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COMO É UM DIA DE JOGO EM DIFERENTES PAÍSES?

Atualizado: 15 de dez. de 2025

Fomos assistir partidas na Inglaterra, Brasil, Argentina e Uruguai


COMO É UM DIA DE JOGO EM DIFERENTES PAISES?
Estádio Monumental, jogo do River Plate. Foto: Carolina Chassot

Uma das experiências mais legais de viajar pelo mundo, principalmente para quem ama futebol, é assistir a uma partida ao vivo. E, como esse também é o nosso caso, sempre que tivemos a oportunidade aproveitamos para viver essa experiência. Ao longo das viagens, assistimos a jogos em diferentes países, com torcidas, culturas e e logísticas muito distintas. Estivemos em Londres, Buenos Aires, Montevidéu e Porto Alegre.


Na Inglaterra, a experiência foi a mais diferente de todas e a única fora da América Latina. Fomos ao Estádio Olímpico de Londres, casa do West Ham, e também assistimos a um jogo do Leyton Orient, ambos pela Carabao Cup. Por lá, o hábito de ir de carro ao estádio é raro, pois a maioria dos torcedores utiliza metrô ou trem. Tanto que muitos estádios sequer se preocupam com grandes estacionamentos e é incomum ver congestionamentos de carros no entorno em dias de jogo. O trânsito de pessoas, no entanto, é intenso.


Entre West Ham (Primeira Divisão) e Leyton Orient (Terceira Divisão), percebemos diferenças claras na forma de torcer. A torcida do West Ham é mais silenciosa, aplaudindo em momentos pontuais, como grandes jogadas. Já no Leyton Orient, o apoio é um pouco mais constante, ainda distante do padrão latino-americano, mas com algumas músicas e provocações à torcida adversária. No geral, a sensação é quase a de um teatro. Mesmo com torcida visitante, não vimos confusão nem grande presença policial.


Placas para pedestres na saída do Estádio Olímpico de Londres. Vídeo: Carolina Chassot

A saída do Leyton Orient foi tranquila, já que o público não chegava a 10 mil pessoas. No West Ham, com mais de 60 mil torcedores, o fluxo era maior, mas extremamente organizado. Como o uso do metrô é intenso, a polícia utiliza placas de STOP e GO para controlar o deslocamento, o que evita tumultos. Mesmo com estações lotadas, tudo funcionou de forma tranquila, sem tumulto ou empurrão.


Na América Latina, o cenário muda bastante. Em Buenos Aires, por exemplo, não há torcida visitante, mas o policiamento chega a ser maior do que em jogos com torcida adversária no Brasil. É comum o fechamento de ruas ao redor dos estádios, permitindo o acesso apenas de moradores. No entorno do Monumental, estádio do River Plate e localizado em um dos bairros mais ricos da cidade, esse controle é ainda mais rígido. Dependendo do setor do ingresso, o torcedor só pode circular por determinadas ruas e entradas.


A Argentina foi o país onde mais vimos o estádio cantar do início ao fim, tanto em jogos da primeira quanto da segunda divisão. Como costuma acontecer aqui no Brasil.


Na saída, a logística é um pouco mais complicada do que em Londres. Na maioria das vezes, voltamos de Uber. No jogo do Vélez voltamos de  ônibus e foi tranquilo, com uma parada bem na frente ao estádio. Já no Cilindro de Avellaneda, do Racing, foi mais difícil encontrar informações e transporte público e preferimos voltar de Uber.


Em Montevidéu, a experiência foi mais tranquila. O estádio do Peñarol fica afastado do centro, mas em dias de jogo há linhas especiais de ônibus para levar os torcedores e foi assim que chegamos. Já para os jogos de Nacional e Defensor, o acesso por Uber ou a pé foi simples.



Durante o jogo, a torcida do Peñarol cantou os 90 minutos, inclusive no intervalo. Aproveitamos o intervalo para comer um hambúrguer, já que havia mesas dentro do estádio, o que facilitou bastante. Nos jogos de Nacional e Defensor, a torcida foi um pouco mais discreta, mas ainda assim bastante presente.


A saída dos estádios em Montevidéu também foi tranquila. No Peñarol, o acesso aos ônibus era fácil, apesar do trânsito intenso de carros. O policiamento foi moderado e não houve problemas, até porque o público era menor.

No Brasil, a principal diferença que sentimos foi a presença maior de torcedores adversários nos jogos. Ainda assim, o restante da experiência se assemelha bastante à argentina: torcida cantando a maior parte do tempo e clima intenso. Uma diferença curiosa é que, mesmo com mais torcida visitante, o policiamento costuma ser menor do que na Argentina.


No fim das contas, assistir a jogos nesses quatro países foi uma experiência incrível, cada uma com suas particularidades. Todas valem o investimento. A dica final é sempre a mesma: ao comprar ingressos, procure sites confiáveis ou compre diretamente na bilheteria dos clubes, como fizemos na maioria das vezes.


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1 comentário


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