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  • COMO UMA MUDANÇA DE ENDEREÇO TRANSFORMOU BOCA E RIVER NA MAIOR RIVALIDADE DA AMÉRICA

    Rivais históricos, Boca Juniors e River Plate nasceram como clubes irmãos no mesmo bairro e viram a rivalidade crescer ao longo dos anos Boca e River, a maior rivalidade da América Latina. Fotos: Vítor Figueiró Quando falamos de Boca Juniors versus River Plate é comum pensar numa rivalidade intensa e de ódio entre as duas torcidas. Mas a história mostra justamente o contrário. Boca e River surgiram praticamente lado a lado, no bairro de La Boca, reduto de imigrantes e trabalhadores no início do século XX, e por um bom tempo dividiram não só a vizinhança, mas também realidades muito parecidas dentro e fora de campo. O River Plate foi fundado em 1901, a partir da fusão de dois clubes locais, Santa Rosa e La Rosa. O nome em inglês veio de uma inscrição encontrada no porto de Buenos Aires, “River Plate”, uma forma britânica de se referir ao Rio da Prata. Quatro anos mais tarde, em 1905, surgia o Boca Juniors, criado por jovens descendentes de italianos que decidiram carregar no nome a identidade do bairro que representavam. Durante os primeiros anos, os dois clubes chegaram a atuar em campos separados por menos de 100 metros, em uma cidade mais modesta e distante da grandiosidade atual de Buenos Aires. O PRIMEIRO CLÁSSICO Em 1913, aconteceu o primeiro confronto oficial entre eles, vencido pelo River, dando início a uma rivalidade que ainda engatinhava. Mesmo após algumas mudanças, o River ainda manteve vínculos com La Boca até 1915, quando voltou a se instalar na região, a poucas quadras de onde hoje está a La Bombonera (veja nossa visita lá). Reprodução: Internet A mudança definitiva veio em 1923. O River deixou La Boca, passou pela Recoleta e se estabeleceu em Belgrano, onde anos depois construiria o Estádio Monumental de Núñez (confira o tour). Mais do que uma mudança geográfica, o clube assumia uma nova identidade a partir de uma vizinhança mais luxuosa. Instalado em uma região mais valorizada da cidade, o River passou a ser associado às camadas mais ricas da sociedade argentina, ganhando o apelido de “Millonarios”. Do outro lado, o Boca permaneceu em La Boca, fortalecendo sua ligação com o povo e com a classe trabalhadora. Com o passar das décadas, o confronto deixou de ser apenas esportivo e passou a carregar também um simbolismo social. Cada jogo passou a representar muito mais do que futebol, refletindo diferenças culturais e econômicas entre os dois lados. Evidente que, com o avanço dos anos, a sociedade se diluiu e hoje esses rótulos sociais já não são tão claros, com ambas as torcidas se espalhando pela sociedade argentina. CONFIRA O CONTEÚDO EM REELS

  • 85 MIL PESSOAS DE MÉDIA: O QUE EXPLICA O RECORDE DO RIVER PLATE?

    O River Plate atingiu, em 12 de março de 2026, uma marca impressionante: 100 jogos consecutivos com mais de 80 mil torcedores Jogo para mais de 85 mil torcedores no Monumental. Foto: Carolina Chassot Desde fevereiro de 2022, mais de 8 milhões de torcedores passaram pelas arquibancadas. É um recorde em nível mundial. A média é de 85 mil pessoas por partida, conforme divulgou o clube nas redes sociais, praticamente a capacidade máxima do estádio. Em agosto de 2025, fomos assistir a um jogo do River Plate em Buenos Aires. Era uma rodada comum do campeonato argentino. Não era decisão, não era mata-mata, não era clássico. O adversário era o San Martín, em um domingo às 19h. Fazia 5 graus e chovia tudo o que podia chover. Sendo bem sinceros, achamos que daria no máximo uns 40 mil torcedores no estádio, e isso já seria muito. Mas quando chegamos, a realidade foi outra. Mais de 80 mil pessoas estavam lá, cantando, vibrando e apoiando o time durante os 90 minutos. Nunca tínhamos visto uma torcida que canta até no intervalo da partida. Vimos pela primeira vez naquele jogo. ASSITA O VLOG DO DIA DE JOGO + TOUR NO ESTÁDIO Em outro dia, voltamos ao estádio para fazer o tour e entender melhor a história do clube. E foi ali que começamos a perceber que o River não é apenas um time de futebol, mas sim uma comunidade. Ao longo da sua história, o clube esteve presente em momentos importantes do país, inclusive se posicionando em períodos difíceis, como durante a ditadura. Mas o que mais chama atenção é como ele se expandiu para além do futebol. O River construiu uma estrutura que faz parte da vida das pessoas no dia a dia. O clube possui escola para crianças e adolescentes, universidade própria, além de uma forte atuação em outros esportes, como vôlei, basquete e handebol. Isso faz com que mais pessoas se conectem com o clube, não só pelo futebol. Para os torcedores mais velhos, o River também oferece espaços e atividades dentro do próprio clube, como academia, aulas de ginástica e até futebol para a terceira idade. Ou seja, o clube acompanha o torcedor ao longo da vida, e isso explica a paixão dos fãs pelo clube, porque o River está presente na rotina das pessoas. Por isso, faça frio, faça calor, esteja chovendo ou não, o torcedor vai ao estádio, porque o vínculo com o clube é diário. Parte interna do Monumental, onde ficam as quadras de basquete. Video: Carolina Chassot Claro, existe também um trabalho forte de marketing e construção de marca. O River Plate se tornou um clube que ultrapassa as fronteiras da Argentina, despertando também a curiosidade de turistas que querem viver a experiência de um jogo no Monumental. Mas, no fim, o que mais marca é isso: o River leva sua comunidade para dentro do estádio. E viver isso de perto, assistir a um jogo e conhecer o Monumental, foi um dos grandes momentos das nossas viagens. Para quem tiver a oportunidade, fica a recomendação: vá. Os tours completos estão disponíveis no nosso canal no YouTube. E, para acompanhar bastidores, curiosidades e mais histórias de arquibancada, é só seguir a gente também no Instagram.

  • COMO É O BAR DENTRO DO ESTÁDIO MAIS HISTÓRICO DA AMÉRICA LATINA

    Fomos conhecer o 1930 Bar, restaurante do Estádio Centenário, em Montevidéu e te contamos todos detalhes da experiência Vista do 1930 Bar Foto: Carolina Chassot A cidade de Montevidéu, por si só, já é um encanto. Da Rambla à Cidade Velha, cada lugar da capital do pequeno país uruguaio vale a visita. E, claro, tudo fica ainda melhor quando lembramos que ela foi palco da primeira Copa do Mundo da FIFA e que o estádio da final segue sendo usado para jogos e visitações, mesmo quase 100 anos após a sua inauguração. Que o Estádio Centenário é histórico, todo mundo sabe. Mas visitar ele é completamente diferente. A gente percebe, em cada cadeira, cada parede e cada arquibancada, o peso da história que ele carrega para o futebol mundial. Como todo grande ponto histórico, o estádio conta com um tour que inclui o Museu do Futebol, com muitas histórias sobre o futebol da América Latina e, claro, da seleção uruguaia. Nesse tour, o mais clássico, também é possível conhecer o gramado do Centenário e ficar por lá o tempo que quiser. O Centenário também está com um novo tour, que permite conhecer ainda mais áreas internas, como vestiários, sala de imprensa e outros acessos exclusivos. Porém, essa ideia ainda é recente e o tour não está aberto para todos, mas, em breve, estará, e a gente conta tudo por aqui. BAR VIROU NOVA OPÇÃO DE VISITA Mas a gente sabe: fazer tour durante uma viagem nem sempre é possível. Apesar de durarem cerca de 2 horas, com deslocamento e organização, podem consumir um bom tempo do roteiro e todo mundo que viaja sabe como os minutos são valiosos em viagens. Por isso, quando alguns estádios oferecem a possibilidade de conhecer o gramado durante uma refeição (café, almoço ou chá da tarde), isso vira uma mão na roda. Dá para encaixar facilmente entre um passeio e outro e aliar turismo com gastronomia. E é exatamente essa a proposta do 1930 Bar: uma ótima opção para quem quer conhecer o gramado do Centenário enquanto experimenta a culinária uruguaia. O restaurante funciona das 9h às 17h e oferece opções de lanches e almoço para todos os gostos. E sim, a comida vale a pena. O mais legal? Ele fica dentro do estádio, em uma área diferente da utilizada nos tours tradicionais. Quando chegamos ao bar, nos deparamos com um lado do Centenário que ainda não conhecíamos (mesmo depois de várias visitas hehe). O acesso ao gramado é livre, sem tempo determinado, e dá para sentir de perto a grandiosidade do estádio. Além disso, há uma loja com produtos da seleção uruguaia e itens que fazem referência à Copa de 1930. O cardápio também entra no clima: é todo personalizado com termos do futebol. As entradas são o “Primeiro tempo”, os lanches o “Intervalo” e assim por diante. Os preços são acessíveis, dentro da média da cidade. E, consumindo no local, você não precisa pagar para acessar o gramado. Caso queira apenas visitar o estádio, tem uma taxa, mas bem menor que a do tour completo. Ter restaurantes dentro de estádios é uma tendência que cresce cada vez mais, transformando esses espaços em atrações além dos dias de jogo. A "onda" começou na Europa e já está mais comum dentro da América Latina. Já visitamos alguns exemplos: o Estádio Uno, que tem uma cafeteria dentro do gramado; o Estádio Monumental, do River Plate, com restaurante e vista para o campo e a Arena Castelão, que também oferece essa experiência. E há vários outros estádios pelo mundo seguindo essa mesma proposta. Gostamos muito da experiência no 1930 Bar e indicamos como uma ótima opção para quem quer juntar gastrônomia e tour de futebol. Os tours completos estão disponíveis no nosso canal no YouTube. E, para acompanhar bastidores, curiosidades e mais histórias de de futebol, é só seguir a gente também no Instagram.

  • OS ESTÁDIOS FAVORITOS DE TATI MANTOVANI

    Jornalista destacou os principais estádios de sua trajetória e deu dicas para viajantes futeboleros Tati é setorista da TNT Sports Brasil em Madrid. Foto: Reprodução Desde a infância, todo fã de futebol cria uma relação especial com alguns estádios ao redor do mundo. Hoje, em mais uma edição do “Tem Estádio, Tem História com”, a jornalista da TNT Sports Brasil e setorista em Madrid, Tati Mantovani , compartilha os palcos mais marcantes da sua trajetória no esporte. Vivendo o dia a dia de um dos principais centros do futebol europeu, ela também traz dicas para quem sonha em busca explorar os destinos mais futeboleros do mundo. Confira:

  • O INUSITADO ESTÁDIO EM QUE HARRY KANE MARCOU SEU PRIMEIRO GOL

    Com mais de 500 gols na carreira, o artilheiro inglês abriu sua contagem em um palco acanhado do futebol inglês Vivemos um dia de jogo no Brisbane Road. Foto: Vítor Figueiró Quando fomos conhecer e acompanhar uma partida no Brisbane Road, estádio do Leyton Orient , nos deparamos com um clube de bairro, uma torcida modesta, mas engajada na luta da equipe nas divisões inferiores do futebol inglês. Uma experiência típica do futebol raiz . O que não sabíamos é que estávamos entrando no palco onde Harry Kane, ídolo da seleção inglesa e um dos melhores atacantes do mundo, marcou seu primeiro gol como profissional. Extremamente identificado com o Tottenham, que o revelou, e com o Bayern de Munique, onde tem colecionado gols nos últimos anos, Harry Kane viveu uma passagem curta, mas marcante pelo Brisbane Road e pelo Leyton Orient. Na temporada 2010/2011, com 17 anos, o atacante buscava mais minutos em campo e foi ganhá-los na zona leste de Londres. Confira nosso vídeo no Brisbane Road Os O's, como é conhecido o Leyton Orient, representavam, para o menino que ainda não sabia onde iria chegar, um retorno para “casa” e um avanço na sua carreira. Kane se criou na infância morando a poucas quadras do estádio do Leyton e já entendia o que era a vida naquela comunidade e a importância do clube. O primeiro gol veio logo após a estreia. Kane marcou na goleada por 4 a 0 sobre o Sheffield Wednesday , pela terceira divisão, para a explosão da torcida no Brisbane Road. Com a camisa vermelha, foram cinco gols marcados ao todo, além de uma identificação que ficou para os anos seguintes. Desde a temporada de 2021, Kane passou a patrocinar a camisa principal das equipes masculina e feminina. No espaço frontal, o jogador abre mão de qualquer propaganda comercial para divulgar instituições de caridade, ações de saúde mental e outros temas importantes para a sociedade britânica. Sempre que é convidado a comentar sua carreira e seus mais de 500 gols, Kane faz questão de relembrar o primeiro gol marcado no Brisbane Road, pelo Leyton Orient. Se todo jogador precisa começar em algum lugar, a saga artilheira de Kane começou naquele pequeno estádio da zona leste de Londres. Uma noite na terceira divisão da Inglaterra

  • O TORCEDOR QUE DEU ORIGEM AO NÚMERO 12 EM LA BOMBONERA

    Assim que entramos no gramado do estádio, já vemos o número 12 pintado na parte de cima da arquibancada Número 12 na arquibancada em La Bombonera. Foto: Carolina Chassot Quando fomos fazer o tour no estádio do Boca Juniors, nos deparamos com uma única pintura que se destacava nas arquibancadas amarelas e azuis da La Bombonera. Logo, a guia explica que o número representa a torcida como o 12º jogador em campo. De acordo com a história contada no museu do clube, essa representação do número 12 começa no ano de 1925. Na primeira excursão internacional do Boca, um torcedor chamado Victoriano “Toto” Caffarena decidiu acompanhar o time para a Europa. Toto, como era conhecido o primeiro “torcedor número 12”, era sócio do Boca desde 1922 . Na época, eram poucas as empresas que patrocinavam clubes e viagens. Por isso, ele vendeu algumas propriedades para financiar sua própria passagem e a de alguns jogadores . Durante o período em que o Boca esteve na Europa, o torcedor mais fanático ajudou no dia a dia do clube. Ao final da excursão, Agustín Cerrotti, um dos goleadores do torneio disputado pelo Boca Juniors, apelidou Victoriano de “el Jugador Número 12”. De volta a Buenos Aires, Caffarena continuou como sócio do Boca e atuou como escrivão e também como responsável pela equipe, entre outras funções. Como homenagem, a direção do clube deu um assento fixo na arquibancada e, em 1953, ele se tornou sócio vitalício. O então presidente do Xeneize, Alberto J. Armando, entregou a para ele uma placa do Jogador Número 12 em 1955, por ocasião do 50º aniversário do clube. Cartão de sócio e placa em homenagem para Toto. Foto: Reprodução De 1960 até o ano de sua morte, em 1972, ele foi presidente da República de La Boca. Com o tempo, o apelido “12” passou a ser usado por toda a torcida do Boca. Já não representava apenas uma pessoa, mas milhões de torcedores que apoiavam o time fora do campo. Assim surgiu a famosa torcida organizada do clube, a “La Doce”, que, em dias de jogos, ocupa o setor abaixo da arquibancada onde está pintado o número 12 no estádio. Ao longo do tour, percebemos a forte ligação do Boca Juniors com seus torcedores e o quanto o clube valoriza essa relação. No nosso canal do YouTube e nas nossas redes sociais, vocês podem acompanhar o tour pela La Bombonera e conhecer outras histórias de um dos clubes mais emblemáticos do mundo. ASSISTA AO TOUR EM LA BOMBONERA

  • REVIEW JOSÉ ALVALADE: COMO É CONHECER O ESTÁDIO DO SPORTING?

    Confira nossa review do tour em um dos estádios mais tradicionais de Portugal Visita ao Alvalade foi épica . Foto: Vítor Figueiró Em nossa temporada em Portugal, tínhamos como obrigação definida conhecer os estádios de Braga, Benfica, Porto e Sporting . As quatro maiores equipes do país contam com casas diferentes entre si e distintas dos padrões das arenas mundiais. Começamos com o José Alvalade , casa dos Leões de Lisboa, que oferece um tour bastante completo e intimista. Confira nossa review do tour: Entradas : Compramos as entradas direto na entrada para a visita. Não enfrentamos fila e fomos extremamente bem atendidos pela equipe do clube. Nosso tour contou ainda com a particularidade de, por sermos os únicos lusófonos, ficarmos com a guia portuguesa, que nos premiou com uma visita intimista e repleta de detalhes. Chegada ao estádio: A chegada ao Alvalade foi tranquila pelo metrô. Descemos na frente e aproveitamos para curtir os arredores e suas particularidades. Quando o assunto é futebol, o sistema de transporte de Lisboa tem amplo atendimento. Arredores : O Alvalade conta com arredores bem particulares. O clube trabalha com a ideia de um estádio multifunções e, por isso, até um Burger King e um shopping funcionam nas instalações. Guias : Nossa guia foi a mescla perfeita entre paixão pelo clube e informação. Um sentimento parecido com o que vivemos no Fulham . Ela relatava as histórias com paixão e aquela melancolia de quem conhece e ama o clube. Confira o vídeo do tour: Acessos : Acessos absolutamente amplos e um destaque precisa ser feito: fomos até o vestiário. Nos rivais Porto e Benfica, isso não nos foi permitido. Ainda pudemos curtir um bom tempo no camarote. Duração : O tour durou aproximadamente uma hora e não faltou tempo para nada. Foi possível dar uma volta completa no estádio e curtir todas as principais áreas. Museu : O Museu do Sporting é bem completo e interativo. Referências para Figo e Cristiano Ronaldo não faltam. O que nos chamou atenção foi o fato de exaltarem outras modalidades além do futebol, com itens olímpicos históricos como a bicicleta Joaquim Agostinho. Veja a review em vídeo: NOTA FINAL:

  • COMO O ARSENAL RELEMBRA A ÉPICA TEMPORADA INVICTA NO EMIRATES STADIUM?

    Visitamos a casa dos Gunners e encontramos diversas referências à sequência dos 49 jogos sem perder O icônico estádio dos Gunners. Foto: Carolina Chassot Durante a nossa temporada em Londres , visitamos o Emirates Stadium para conhecer de perto a história dos Gunners e sua relação com o futebol inglês. Logo no museu do estádio, o Arsenal faz questão de reforçar a grandeza da conquista de 2003/2004 , mantendo exposta a taça original da Premier League daquela campanha. Review da visita ao Emirates Stadium Além dela, o espaço também abriga o icônico troféu dourado, criado de forma exclusiva para celebrar a trajetória invicta, um símbolo raro que ajuda a dimensionar o que aquele time representou. Fora do museu, a memória segue viva com homenagens a dois dos principais personagens dessa história: as estátuas de Arsène Wenger e Thierry Henry , eternizados nos arredores do estádio, além de outras referências a ídolos do clube. Naquele ano, o time comandado por Wenger somou 26 vitórias e 12 empates na campanha do título de 2003/2004 e ainda engatou outros 9 jogos sem perder na temporada seguinte. A marca de 49 partidas de invencibilidade foi construída entre maio de 2003 e outubro de 2004 e rendeu ao clube esse troféu dourado único. Mesmo mais de duas décadas depois, ninguém conseguiu repetir o feito. A equipe que chegou mais perto foi o Liverpool na temporada 2019/2020, com 44 jogos de invencibilidade. No período, o Arsenal marcou 112 gols e sofreu 35. De acordo com o clube, dos 49 jogos, Henry atuou em 48 e marcou 39 gols, sendo o jogador com mais presenças em campo. Mais do que guardar taças, o Emirates Stadium preserva a memória de um feito que atravessou gerações e segue como referência máxima dentro da Premier League. Estátua épica do Henry. Foto: Vítor Figueiró ARSENAL INVICTO EM NÚMEROS 49 jogos invicto 36 vitórias 13 empates 112 gols marcados CONFIRA NOSSO TOUR NO EMIRATES STADIUM

  • VÍDEO: COMO É O TOUR DO BOCA JUNIORS EM LA BOMBONERA?

    Conhecemos todos os detalhes de um dos estádios mais famosos do mundo Conhecer a La Bombonera e todos os detalhes do tour do Boca Juniors era um dos nossos grandes desejos durante a nossa temporada em Buenos Aires (confira onde já estivemos) . Os arredores são incomparáveis: o Caminito, a maneira como tudo faz referência ao clube e a atmosfera realmente diferenciada que gira em torno do estádio José Alberto Armando. Assista ao nosso tour completo e confira os acessos dentro da La Bombonera, além da nossa opinião sobre o passeio e os valores. VÍDEO:

  • QUEM É O JOGADOR DA ÚNICA ESTÁTUA DO STAMFORD BRIDGE?

    Ao contrário de rivais, estádio do Chelsea conta com uma estátua solitária em seu entorno O ídolo Peter Osgood. Em nossa temporada na Inglaterra, uma das coisas que mais gostamos de observar foram os arredores dos estádios . É ali que começamos a perceber a identidade dos clubes, com murais, placas, homenagens, bares históricos e símbolos que ajudam a entender o que representa um dia de jogo para cada torcida. No Stamford Bridge, casa do Chelsea, uma coisa chamou atenção logo de cara. Ao contrário do que vimos no Emirates Stadium, do Arsenal, e no Old Trafford, do Manchester United, lugares cheios de estátuas e referências a vários ídolos, o estádio dos Blues tem apenas uma estátua em seu entorno. E não é por acaso. A única estátua do Stamford Bridge homenageia Peter Osgood , um dos maiores nomes da história do clube e conhecido até hoje como o “Rei de Stamford Bridge”. A escultura foi inaugurada em 2010, em frente à West Stand, como tributo ao atacante que marcou época no Chelsea nas décadas de 1960 e 1970. O entorno do Stamford Bridge: Osgood disputou mais de 380 partidas pelo clube e marcou 150 gols, sendo protagonista de uma das primeiras grandes fases da história dos Blues. Ele foi peça fundamental na conquista da FA Cup de 1970 e também na Recopa Europeia de 1971, quando fez gol na final contra o Real Madrid. Além dos números, Osgood virou símbolo de uma geração. Era o grande ídolo da equipe do fim dos anos 60, um time que ajudou a transformar o Chelsea em um clube mais popular e competitivo. A ligação com o estádio é tão forte que suas cinzas foram enterradas dentro do próprio Stamford Bridge, sob o ponto de pênalti do Shed End, setor historicamente ligado à torcida mais apaixonada dos Blues. E mesmo tendo apenas uma estátua, isso não significa que o entorno do Stamford Bridge seja pobre em história. Um dos pontos mais marcantes é justamente o Shed End, nome que faz referência ao setor que se tornou o coração da torcida do Chelsea, especialmente entre os anos 1960 e 1970. Caminhar por ali é uma forma de entender como o clube construiu sua identidade ao longo do tempo. Confira nosso vídeo completo no Youtube:

  • NOSSA EXPERIÊNCIA NO RESTAURANTE DO ESTUDIANTES

    Desde 2019, o clube mantém bistrô colado ao campo de jogo Experiência nos coloca lado ao lado do campo de jogo. Foto: Vítor Figueiró Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, uma ida para La Plata está longe de ser um bicho de sete cabeças . De fato, a cidade fica bem afastada das principais e mais turísticas regiões de Buenos Aires. No entanto, com um trem tomado na estação Constituicion, você chega ao famoso Bosque e pode conhecer os dois principais clubes da região: Estudiantes e Gimnasia. Na nossa visita ao estádio Uno - veja o vídeo - aproveitamos para conhecer o León Bar e Bistrô, o famoso restaurante do Pincha que fica colado ao gramado e abre todos os dias em que o time argentino não joga em casa. O local é lindo e repleto de referências aos títulos e anos da história do clube. Chegamos e fomos logos acomodados em uma mesa na área externa com uma vista absurda para todo o estádio. O atendimento foi educado e não recebemos pressão para consumir absolutamente nada. Aliás, todos nos trataram com muita simpatia. Precisamos de ajuda para carregar os celulares e fomos prontamente atendidos. Os valores estão de acordo com um restaurante padrão mediano da Argentina. Não são exorbitantes e há variedade no cardápio. O principal é a liberdade que temos para passear por uma área generosa do estádio, admirar as arquibancadas, goleiras e até os bancos de reservas. Além das mesas, a área externa também conta com uma estátua do histórico técnico Carlos Bilardo e um leão que faz referência ao mascote do clube. O restaurante foi inaugurado junto com a reforma do estádio em 2019 e faz parte do projeto do Estudiantes de manter o local com "vida" todos os dias do ano. O Uno, atualmente, dos estádios argentinos, é o que mais se aproxima da modernidade da Europa. Confira nosso tour no estádio:

  • OS ESTÁDIOS FAVORITOS DE FELIPE SIMONETTI

    Comunicador destacou principais estádios de sua carreira e deu dicas para viajantes futeboleros Felipe visitou diversos estádios pela Europa. Foto: Reprodução Todo fã de futebol tem uma relação especial com alguns estádios pelo mundo. Hoje, na terceira edição do "Tem Estádio, Tem História com" o comunicador e analista do Sportv, Felipe Simonetti, nos conta os mais marcantes da sua vida. Fã de viagens de futebol pelo mundo, ele também deu dicas para quem deseja conhecer os países mais futeboleros do mundo. Confira:

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