PEDREIRA: UMA VISITA AO ESTÁDIO DO BRAGA
- Carolina Chassot

- 21 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Conhecemos o Estádio do Sporting Clube de Braga, em Braga, Portugal

Assim que chegamos a Portugal, fomos direto para o Porto, onde ficamos por um tempo. De lá, pegamos um trem para Braga: 5 euros ida e volta, com duração de aproximadamente 1h30. Um trajeto super tranquilo, especialmente se você for em horários alternativos, como às 14h.
Chegando em Braga, fomos caminhando até o Estádio Municipal de Braga, conhecido popularmente como Estádio da Pedreira. Quem não quiser ir a pé (cerca de 40 minutos de caminhada), pode pegar um Uber, que funciona muito bem por lá.
Como não conseguimos comprar ingressos pelo site, fomos pessoalmente. A bilheteria fica na lateral do estádio e aceita cartão e dinheiro e custou 11 euros por pessoa. Conseguimos vaga no tour que sairia em 15 minutos.
Logo ao redor já percebemos que não se trata de um estádio convencional. Muitas lombas e pedra pelo caminho. A entrada parece mais um parque: muitas árvores, áreas abertas e construções de pedra. Uma atmosfera completamente diferente dos estádios tradicionais. Um detalhe curioso: para acessar a área principal, você passa por baixo do campo, já que ele está totalmente integrado à rocha.
O tour começa pelo museu e sala de troféus. Não é grande, mas reúne conquistas de todas as modalidades do clube: futebol profissional, futsal, handebol, vôlei… tudo no mesmo espaço. Éramos apenas nós dois, uma menina russa e um casal inglês, um our super tranquilo. Depois do museu, fomos direto para o que mais esperávamos: o gramado e a enorme parede de pedra que sustenta o estádio.
O Estádio da Pedreira foi inaugurado em 2003 e projetado pelo arquiteto português Eduardo Souto de Moura, em parceria com o engenheiro Rui Furtado. A construção é considerada uma das mais ousadas da história do futebol: o estádio foi escavado dentro de uma antiga pedreira, o que exigiu soluções de engenharia completamente fora do padrão. Como a rocha não é plana e o estádio precisava de sustentação, o arquiteto desenvolveu um sistema de cabos metálicos suspensos, inspirados nos antigos pontes incas e esses cabos mantêm equilibradas as duas arquibancadas, que ficam frente a frente.
Em 2011, Eduardo Souto de Moura recebeu o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura, e o estádio de Braga é uma das obras que mais contribuíram para essa premiação, sendo amplamente reconhecido internacionalmente pelo design inovador.
O telão também é construído diretamente sobre a rocha, reforçando a integração total do estádio com a pedra original. O resultado é tão único que o Estádio da Pedreira já foi eleito diversas vezes como um dos mais bonitos do mundo.
Para chegar ao gramado, subimos dois andares de elevador. As arquibancadas, oferecem uma vista incrível, parece que estamos de fato em cima de uma pedra. O estádio tem capacidade para 30 mil pessoas.
Durante o tour, visitamos o gramado, arquibancadas e a sala de imprensa. Não visitamos tantos espaços internos quanto em outros estádios, como vestiários e camarotes, mas isso nem importa: a verdadeira atração é a fusão perfeita entre arquitetura e natureza.
O Estádio da Pedreira é diferente de tudo o que estamos acostumados a visitar. Não é apenas um estádio é um projeto artístico, arquitetônico e geográfico. É o tipo de lugar que torna a experiência de quem ama futebol ainda mais legal. Aconselhamos muito a visita, que é um dos tour mais baratos que tem na Europa.
Veja o vídeo do tour completo do estádio







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