41 ESTÁDIOS • 21 CIDADES • 6 PAÍSES • VÍDEO NOVO NO YOUTUBE: TOUR NO ESTÁDIO DO ALMAGRO
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- A HOMENAGEM DO NACIONAL PARA LUIS SUÁREZ NO GRAN PARQUE CENTRAL
Fomos ao Gran Parque Central conhecer o muro do Pistolero Local passou a ser uma atração para os visitantes. Foto: Guia Nacional Revelado pelo Nacional, o atacante uruguaio Luis Suárez tem raízes profundas no estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai. A identificação ganhou ainda mais força quando ele retornou ao clube no segundo semestre de 2022 e conquistou o título do Campeonato Uruguaio. Na nossa visita ao estádio do Bolso, uma das áreas do tour é dedicada ao muro onde está o busto do Pistolero. Inaugurado em 2024, o espaço integra o roteiro do passeio e reforça a gratidão e o impacto do artilheiro no clube que o formou. O busto traz a mensagem: Formado no Nacional, foi três vezes campeão uruguaio com nosso clube. Com mais de 550 gols oficiais, é o maior goleador da história da Seleção Uruguaia. O busto: Atrás do busto, uma pintura imensa do atacante acompanha a homenagem, junto de sua assinatura. A guia destaca que a obra se tornou uma das principais atrações para fotos dos visitantes e conosco não foi diferente. Suárez, ao agradecer a recordação, disse estar honrado por ter sua imagem vinculada a um local tão mítico para o futebol mundial. Construído em 1900, o Gran Parque Central é um dos estádios mais antigos da América Latina e foi palco de jogos da primeira Copa do Mundo.
- ESTÁDIOS DE FINAIS DE COPA DO MUNDO: QUAIS JÁ CONHECEMOS?
Fizemos o tour de alguns deles e te contamos se vale a pena Wembley, agosto de 2024. Foto: Guia tour Wembley O maior evento do futebol acontece a cada quatro anos, desde 1930, quando o Uruguai sediou a primeira edição da Copa do Mundo. De lá para cá, 20 estádios receberam uma final de Mundial de Seleções. Conhecemos alguns desses templos e aqui contamos como foi a experiência em cada um. ESTÁDIO CENTENÁRIO — MONTEVIDÉU, URUGUAI O primeiro de todos. Foi palco da final da Copa do Mundo de 1930, entre Uruguai e Argentina, quando os uruguaios se tornaram campeões do mundo. Visitamos o estádio pela primeira vez em 2022 e retornamos em 2025. O Centenário é um estádio antigo, mas que mantém o espírito raiz do futebol, recebendo apenas reformas pontuais ao longo dos anos. Inaugurado em 1930, tem capacidade aproximada para 60 mil pessoas. Estádio Centenário, outubro de 2025. Foto: Vítor Figueiró Em 1983, a FIFA declarou o Centenário como o primeiro e único Monumento Histórico do Futebol Mundial. O tour vale muito a pena pela história que envolve o local. A visita é livre, no nosso ritmo e o acesso ao gramado já basta para sentir que estamos em um lugar emblemático. O museu é bastante completo, com destaque para a história do futebol sul-americano e da seleção uruguaia. WEMBLEY — LONDRES, INGLATERRA O templo do futebol mundial. Wembley já recebeu centenas de eventos esportivos de corridas de cães à final da Copa de 1966, quando a Inglaterra conquistou seu primeiro (e único) título mundial, diante da Alemanha Ocidental. Visitamos o estádio em 2024 e foi impactante desde o primeiro momento. O estádio é lindo e transmite a grandiosidade que sua fama carrega. Embora não seja o mais moderno do mundo, o tour vale cada centavo. As visitas são guiadas, saem de hora em hora e apresentam toda a imensidão e importância do local para o país e para o futebol global. O Wembley original foi inaugurado em 1923 e atual foi inaugurado em 2007 (substituindo o antigo, demolido em 2002) e tem capacidade para 90 mil pessoas, sendo o maior estádio do Reino Unido. ESTÁDIO MONUMENTAL — BUENOS AIRES, ARGENTINA A casa do River Plate foi palco da final da Copa do Mundo de 1978, quando a Argentina venceu a Holanda e conquistou seu primeiro título mundial. Estádio Monumental, agosto de 2025. Foto: Vítor Figueiró Visitamos o Monumental pela primeira vez em 2023 e retornamos em 2025. O estádio passou por uma grande reforma recentemente, modernizando estrutura, arquibancadas e aumentando sua capacidade. Hoje o Monumental comporta cerca de 85 mil pessoas, sendo o maior estádio da América Latina. O tour é interessante por acontecer em um espaço tão importante para o esporte. Ele ocorre de hora em hora e costuma ter grupos grandes, o que deixa a visita um pouco corrida, mas ainda assim vale muito a pena. ESTÁDIO SANTIAGO BERNABÉU — MADRI, ESPANHA Um dos lugares mais importantes do futebol espanhol e europeu. Sediou a final da Copa do Mundo de 1982, entre Itália e Alemanha Ocidental, quando os italianos conquistaram o título. Inaugurado em 1947, o Bernabéu passou por sua maior transformação entre 2019 e 2024, se tornando um dos estádios mais modernos do planeta. Visitamos o estádio pela primeira vez em 2018 e voltamos em 2024. A diferença é impressionante: o que antes era um estádio tradicional e marcante, hoje é um palco moderno de futebol. O tour é caro, mas vale cada minuto, especialmente para quem gosta de ver como o futebol se reinventa. A capacidade atual fica em torno de 84 mil pessoas. A final da Copa do Mundo de 2026 vai acontecer no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.
- FAZER TOUR DE ESTÁDIO OU ASSISTIR UM JOGO: QUAL VALE MAIS A PENA?
Comparamos duas experiências únicas para quem viaja movido pelo futebol Torcida do Atlanta, em Buenos Aires. Foto: Carolina Chassot Uma das perguntas que mais recebemos é exatamente essa: o que compensa mais pagar para assistir a um jogo ou fazer o tour do estádio? E a nossa resposta, apesar de às vezes decepcionar, é bem simples: depende. Depende de várias circunstâncias, e é por isso que vamos tentar ajudar! Primeiro, é importante entender o orçamento e o destino da viagem. JOGOS Na Europa, assistir a um jogo de futebol é um programa caro, difícil de conseguir ingresso e que exige sorte e planejamento. Isso, claro, quando estamos falando de clubes grandes como Liverpool, Arsenal, Real Madrid e outros gigantes. Porém, existem excelentes alternativas : clubes da segunda e terceira divisão. Em alguns momentos do ano, principalmente inicio de temporada (Agosto e Setembro) alguns times grandes fazem promoções de ingressos para competições de menor importância, como a Carabao Cup. Foi assim que assistimos um jogo do West Ham por 10 libras. Assista ao vídeo no jogo do West Ham Em Portugal, apesar de Benfica, Sporting e Porto terem ingressos mais acessíveis do que os gigantes da Premier League, também é preciso sorte para comprar, dependendo do jogo. Na imensa maioria, o estádio lota somente com os sócios e a única opção são os sites de revenda. É uma alternativa, mas por vezes, arriscada. Jogo do Leyton Orient, em Londres. Vídeo: Vítor Figueiró. Na América Latina, assistir a um jogo costuma ser mais simples, mas não necessariamente barato na imensa maioria dos casos. Um ingresso para ver River Plate ou Boca Juniors dificilmente sai por menos de mil reais, além de precisar ser comprado com alguma antecedência. Já Argentinos Juniors, Independiente, Racing e outros clubes às vezes liberam ingressos para o público geral ou seja, depende de coincidir com a data da viagem. A dica é: se você é fã do futebol, leve o calendário de jogos em consideração na hora de marcar sua viagem. Os clubes menores, como Platense , Almagro ou Atlanta, praticamente sempre têm ingresso disponível. E a gente recomenda muito assistir a um jogo raiz em Buenos Aires. Assista aos vídeos dos jogos em Buenos Aires A estratégia é a mesma para Montevideo. Se estiver no Uruguai, é possível que para jogos menores você consiga ingressos para Nacional ou Peñarol por R$ 150 a R$ 200. No entanto, em jogos de maior procura isso se torna impossível. Por isso, uma dica é ir no estádio do Defensor . Ele fica no Parque Rodó, um ponto turístico e é possível combinar tudo junto num visual absurdo da Rambla. Vista do Estádio do Defensor, em Montevideo. Vídeo: Carolina Chassot TOURS Na Europa, os tours de estádios são muito mais fáceis de fazer. Isso, claro, nos times de maior expressão e tradição. Não precisam de antecedência absurda, têm horários amplos e evitam toda a confusão de um dia de jogo. Dependendo do clube, o ingresso do tour pode ser caro (como o Old Trafford, que chega perto de R$ 400) , mas ainda assim costuma ser bem mais barato que assistir a uma partida, especialmente da Premier League. Assista ao vídeo do tour no Old Trafford Na América Latina, nem todos os clubes oferecem tour . Por isso, observar o calendário de jogos pode ser a única maneira de conhecer aquele estádio que você deseja muito. Mas Boca Juniors, River Plate e Estudiantes têm tours bem montados e valem demais a visita. Europa: o mais vantajoso é fazer o tour do estádio, você garante conhecer templos do futebol por um preço muito mais acessível. América Latina: vale a pena tentar ir a um jogo, caso coincida com a sua viagem e haja ingressos disponíveis. É uma experiência cultural muito forte. Para quem faz questão de assistir a uma partida, fica a dica: Procure clubes menores, tanto na Europa quanto aqui na América Latina. Os jogos são legais, o acesso é mais fácil e você acaba descobrindo clubes incríveis. Foi nosso caso quando acompanhamos um jogo do Leyton Orient. E um conselho especial para Buenos Aires: vá ver o Atlanta, um clube de bairro super tradicional e encantador. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica
- TODAS AS ESTÁTUAS DOS ARREDORES DO EMIRATES STADIUM
Estádio do Arsenal conta com um museu a céu aberto no entorno; veja as imagens Arsène Wenger, o maior treinador da história do Arsenal. Foto: Vítor Figueiró Nossa passagem pelo Emirates Stadium mostrou que a história do Arsenal não está só dentro de campo. Caminhando pelos arredores da arena, encontramos seis estátuas que contam a identidade e a trajetória dos Gunners. Cada uma delas marca uma era, um ídolo e um capítulo essencial do clube. A primeira estátua que vimos foi a de Arsène Wenger , o maior treinador da história do Arsenal. Inaugurada em 2019, ela celebra o francês que comandou o clube entre 1996 e 2018, conquistando três Premier Leagues, incluindo a temporada lendária dos Invincibles em 2003/2004. Seguindo nossa caminhada do lado de fora do estádio, encontramos a estátua de Ken Friar OBE , inaugurada em 2021. Estar diante dela é entender a importância desse personagem: foram mais de 70 anos dedicados ao Arsenal, do campo aos escritórios, além de ser peça-chave na transição de Highbury para o Emirates. Veja as estátuas: A terceira estátua que vimos é uma das mais fotografadas e famosas: Thierry Henry. Homenageado desde 2014, o francês é eternizado na icônica comemoração após marcar contra o Tottenham. São 228 gols em 377 jogos. É impossível não sentir o peso da história ali. Uma das estátuas mais lindas que conhecemos. Foto: Vítor Figueiró Logo depois, encontramos a homenagem a Herbert Chapman , técnico que comandou o clube entre 1925 e 1934. A estátua, de 2011, marca o legado de um treinador que transformou o Arsenal e deixou bases que ecoam até hoje. Também passamos pela estátua de Tony Adams , capitão lendário entre 1983 e 2002. Inaugurada em 2014, ela simboliza liderança, identificação e a alma do Arsenal em seus anos de glória. No fim, antes de entrarmos para o tour, vimos a estátua de Dennis Bergkamp , inaugurada também em 2014. Ela retrata o momento inspirado no gol de cavadinha diante do Newcastle em 2002, uma obra que combina perfeitamente com a elegância do holandês que brilhou entre 1995 e 2006. Confira nosso tour no Emirates Stadium: Siga @temestadiotemhistoria em todas nossas redes sociais e assine nossa newsletter
- EMIRATES STADIUM: O ESTÁDIO QUE INAUGUROU A ERA DA MODERNIZAÇÃO DO FUTEBOL NA INGLATERRA
Visitamos a casa do Arsenal, que em 2006 apresentou ao país um dos estádios mais modernos da época Estádio do Arsenal foi inaugurado em 2006. Foto: Carolina Chassot Quando chegamos ao Emirates Stadium , no norte de Londres, ficamos impressionados logo de cara. O entorno é todo pensado para contar a história do clube: estátuas de ídolos, murais, grafites, e uma fachada imponente que dá a sensação de que, de fato, estamos entrando em um templo do futebol moderno. A construção da nova casa dos Gunners começou em 2004 e foi inaugurada em 2006. Naquele momento, o projeto era considerado revolucionário e marca o início de um novo capítulo para a Premier League. O Emirates seria o estádio mais moderno do país, com 60 mil lugares, 150 camarotes, conforto ampliado para os torcedores e ingressos mais caros, o que transformou o Arsenal em um dos clubes com maiores receitas de matchday do mundo. O estádio também inovou nas transmissões de TV: foram instaladas 41 posições de câmera e o Emirates passou a transmitir jogos em HDTV, algo extremamente avançado para a época. A obra custou cerca de 390 milhões de libras, financiada por empréstimos bancários, vendas antecipadas de ingressos e o acordo de naming rights com a Emirates Airlines, parceria que dura até hoje. Uma curiosidade nos chamou atenção: o clube notou também uma mudança de comportamento dos torcedores . No Highbury, era comum que centenas de cadeiras precisassem ser substituídas a cada temporada por danos causados pelo uso. Já no Emirates, na primeira década, o clube precisou substituir em média apenas três cadeiras por temporada. O Arsenal chegou à conclusão de que um ambiente mais limpo, moderno e caro acabou influenciando positivamente a forma como os torcedores utilizavam o estádio. Durante o tour, ficou claro para nós como o estádio é bem conservado, moderno e constantemente atualizado. Por ter sido o primeiro grande estádio moderno da Inglaterra, hoje ele também é o mais antigo dentro desse novo padrão, mas segue elegante e relevante graças às reformas e melhorias contínuas. O Emirates abriu caminho para outros grandes projetos não só na Inglaterra, mas em toda a Europa. Confira o tour no estádio do Arsenal
- OS ESTÁDIOS COMO REFLEXO DA CULTURA
O que descobrimos ao perceber que os estádios são tão importantes quanto monumentos e museus Estádio do Tottenham . Foto: Tottenham Uma das coisas mais legais de viajar pelo mundo e conhecer estádios é que eles nunca são apenas estádios. Cada um deles é um reflexo da cidade em que estamos, da cultura, das pessoas e também da política. Em Londres isso fica evidente logo de cara. No Craven Cottage , do Fulham, senti uma Londres antiga, tranquila, quase cinematográfica. O bairro é silencioso, cheio de casas vitorianas e moradores que caminham até o estádio como parte da rotina. Já no Tottenham Hotspur Stadium é o oposto: uma Londres moderna, global, acelerada. Trens, turistas de todo canto, restaurantes cheios e tudo em ritmo de cidade grande. VEJA OS TOURS QUE FIZEMOS NA INGLATERRA Em Portugal , a relação com os estádios é mais integrada ao dia a dia da população. O Estádio da Luz , do Benfica, funciona quase como shopping com restaurantes, escritórios e academia. As pessoas utilizam aquele espaço mesmo sem ter jogo. Quando chegamos na Argentina percebemos que a grande maioria dos estádios são utilizados como um clube mesmo, com quadras de tênis, de basquete e cantinas que funcionam todos os dias da semana. O Platense , atual campeão do Apertura, tem um espaço para os sócios do clube com diversas aulas de diferentes esportes. Percebi que visitar estádios não é só conhecer templos do futebol e sim entender como cada lugar vive, sente e organiza sua própria identidade. No fim, cada estádio é um reflexo da cidade e do bairro onde está, e caminhar por eles é uma das formas mais bonitas de conhecer os lugares que visitamos.
- CONHEÇA A MENOR ARQUIBANCADA DO MUNDO
Um microespaço que virou atração na cidade do futebol mundial Pechkam Town transformou a arquibancada numa atração. Foto: Reprodução O Peckham Town FC , clube amador do sul de Londres que disputa a 11ª divisão inglesa, colocou seu nome no radar mundial por um "pequeno" motivo. O clube ostenta a menor arquibancada de futebol do planeta. Em meio às casas, ruas estreitas e parques da região de Peckham, um bairro vibrante, multicultural e cheio de vida, está o modesto estádio Menace Arena, que conta com essa pérola do futebol alternativo. A arquibancada tem apenas 2x2 metros, acomoda 10 pessoas espremidas e fica posicionada quase na linha lateral, pertinho da bandeirinha de escanteio. É tão minúscula que, de longe, parece uma parada de ônibus. De perto, vira um convite irresistível para quem ama as camadas mais autênticas daquele futebol inglês longe dos holofotes da Premier League. O que canta uma torcida na terceira divisão da Inglaterra? E como tudo no universo do futebol londrino, a experiência é tão charmosa quanto acessível. O clube cobra simbólicas 5 libras para quem quiser assistir ao jogo dali, praticamente dentro do gramado, ouvindo o barulho dos jogadores, o apito do árbitro e até a conversa do técnico ao lado. O Peckham Town transformou um espaço minúsculo em um símbolo gigantesco de criatividade. Mais do que um “spot instagramável”, a menor arquibancada do mundo representa exatamente aquilo que faz o futebol inglês ser tão especial: a cultura local, o improviso, o carinho pelos clubes de bairro e a capacidade de transformar o pequeno em extraordinário.
- VÍDEO: COMO É ASSISTIR UM JOGO E FAZER O TOUR NO ESTÁDIO DIEGO ARMANDO MARADONA
Confira nossa vídeo completo da experiência em La Paternal Vivemos o tour e um dia de jogo na casa de "El Bicho". Foto: Vítor Figueiró Fomos até o bairro de La Paternal, em Buenos Aires , para conhecer de perto o estádio e a história do Argentinos Juniors, o clube onde nasceu um dos maiores jogadores de todos os tempos: Diego Armando Maradona. O Estádio Diego Armando Maradona é um verdadeiro santuário para quem ama futebol. Compacto, vibrante e completamente tomado pelo vermelho e branco, ele carrega a essência de um clube formador, que revelou não só Maradona, mas tantas outras estrelas que marcaram gerações. Além do nosso tradicional tour, também acompanhamos um dia de jogo e sentimos de perto a intensidade da torcida do Bicho. Agradecemos ao Argentinos Juniors pela recepção e pela oportunidade de viver esse momento tão especial. Nossa temporada na Argentina só foi possível graças a nossa parceira Flecha Bus que acredita no Tem Estádio, Tem História. Veja o vídeo: Se inscreva no canal e siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais
- LA PATERNAL: A HISTÓRICA CASA DE MARADONA EM BUENOS AIRES
Visitamos o lar onde Diego viveu no início da carreira no Argentinos Juniors e que hoje preserva a memória do maior ídolo argentino Janela do quarto que Maradona costuma saltar para tomar banho. Foto: Vítor Figueiró Quando estivemos em Buenos Aires, fomos até o bairro de La Paternal para conhecer de perto a casa onde Diego Armando Maradona morou entre 1978 e 1980, período em que despontava no Argentinos Juniors lá no começo de sua carreira. A residência fica a poucas quadras do estádio que hoje leva o nome de D10S e oferece uma experiência completamente imersiva na rotina do jovem Diego. Com a morte do ídolo em 2020 (25 de novembro) e que nesta terça-feira completa 5 anos , cada local onde o camisa 10 esteve ganhou um significado ainda mais abençoado e de devoção dos fãs argentinos. A entrada custa 15 mil pesos (cerca de 55 reais) e o visitante pode circular por todos os ambientes da casa, reconstruída para representar fielmente uma típica residência latina dos anos 1980. Móveis, objetos e a arquitetura original ajudam a criar a sensação de que o tempo não passou. Depois que a família Maradona deixou o endereço, outras duas famílias viveram ali, e o local ainda chegou a funcionar como fábrica de bolsas. Em 2008, o presidente do Argentinos Juniors comprou a propriedade e iniciou o processo de tombamento, transformando-a oficialmente em um ponto turístico maradoniano. Veja nossa review da visita: A reconstrução chama atenção logo na entrada. Em cada cômodo, há fotos de Maradona nos mesmos espaços, reforçando o clima de imersão total. Os discos preferidos de Diego, a bicicleta, os ímãs da geladeira e até a janela por onde ele pulava para tomar banho — tudo foi cuidadosamente preservado. Vale lembrar que essa própria casa fez parte do pagamento oferecido ao jogador, que já era considerado uma joia do clube. Outro detalhe marcante são as centenas de assinaturas espalhadas pelas paredes. Fãs do mundo inteiro deixam mensagens de carinho, gratidão e emoção em diferentes idiomas, tornando o ambiente ainda mais vivo. "Obrigado por fazer minha mãe feliz", escreveu um fã argentino na parede da sala da casa. No terraço, como quase sempre acontece quando se fala de Argentina e Maradona, há uma pequena capela dedicada ao 10, com destaque para uma incrível representação da “Santa Ceia do futebol” com Diego ao centro. A Casa de Maradona é daquelas visitas obrigatórias para quem ama futebol, história e cultura argentina. Confira o tour e um dia de jogo no estádio Diego Armando Maradona:
- O SANTUÁRIO DE DIEGO ARMANDO MARADONA
Visitamos o espaço dedicado ao maior ídolo argentino Santuário do Maradona. Foto: Carolina Chassot Para quem visita o estádio do Argentinos Juniors , em Buenos Aires, a parada no santuário de Diego Armando Maradona é praticamente obrigatória. Confesso que, quando fizemos o tour pelo estádio, eu sequer sabia da existência desse espaço totalmente dedicado ao ídolo. Debaixo de uma das arquibancadas da La Paternal, fica um ambiente inteiramente voltado à memória de Maradona, com fotos, camisas de vários clubes e objetos históricos. Mas quem pensa que é apenas uma exposição se engana. O local é organizado como um santuário, quase uma capela dedicada a um santo. Logo na entrada, há uma grande imagem do Maradona, e no “altar”, a figura de uma santa cercada por pertences deixados por fãs como forma de agradecimento ou pedido. O Augustín, guia do estádio, que nos acompanhou contou que "muitas pessoas vão ao santuário fazer pedidos ao 'Deus Maradona', de todo lugar do mundo." Uma menina teria pedido para passar na faculdade e, quando conseguiu, deixou uma cópia do diploma ali como agradecimento. Ele comentou sobre o pedido de um torcedor do Botafogo para que o clube fosse campeão da Libertadores em 2024. Também tem carteiras de cigarro deixadas por quem fez promessas para parar de fumar. O que mais tem são as camisas deixadas por torcedores de diferentes partes do mundo. As mais comuns são as do Argentinos Juniors, Boca Juniors e, claro, do Napoli, onde Maradona é ídolo. O santuário foi inaugurado dia 10 de dezembro de 2020, duas semanas após a morte de Maradona, como um espaço de memória e homenagem, mas rapidamente se transformou em um lugar de devoção, pedidos e promessas. Ele fica aberto de segunda a sábado, e quem cuida e mantém o local é um dos muitos afilhados de Maradona, inclusive, há uma foto do Diego batizando ele. A visita é gratuita e vale muito a pena, assim como conhecer o estádio, a casa onde o Maradona morava, que fica uns 10 minutos caminhando e todo o bairro de La Paternal. Confira o vídeo em dia de jogo e tour no estádio do Argentinos Juniors
- “FOREVER BLOWING BUBBLES”: A HISTÓRIA POR TRÁS DO HINO NÃO OFICIAL DO WEST HAM
Estivemos no London Park e acompanhamos de perto o show da torcida dos Hammers Estádio do West Ham é um dos mais lindos de Londres. Foto: Carolina Chassot Quando visitamos o London Stadium, uma das cenas mais marcantes aconteceu antes mesmo de a bola rolar. Assim que o time entrou em campo, a torcida do West Ham transformou o estádio em um coro uníssono cantando I’m Forever Blowing Bubbles, um dos rituais mais tradicionais do futebol inglês. Veja a crônica da nossa experiência no estádio. A música foi adotada pelos torcedores ainda em 1920 e, desde então, virou um hino não oficial dos Hammers. O estádio inteiro canta junto enquanto bolhas de sabão são lançadas ao ar, criando aquele clima único que só o West Ham sabe fazer. Confira nossa visita ao estádio A origem do canto também tem seu charme. Diz a lenda que tudo começou por causa de Billy Murray, jovem jogador das categorias de base que, nos anos 20, era comparado a um garoto de um anúncio de sabão em pó chamado Bubble s. Sempre que o time juvenil atuava no antigo estádio do clube, os torcedores cantavam a música para ele e o hábito acabou se espalhando por toda a torcida. Veja o momento: Estivemos no London Stadium e vimos de perto esse momento. É impossível não se arrepiar quando o estádio inteiro solta a voz. Um daqueles detalhes que fazem parte da alma do West Ham e que mostram por que cada visita a um estádio sempre rende uma boa história. Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais e se inscreva na nossa newsletter
- REVIEW ANFIELD: COMO É A VISITA A CASA DO LIVERPOOL?
Confira nossa review do tour na emblemática casa dos Reds Visita ao Anfield marcou a fase inicial do projeto. Foto: Vítor Figueiró Depois de explorarmos os estádios de Londres, tomamos um trem e marchamos rumo ao condado de Merseyside para conhecer o Anfield, em Liverpool. Confira nossa review na casa dos Redes. Entradas : As entradas no tour são 25 libras para todos os visitantes com direito ao Museu e ao Estádio. Não foi necessário fazer reserva antes e os passeios acontecem de 30 em 30 minutos. Confira os melhores horários no site. Chegada ao estádio : Nos hospedamos em um AirBnb ao lado do Anfield. Da nossa porta, era possível observar a entrada do estádio. Um lugar simples, mas bastante acolhedor. Chegamos ao bairro de Anfield de ônibus da estação da cidade. Arredores : Uma das partes mais legais da visita a Anfield são os arredores . Eles se conectam com a cultura do clube, a região e a paixão da cidade pelo futebol e pelos Reds. Vale a pena perder um bom tempo passeando pelas casas típicas britânicas e admirando os grafites nos muros. Confira o vídeo do tour: Guias : O tour no Anfield é direcionado e conduzido por um guia identificado com o clube. Mesmo não sendo naquele estilo 'freeflow', a visita acontece de maneira bem livre pelos espaços do estádio e sem pressa. Acessos : Os acessos são completos. Adentramos as principais áreas de Anfield sem proibições. O destaque fica para a parte final em The Kop, onde ficam as 'organizadas' do clube. Ali, não se tem limite de tempo e perdemos um grande período admirando o estádio e o quão fantástico era estar ali. Duração : A duração é satisfatória. Em alguns pontos, pelo ritmo, a coisa se apressa, mas é possível fazer registros em todo os espaços com calma. Museu : Liverpool é um dos maiores clubes do mundo e taças sobram no Museu. O que mais nos chamou a atenção foi a maneira como retratam o desastre árede Munique e a identificação da torcida com a equipe ao longo do anos. Uma relação que não está associada a sucesso esportivo e sim a cultura da equipe. Veja nossa review em vídeo














