HISTÓRIAS DE CANCHA: A VOZ DE UMA ARENA
- TEM ESTÁDIO, TEM HISTÓRIA
- há 10 horas
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Luiza Lorentz conta no Histórias de Cancha qual o jogo que mudou pra sempre a sua vida
Texto: Luiza Lorentz (@luizalorentz)
A história mais legal que eu tenho com estádio até agora não envolve a comemoração de um título, nem a superação do time, nem uma virada inesperada e também não é uma goleada. Tradicionalmente falando, provavelmente essas seriam algumas das histórias que os torcedores como eu contariam quando perguntados sobre suas melhores memórias com o clube do coração.

Mas a minha história de cancha é de um glorioso Grêmio 2 x 0 Cuiabá, no dia 3 de setembro de 2023. Minha vida mudou pra sempre nesse dia, quando deixei de ser só mais uma torcedora pra me tornar a voz que todos eles escutam quando vão ao estádio. Foi a minha estreia como voz da Arena do Grêmio!
A história que todos querem saber, sobre como isso aconteceu na minha vida, não tem nada de muito glamurosa e também não envolve nenhum parentesco com quem trabalha no clube. Antes de mim, um homem havia ocupado a posição de locutor do estádio por 8 anos e, por motivos que eu desconheço, alguém teve a ideia de querer "testar"uma voz feminina. A parte que eu sei e que me cabe compartilhar é de que eu recebi a ligação de um amigo meu que teve longa carreira na Rádio Gaúcha, o Daniel Scola. A comunicação da Arena pediu para ele a indicação de uma mulher identificada com o Grêmio, que já tivesse trabalhado com sua voz e que estivesse disponível para trabalhos. Eu tive passagens rápidas pela Gaúcha, e também trabalhei diretamente com a Gabriella, esposa do Scola na época, em uma produtora audiovisual. Foi o suficiente pra eles lembrarem de mim!
Resumo da história: eles passaram o meu contato e então eu recebi a ligação da Arena. Fizemos uma reunião de alinhamento, e fiquei de receber uma resposta formal se iriam seguir ou não com a proposta.
Alguns dias se passaram e na quinta-feira eu recebi a ligação perguntando se eu poderia fazer o jogo do domingo. Sim, o fatídico Grêmio e Cuiabá, num domingo, às 11h manhã, de um dia chuvoso.
E assim eu fui, de cabeça erguida, sem nenhuma experiência nesse tipo de função, mas com a certeza de que eu poderia dar conta e fazer disso um grande divisor de águas na minha vida. Eu nasci em família gremista, vivo o Grêmio desde pequena, era uma apaixonada por ir ao estádio - e isso tudo me fez pensar, por um tempo, que eu não deveria seguir o jornalismo esportivo. Que eu deveria escolher entre torcer ou trabalhar com futebol. Eis que muitos anos depois, a vida dá essa volta e me coloca onde eu realmente devia estar, sem precisar abrir mão de uma coisa pra viver a outra.
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Por que ressaltar o "sem parentesco"? Parece estar na defensiva. Estranho.