OS ESTÁDIOS COMO REFLEXO DA CULTURA
- Carolina Chassot

- 27 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
O que descobrimos ao perceber que os estádios são tão importantes quanto monumentos e museus

Uma das coisas mais legais de viajar pelo mundo e conhecer estádios é que eles nunca são apenas estádios. Cada um deles é um reflexo da cidade em que estamos, da cultura, das pessoas e também da política.
Em Londres isso fica evidente logo de cara. No Craven Cottage, do Fulham, senti uma Londres antiga, tranquila, quase cinematográfica. O bairro é silencioso, cheio de casas vitorianas e moradores que caminham até o estádio como parte da rotina. Já no Tottenham Hotspur Stadium é o oposto: uma Londres moderna, global, acelerada. Trens, turistas de todo canto, restaurantes cheios e tudo em ritmo de cidade grande.
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Em Portugal, a relação com os estádios é mais integrada ao dia a dia da população. O Estádio da Luz, do Benfica, funciona quase como shopping com restaurantes, escritórios e academia. As pessoas utilizam aquele espaço mesmo sem ter jogo.
Quando chegamos na Argentina percebemos que a grande maioria dos estádios são utilizados como um clube mesmo, com quadras de tênis, de basquete e cantinas que funcionam todos os dias da semana. O Platense, atual campeão do Apertura, tem um espaço para os sócios do clube com diversas aulas de diferentes esportes.
Percebi que visitar estádios não é só conhecer templos do futebol e sim entender como cada lugar vive, sente e organiza sua própria identidade. No fim, cada estádio é um reflexo da cidade e do bairro onde está, e caminhar por eles é uma das formas mais bonitas de conhecer os lugares que visitamos.










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