para Miami Stadium e Boston Stadium. Diante desse impasse e para evitar problemas jurídicos, a Panini decidiu apenas listar os estádios com seus nomes conforme a nomenclatura da Fifa em uma página que traz imagens somente dos logos de cada uma das sedes. O Álbum da Copa do Mundo de 2026, aliás, é o penúltimo para o Mundial masculino da parceria entre Fifa e Panini. Em maio, a empresa anunciou que, após 2030, o álbum passará a ser produzido pela Fanatics, encerrando uma parceria de mais de 60 anos. Confira o conteúdo em vídeo:

  • A CAMISA DA COPA DO MUNDO DE 2026 QUE FOI INSPIRADA EM UM ESTÁDIO

    Construído para receber a primeira Copa do Mundo da história, o Centenário serviu de inspiração para a nova camisa reserva do Uruguai Em ano de Copa do Mundo, a gente sabe que as seleções costumam caprichar mais nos uniformes, mas poucas conseguem fazer isso com tanta carga histórica quanto o Uruguai fez em sua segunda camisa para 2026. Assim que chegamos ao Centenário, uma das primeiras coisas que chama atenção é a forma como as arquibancadas são divididas em grandes blocos. Afinal, não é todo estádio que possui uma arquitetura tão característica. Tive a oportunidade de visitar o Centenário algumas vezes e é impossível entrar naquele lugar sem pensar em tudo o que aconteceu ali. Foi naquele palco, inclusive, que o maior evento do futebol conheceu seu primeiro campeão em 1930. Arquibancadas do centenário. Foto: Carolina Chassot À primeira vista, o desenho pode parecer apenas um grafismo moderno espalhado pela parte frontal do uniforme ou até mesmo a armadura do Pantera Negra, como muita gente comparou. Mas, observando com mais atenção, é possível perceber que os traços fazem referência às linhas e aos blocos das arquibancadas do Centenário, transformando um dos estádios mais importantes do mundo no elemento central da camisa. A escolha faz ainda mais sentido quando lembramos que 2030 marcará o centenário da primeira Copa do Mundo. O Uruguai vem se preparando há anos para celebrar essa data, e o novo uniforme parece ser mais um capítulo desse processo de valorização da própria história. A camisa fica ainda mais interessante quando entendemos que o Centenário não é apenas um estádio para os uruguaios ou para o futebol. A FIFA o declarou como o ÚNICO PATRIMÔNIO MUNDIAL DO FUTEBOL. Também foi ali que gerações de torcedores construíram sua relação com a seleção e onde o futebol mundial começou a ganhar a dimensão que conhecemos hoje. Por isso, gostei bastante da ideia por trás do uniforme. O estádio representa resiliência e devoção para os uruguaios, ajudando a explicar como um país com menos de quatro milhões de habitantes construiu uma tradição tão rica em um esporte praticado no mundo inteiro. Outras camisas inspiradas em estádios: Arsenal, com referências ao antigo Highbury em uniformes comemorativos; Bayern de Munique, que já utilizou elementos da arquitetura da Allianz Arena em suas camisas; Manchester City, com padrões inspirados no Etihad Stadium; Peñarol, que já homenageou o Campeón del Siglo; Nacional, que frequentemente faz referências ao Gran Parque Central.

  • 1970: A COPA DO MUNDO DAS PRIMEIRAS VEZES

    Mundial de 1970, no México, foi o grande palco de vários ineditismos na história do futebol Eu estava lendo o livro México 70, do Andrew Downie, quando uma coisa me chamou atenção: a Copa do Mundo de 1970 não foi histórica apenas pelos personagens, foi também um Mundial de estreias, mudanças e símbolos que ajudaram a transformar o futebol um pouco mais parecido com o que conhecemos hoje. Pelé comemorando o o Tri do Brasil. Foto: Reprodução Internet CARTÕES AMARELOS E VERMELHOS Foi ali, por exemplo, que surgiram os cartões amarelo e vermelho. A ideia veio depois da Copa de 1966, na Inglaterra, que foi marcada por algumas confusões, principalmente no jogo entre Inglaterra e Argentina. Ccom isso, a FIFA resolveu colocar os cartoes para tentar amenizar os ânimos dos jogadores, sabendo que pdoeriam ser advertidos ou até mesmo expulsos. Logo no jogo de abertura, entre México e União Soviética, os cartões já apareceram. A internet aponta nomes como Givi Nodia, Gennadiy Logofet e Evgeny Lovchev entre os primeiros advertidos. Como foram vários cartões na mesma partida, é difícil cravar quem recebeu exatamente o primeiro. Mas uma coisa parece certa: o primeiro “amarelado” da história das Copas foi soviético. O vermelho, curiosamente, só foi mostrado pela primeira vez em 1974. SUBSTITUIÇÕES A Copa de 70 também marcou a estreia das substituições. Hoje parece impensável um jogo sem trocas, mas até então, em Copas do Mundo, era possível trocar apenas o goleiro em caso de lesão. Caso algum jogador de linha se machucassem, a seleção jogava com um a menos. No México, cada equipe passou a poder fazer duas substituições por partida. E, mais uma vez, a União Soviética entrou para a história: Viktor Serebryanikov foi substituído por Anatoliy Puzach, na primeira troca registrada em Mundiais. Bola Telstar. Foto: Reprodução BOLA EXCLUSIVA PARA COPA Outra estreia veio nos pés dos jogadores: a bola oficial. Antes, a FIFA usava modelos já existentes no mercado. Em 1970, a Adidas criou uma bola exclusiva para o torneio: a Telstar, com seus gomos pretos e brancos, que se tornou um símbolo de bolas de futebol. TRANSMISSÃO COM CORES A Copa do México foi a primeira transmitida ao vivo e a cores. A primeira vez que uma Copa do Mundo foi transmitida foi em 1966, onde transmitiram a final em Wembley, em que a Inglaterra foi campeã. A imagem ainda era rústica, mas o impacto foi enorme. O mundo pôde ver Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivelino e companhia encantarem em amarelo. A “Amarelinha” levantaria a Jules Rimet pela última vez, pois ela foi roubada e substituída pela Taça da Copa do Mundo FIFA, que é o atual troféu. Foi uma Copa cheia de acontecimentos históricos que mudaram pra sempre a maneira de ver e jogar futebol. Indico muito a leitura do livro, México 70, do Andrew Downie, que me inspirou a fazer esse post. E claro, acompanhe mais conteúdos de histórias da Copa do Mundo aqui no site e nas nossas redes sociais.

  • OS ESTÁDIOS FAVORITOS DE DANIEL BRAUNE

    Um dos maiores comunicadores digitais de futebol no país, Braune destacou os principais estádios em que esteve em sua carreira Daniel Braune é um dos maiores influenciadores de futebol do Brasil. Foto: Reprodução Daniel Braune foi um dos melhores a entender o mundo digital e sua conexão com o futebol. Nos últimos anos, o jornalista despontou em sua carreira como um dos comunicadores de futebol mais influente do Brasil. E o que Braune faz com esse sucesso? Visita estádios. Braune é nosso convidado no "Tem Estádio, Tem História com..." e nos conta seus estádios preferidos pelo mundo. Confira:

  • UMA NOITE DE LIBERTADORES NA ARGENTINA

    Fomos assistir a um clássico de Buenos Aires pelas quartas de final da Libertadores Vista do estádio Estádio José Amalfitani. Foto: Carolina Chassot Quando fomos conhecer o estádio do Vélez, Estádio José Amalfitani, o presidente do clube, Fabián Berlanga, nos convidou para assistirmos a um jogo da Libertadores entre Vélez e Racing, que aconteceria três dias depois da nossa visita à casa do clube argentino. Apesar de já termos ido a muitos jogos na Argentina, nunca tínhamos vivido uma noite de Libertadores na cidade. Na hora, ficamos empolgados. Chegamos ao estádio 1h30 antes do jogo. Como nunca sabemos como é a entrada, sempre preferimos chegar bem antes em um estádio novo do que sermos surpreendidos negativamente. Entramos com ingresso físico, já que fomos convidados, mas algumas pessoas estavam entrando com QR Code. Diferente do Monumental, o Vélez não tem biometria facial. Ao contrário do Brasil, que possui uma lei obrigando os clubes a adotarem esse sistema, a Argentina ainda não tem essa exigência. Por isso, a grande maioria dos clubes utiliza ingresso físico ou QR Code. Para entrar foi bem tranquilo e a revista foi super de boa. Como já tínhamos visitado o estádio, conhecíamos mais ou menos onde ficava o nosso portão. Porém, mal sabíamos as escadarias que nos aguardavam. O nosso lugar era beeeeeeem lá em cima, na última arquibancada, então as pernas trabalharam bastante. Acredito que foi um dos estádios mais íngremes e mais altos que já visitamos. Chegando lá, a vista é incrível. O estádio é todo aberto, o que faz com que a gente tenha ainda mais dimensão da altura. Antes mesmo da partida começar, fomos presenteados com um pôr do sol lindo, digno de cena de filme. Pôr do sol no estádio do Vélez. Vídeo: Vítor Figueiró As cadeiras não são numeradas, mas são bem apertadinhas umas ao lado das outras, tanto na horizontal quanto na vertical, então fica todo mundo bem juntinho. Como era noite de Libertadores, o estádio estava lotado e a torcida bem animada. O setor onde ficamos apoiou o time o tempo inteiro: cantando, reclamando, vibrando, xingando… tudo o que pode acontecer em um jogo. Diferente de outros jogos a que fomos, como esse era mata-mata, sentimos a torcida mais agitada, ansiosa e participativa. A visão de onde estávamos era muito boa e dava para acompanhar toda a ideia tática dos técnicos. O jogo foi bem movimentado, com um jogador do Vélez expulso e um gol anulado. A estrutura do estádio é ótima, toda reformada, mas mantendo o típico estilo dos estádios argentinos: aberto, sem proteção para chuva e com estruturas menos modernas, diferente das arenas atuais. No fim do jogo, o Vélez perdeu por 1 a 0, mas a torcida saiu bem otimista, vibrando e cantando. Como não há torcida adversária, assistir a um jogo na Argentina é tranquilo. Tem bastante policiamento e as coisas costumam ser bem organizadas. O estádio é muito legal, imponente, e valeu demais a experiência. O Vélez não oferece tour pelo estádio, mas frequentemente abre ingressos para estrangeiros, então vale a pena acompanhar o site do clube. Para quem tem curiosidade de conhecer o estádio, nosso vídeo completo com o tour está disponível no YouTube.

  • PUSKÁS ARÉNA: CONHEÇA TRÊS CURIOSIDADES SOBRE O PALCO DA FINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES

    Estádio recebe pela primeira vez uma decisão de Champions Estádio é o coração do futebol húngaro. Foto: Divulgação Todos os olhos do mundo do futebol se voltam para Budapeste no dia 30 de maio. Inaugurada em 2019, a Puskás Aréna recebe pela primeira vez a decisão da Liga dos Campeões da Europa. Construído para ser o novo "coração do futebol no país", o estádio húngaro mescla modernidade e reverência ao passado. A arena, que leva o nome do lendário Ferenc Puskás, tornou-se rapidamente um dos principais palcos esportivos do continente, chamando a atenção não apenas pela estrutura de ponta, mas por sua conexão intrínseca com a identidade nacional. Confira três curiosidades sobre o estádio: 1. O Gigante da Hungria Com capacidade para cerca de 67 mil torcedores, a Puskás Aréna é o maior estádio da Hungria. Embora exiba um visual contemporâneo, sua arquitetura foi projetada com pilares que remetem às referências clássicas dos antigos estádios europeus do século XX. O complexo foi erguido exatamente no local do histórico Népstadion, o antigo estádio nacional que foi demolido para dar lugar à nova estrutura. 2. Estreia contra o Uruguai A primeira partida oficial da arena ocorreu em novembro de 2019, em um amistoso entre Hungria e Uruguai. Os donos da casa venceram por 2 a 1 perante um público entusiasmado. A escolha do adversário não foi por acaso: o confronto serviu como homenagem à histórica semifinal da Copa do Mundo de 1954, quando a lendária "Hungria Mágica" derrotou a Celeste Olímpica por 4 a 2, garantindo sua vaga na final daquele mundial. 3. Sustentabilidade e Memória O passado está literalmente nos alicerces da nova casa. Grande parte do concreto resultante da demolição do antigo Népstadion foi triturada e reutilizada na construção da nova arena. Mais do que uma solução sustentável, a iniciativa buscou preservar simbolicamente a memória do solo sagrado do futebol húngaro. Assim, a Puskás Aréna não apenas ocupa o mesmo espaço geográfico, mas carrega o DNA da história que viveu ali por décadas. Arsenal x PSG marcará nova etapa do estádio Agora, a Puskás Aréna se prepara para o capítulo mais brilhante de sua história. No dia 30 de maio, o estádio será o cenário do inédito confronto entre Arsenal e Paris Saint-Germain, que disputam o troféu mais cobiçado do continente. O time inglês busca quebrar um jejum de duas décadas fora de finais, enquanto os franceses tentam consolidar sua hegemonia europeia. Para a Hungria, sediar a final da Champions League é o reconhecimento de um longo investimento em infraestrutura e diplomacia esportiva. Após receber a final da Europa League e a Eurocopa, o país finalmente atinge o topo do prestígio da UEFA.

  • VÍDEO: COMO É UMA NOITE DE LIBERTADORES NO ESTÁDIO DO VÉLEZ?

    Vivemos a atmosfera de uma noite de Copa Libertadores em um dos estádios mais tradicionais de Buenos Aires Uma noite histórica para o TETH. Foto: Carolina Chassot Viver uma noite de Libertadores na Argentina é o tipo de experiência que buscamos quando tivemos a ideia de criar o Tem Estádio, Tem História ainda em 2024. Um mata-mata entre duas equipes argentinas, então, é algo ainda mais épico. Não adianta: quando falamos de futebol sul-americano, a Libertadores é a obsessão de todos os torcedores. Estar no José Amalfitani nesta noite histórica foi mais do que especial. Desde a chegada ao bairro de Liniers, com a ansiedade da torcida, até o apito final, tudo gira em torno do clima de decisão e rivalidade. Agradecemos ao Vélez Sarsfield pela recepção, especialmente ao presidente do clube, Fabian Berlanga, que nos abriu as portas em duas oportunidades. Seguimos nossa jornada pela Argentina mostrando, na prática, como cada estádio conta a sua própria história — especialmente quando a Libertadores entra em cena. Veja o vídeo:

  • GUIA COPA DO MUNDO 2026: OS ESTÁDIOS QUE RECEBERÃO JOGOS DO MUNDIAL

    Pela primeira vez na história, o Mundial contará com três países-sede Faltam 45 dias para a maior Copa do Mundo de todos os tempos. A edição de 2026 será inédita por reunir 48 seleções, distribuídas entre três países-sede, e contará com um total de 104 jogos, o maior número da história do torneio. Neste material, reunimos todos os estádios que receberão partidas da competição, com suas capacidades oficiais da FIFA e as fases que irão sediar. Confira: ESTÁDIO AZTECA (Cidade do México, México) Foto: Banorte / Divulgação Capacidade (FIFA): 83.000 Ano de inauguração: 1966 Jogos: 5 Fases que irá sediar: abertura, 3 jogos da fase de grupos e 1 jogo dos 16 avos de final Um dos palcos mais icônicos da história do futebol, o Azteca já recebeu duas finais de Copa do Mundo e momentos inesqueciveis protagonizados por Pelé e Maradona. Reformado para 2026, seguirá como símbolo máximo do futebol latino-americano. ESTÁDIO AKRON (Guadalajara, México) Foto: Akron / Divulgação Capacidade (FIFA): 48.000 Ano de inauguração: 2010 Jogos: 4 Fases que irá sediar: 4 jogos da fase de grupos Com arquitetura moderna e inspirado em formas naturais, o estádio se destaca pela proximidade do torcedor com o campo. É uma das cidades mais apaixonadas por futebol do país mais ESTÁDIO BBVA (Monterrey, México) Foto: Monterrey / Divulgação Capacidade (FIFA): 53.500 Ano de inauguração: 2015 Jogos: 4 Fases que irá sediar: 3 jogos da fase de grupos e 1 jogo dos 16 avos de final Conhecido como “Gigante de Aço”, o estádio combina tecnologia e paisagem, com vista para as montanhas de Monterrey. É uma das arenas mais modernas da América Latina. BMO FIELD (Toronto, Canadá) Foto: BMO / Divulgação Capacidade (FIFA): 45.000 Ano de inauguração: 2007 Jogos: 6 Fases que irá sediar: 6 jogos da fase de grupos Um estádio pensado para o futebol, com arquibancadas próximas ao gramado e atmosfera intensa. Será ampliado especialmente para receber o Mundial e marcar a estreia do Canadá como sede masculina. BC PLACE (Vancouver, Canadá) Foto: BC Place / Divulgação Capacidade (FIFA): 54.000 Ano de inauguração: 1983 (reformado em 2011) Jogos: 7 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final e 1 jogo das oitavas de final Com seu teto retrátil e localização próxima ao mar, é um dos estádios mais emblemáticos do país. Já foi palco de grandes decisões e volta a receber jogos importantes em 2026. METLIFE STADIUM (Nova York/Nova Jersey, EUA) Foto: Metlife / Divulgação Capacidade (FIFA): 82.500 Ano de inauguração: 2010 Jogos: 8 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final, 1 jogo das oitavas de final e a final Localizado próximo a Manhattan, será o palco da grande final. Um estádio gigante, já acostumado a receber eventos globais, na cidade que nunca dorme no mundo. Capacidade (FIFA): 82.500 AT&T STADIUM (Dallas, EUA) Foto: Dallas Cowboys / Divulgação Capacidade (FIFA): 94.000 Ano de inauguração: 2009 Jogos: 9 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 2 jogos dos 16 avos de final, 1 jogo das oitavas de final e 1 semifinal Uma das arenas mais impressionantes do planeta, com estrutura monumental e tecnologia de ponta. Será o estádio com mais jogos da competição. MERCEDES-BENZ STADIUM (Atlanta, EUA) Foto: Atlanta / Divulgação Capacidade (FIFA): 75.000 Ano de inauguração: 2017 Jogos: 8 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final, 1 jogo das oitavas de final e 1 semifinal Famoso pelo design futurista e teto retrátil em formato de lente, oferece uma das experiências mais modernas ao torcedor. HARD ROCK STADIUM (Miami, EUA) Foto: Hard Rock / Divulgação Capacidade (FIFA): 65.000 Ano de inauguração: 1987 Jogos: 7 Fases que irá sediar: 4 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final, 1 jogo das quartas de final e a disputa de terceiro lugar Palco tradicional de grandes eventos esportivos, mistura futebol, NFL e entretenimento em uma das cidades mais agitadas dos Estados Unidos. SOFI STADIUM (Los Angeles, EUA) Foto: Rams / Divulgação Capacidade (FIFA): 70.000 Ano de inauguração: 2020 Jogos: 8 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final, 1 jogo das oitavas de final e 1 jogo das quartas de final Uma das construções mais modernas do mundo, com design futurista e estrutura inovadora. Representa o novo padrão global de arenas esportivas. GILLETTE STADIUM (Boston/Foxborough, EUA) Foto: Patriots / Divulgação Capacidade (FIFA): 65.000 Ano de inauguração: 2002 Jogos: 7 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final e 1 jogo das quartas de final Tradicional no esporte americano, será adaptado para receber o Mundial. LINCOLN FINANCIAL FIELD (Filadélfia, EUA) Foto: Eagles / Divulgação Capacidade (FIFA): 69.000 Ano de inauguração: 2003 Jogos: 6 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos e 1 jogo das oitavas de final Conhecido pela intensidade da torcida, é um dos estádios mais vibrantes do país e promete atmosfera forte durante os jogos. Expectativa alta para a torcida dos EUA. GEHA FIELD AT ARROWHEAD (Kansas City, EUA) Foto: Kansas / Divulgação Capacidade (FIFA): 73.000 Ano de inauguração: 1972 Jogos: 6 Fases que irá sediar: 4 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final e 1 jogo das quartas de final Famoso por ser um dos estádios mais barulhentos do mundo, cria um ambiente de pressão constante para os adversários. NRG STADIUM (Houston, EUA) Foto: Houston / Divulgação Capacidade (FIFA): 72.000 Ano de inauguração: 2002 Jogos: 7 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final e 1 jogo das oitavas de final Um dos pioneiros com teto retrátil, combina conforto, tecnologia e tradição em grandes eventos esportivos. LUMEN FIELD (Seattle, EUA) Foto: Seattle / Divulgação Capacidade (FIFA): 69.000 Ano de inauguração: 2002 Jogos: 6 Fases que irá sediar: 4 jogos da fase de grupos, 1 jogo dos 16 avos de final e 1 jogo das oitavas de final Conhecido pela acústica intensa, transforma o estádio em uma verdadeira fortaleza quando está cheio. LEVI'S STADIUM (San Francisco/Santa Clara, EUA) Foto: SF49Ers / Divulgação Capacidade (FIFA): 71.000 Ano de inauguração: 2014 Jogos: 6 Fases que irá sediar: 5 jogos da fase de grupos e 1 jogo dos 16 avos de final Localizado no Vale do Silício, une tecnologia, sustentabilidade e inovação em uma das arenas mais modernas do mundo. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.

  • COMO UMA MUDANÇA DE ENDEREÇO TRANSFORMOU BOCA E RIVER NA MAIOR RIVALIDADE DA AMÉRICA

    Rivais históricos, Boca Juniors e River Plate nasceram como clubes irmãos no mesmo bairro e viram a rivalidade crescer ao longo dos anos Boca e River, a maior rivalidade da América Latina. Fotos: Vítor Figueiró Quando falamos de Boca Juniors versus River Plate é comum pensar numa rivalidade intensa e de ódio entre as duas torcidas. Mas a história mostra justamente o contrário. Boca e River surgiram praticamente lado a lado, no bairro de La Boca, reduto de imigrantes e trabalhadores no início do século XX, e por um bom tempo dividiram não só a vizinhança, mas também realidades muito parecidas dentro e fora de campo. O River Plate foi fundado em 1901, a partir da fusão de dois clubes locais, Santa Rosa e La Rosa. O nome em inglês veio de uma inscrição encontrada no porto de Buenos Aires, “River Plate”, uma forma britânica de se referir ao Rio da Prata. Quatro anos mais tarde, em 1905, surgia o Boca Juniors, criado por jovens descendentes de italianos que decidiram carregar no nome a identidade do bairro que representavam. Durante os primeiros anos, os dois clubes chegaram a atuar em campos separados por menos de 100 metros, em uma cidade mais modesta e distante da grandiosidade atual de Buenos Aires. O PRIMEIRO CLÁSSICO Em 1913, aconteceu o primeiro confronto oficial entre eles, vencido pelo River, dando início a uma rivalidade que ainda engatinhava. Mesmo após algumas mudanças, o River ainda manteve vínculos com La Boca até 1915, quando voltou a se instalar na região, a poucas quadras de onde hoje está a La Bombonera (veja nossa visita lá). Reprodução: Internet A mudança definitiva veio em 1923. O River deixou La Boca, passou pela Recoleta e se estabeleceu em Belgrano, onde anos depois construiria o Estádio Monumental de Núñez (confira o tour). Mais do que uma mudança geográfica, o clube assumia uma nova identidade a partir de uma vizinhança mais luxuosa. Instalado em uma região mais valorizada da cidade, o River passou a ser associado às camadas mais ricas da sociedade argentina, ganhando o apelido de “Millonarios”. Do outro lado, o Boca permaneceu em La Boca, fortalecendo sua ligação com o povo e com a classe trabalhadora. Com o passar das décadas, o confronto deixou de ser apenas esportivo e passou a carregar também um simbolismo social. Cada jogo passou a representar muito mais do que futebol, refletindo diferenças culturais e econômicas entre os dois lados. Evidente que, com o avanço dos anos, a sociedade se diluiu e hoje esses rótulos sociais já não são tão claros, com ambas as torcidas se espalhando pela sociedade argentina. CONFIRA O CONTEÚDO EM REELS

  • 85 MIL PESSOAS DE MÉDIA: O QUE EXPLICA O RECORDE DO RIVER PLATE?

    O River Plate atingiu, em 12 de março de 2026, uma marca impressionante: 100 jogos consecutivos com mais de 80 mil torcedores Jogo para mais de 85 mil torcedores no Monumental. Foto: Carolina Chassot Desde fevereiro de 2022, mais de 8 milhões de torcedores passaram pelas arquibancadas. É um recorde em nível mundial. A média é de 85 mil pessoas por partida, conforme divulgou o clube nas redes sociais, praticamente a capacidade máxima do estádio. Em agosto de 2025, fomos assistir a um jogo do River Plate em Buenos Aires. Era uma rodada comum do campeonato argentino. Não era decisão, não era mata-mata, não era clássico. O adversário era o San Martín, em um domingo às 19h. Fazia 5 graus e chovia tudo o que podia chover. Sendo bem sinceros, achamos que daria no máximo uns 40 mil torcedores no estádio, e isso já seria muito. Mas quando chegamos, a realidade foi outra. Mais de 80 mil pessoas estavam lá, cantando, vibrando e apoiando o time durante os 90 minutos. Nunca tínhamos visto uma torcida que canta até no intervalo da partida. Vimos pela primeira vez naquele jogo. ASSITA O VLOG DO DIA DE JOGO + TOUR NO ESTÁDIO Em outro dia, voltamos ao estádio para fazer o tour e entender melhor a história do clube. E foi ali que começamos a perceber que o River não é apenas um time de futebol, mas sim uma comunidade. Ao longo da sua história, o clube esteve presente em momentos importantes do país, inclusive se posicionando em períodos difíceis, como durante a ditadura. Mas o que mais chama atenção é como ele se expandiu para além do futebol. O River construiu uma estrutura que faz parte da vida das pessoas no dia a dia. O clube possui escola para crianças e adolescentes, universidade própria, além de uma forte atuação em outros esportes, como vôlei, basquete e handebol. Isso faz com que mais pessoas se conectem com o clube, não só pelo futebol. Para os torcedores mais velhos, o River também oferece espaços e atividades dentro do próprio clube, como academia, aulas de ginástica e até futebol para a terceira idade. Ou seja, o clube acompanha o torcedor ao longo da vida, e isso explica a paixão dos fãs pelo clube, porque o River está presente na rotina das pessoas. Por isso, faça frio, faça calor, esteja chovendo ou não, o torcedor vai ao estádio, porque o vínculo com o clube é diário. Parte interna do Monumental, onde ficam as quadras de basquete. Video: Carolina Chassot Claro, existe também um trabalho forte de marketing e construção de marca. O River Plate se tornou um clube que ultrapassa as fronteiras da Argentina, despertando também a curiosidade de turistas que querem viver a experiência de um jogo no Monumental. Mas, no fim, o que mais marca é isso: o River leva sua comunidade para dentro do estádio. E viver isso de perto, assistir a um jogo e conhecer o Monumental, foi um dos grandes momentos das nossas viagens. Para quem tiver a oportunidade, fica a recomendação: vá. Os tours completos estão disponíveis no nosso canal no YouTube. E, para acompanhar bastidores, curiosidades e mais histórias de arquibancada, é só seguir a gente também no Instagram.

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