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UMA NOITE DE LIBERTADORES NA ARGENTINA

Fomos assistir a um clássico de Buenos Aires pelas quartas de final da Libertadores


UMA NOITE DE LIBERTADORES NA ARGENTINA
Vista do estádio  Estádio José Amalfitani. Foto: Carolina Chassot

Quando fomos conhecer o estádio do Vélez, Estádio José Amalfitani, o presidente do clube, Fabián Berlanga, nos convidou para assistirmos a um jogo da Libertadores entre Vélez e Racing, que aconteceria três dias depois da nossa visita à casa do clube argentino. Apesar de já termos ido a muitos jogos na Argentina, nunca tínhamos vivido uma noite de Libertadores na cidade. Na hora, ficamos empolgados.


Chegamos ao estádio 1h30 antes do jogo. Como nunca sabemos como é a entrada, sempre preferimos chegar bem antes em um estádio novo do que sermos surpreendidos negativamente. Entramos com ingresso físico, já que fomos convidados, mas algumas pessoas estavam entrando com QR Code. Diferente do Monumental, o Vélez não tem biometria facial. Ao contrário do Brasil, que possui uma lei obrigando os clubes a adotarem esse sistema, a Argentina ainda não tem essa exigência. Por isso, a grande maioria dos clubes utiliza ingresso físico ou QR Code. Para entrar foi bem tranquilo e a revista foi super de boa.


Como já tínhamos visitado o estádio, conhecíamos mais ou menos onde ficava o nosso portão. Porém, mal sabíamos as escadarias que nos aguardavam. O nosso lugar era beeeeeeem lá em cima, na última arquibancada, então as pernas trabalharam bastante. Acredito que foi um dos estádios mais íngremes e mais altos que já visitamos. Chegando lá, a vista é incrível. O estádio é todo aberto, o que faz com que a gente tenha ainda mais dimensão da altura. Antes mesmo da partida começar, fomos presenteados com um pôr do sol lindo, digno de cena de filme.


As cadeiras não são numeradas, mas são bem apertadinhas umas ao lado das outras, tanto na horizontal quanto na vertical, então fica todo mundo bem juntinho. Como era noite de Libertadores, o estádio estava lotado e a torcida bem animada. O setor onde ficamos apoiou o time o tempo inteiro: cantando, reclamando, vibrando, xingando… tudo o que pode acontecer em um jogo.


Diferente de outros jogos a que fomos, como esse era mata-mata, sentimos a torcida mais agitada, ansiosa e participativa. A visão de onde estávamos era muito boa e dava para acompanhar toda a ideia tática dos técnicos. O jogo foi bem movimentado, com um jogador do Vélez expulso e um gol anulado.

A estrutura do estádio é ótima, toda reformada, mas mantendo o típico estilo dos estádios argentinos: aberto, sem proteção para chuva e com estruturas menos modernas, diferente das arenas atuais. No fim do jogo, o Vélez perdeu por 1 a 0, mas a torcida saiu bem otimista, vibrando e cantando.


Como não há torcida adversária, assistir a um jogo na Argentina é tranquilo. Tem bastante policiamento e as coisas costumam ser bem organizadas. O estádio é muito legal, imponente, e valeu demais a experiência. O Vélez não oferece tour pelo estádio, mas frequentemente abre ingressos para estrangeiros, então vale a pena acompanhar o site do clube.


Para quem tem curiosidade de conhecer o estádio, nosso vídeo completo com o tour está disponível no YouTube.

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