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- ESTÁDIO DA NFL NA COPA DO MUNDO DE 2026: veja as arenas que vão receber o Mundial
Copa 2026 contará com alguns dos estádios mais modernos do mundo Levi's Stadium foi palco do Superbowl deste ano. Foto: Divulgação A Copa do Mundo de 2026 será histórica. Disputado no Canadá, México e Estados Unidos, o torneio levará o futebol para algumas das arenas mais modernas do planeta. Em território norte-americano, estádios da NFL vão se transformar em sedes oficiais do Mundial, unindo o futebol ao espetáculo do esporte mais popular dos EUA. Antes da lista, vale um ponto importante para você não estranhar quando estiver acompanhando os jogos na Copa do Mundo. Por decisão da Fifa, os nomes comerciais dos estádios não serão utilizados oficialmente durante o mundial. Em suas comunicações oficiais e artes, a entidade adotará o padrão Cidade + Stadium. O atual Gillette Stadium, por exemplo, será chamado de Boston Stadium ao longo da competição. Ao todo, 11 estádios da NFL nos Estados Unidos foram escolhidos para receber jogos da Copa do Mundo de 2026. Veja quais são: O Mercedes-Benz Stadium , em Atlanta, casa do Atlanta Falcons, é um dos estádios mais tecnológicos do país, com teto retrátil e estrutura pensada para grandes eventos internacionais. O Gillette Stadium, localizado em Foxborough e casa do New England Patriots, será uma das sedes do Mundial, representando a região de Boston. O AT&T Stadium, em Dallas, casa do Dallas Cowboys, chama atenção pela capacidade elevada e pelo telão suspenso sobre o gramado, um dos maiores do mundo. O NRG Stadium , em Houston, estádio do Houston Texans, é uma arena coberta que oferece conforto térmico e infraestrutura de padrão internacional. O tradicional Arrowhead Stadium, em Kansas City, casa do Kansas City Chiefs, entra na lista como um dos estádios mais barulhentos e icônicos da NFL. Na Califórnia, o SoFi Stadium, em Los Angeles, casa do Los Angeles Rams, será um dos principais palcos da Copa. Inaugurado em 2020, é considerado um dos estádios mais modernos já construídos. O Hard Rock Stadium, em Miami, casa do Miami Dolphins, tem histórico com grandes eventos esportivos e shows internacionais, além de já ter recebido jogos de futebol. Na região de Nova York, o MetLife Stadium, casa do New York Giants e do New York Jets, será uma das sedes mais emblemáticas da Copa do Mundo de 2026. O Lincoln Financial Field , na Filadélfia, casa do Philadelphia Eagles, completa o eixo nordeste dos Estados Unidos no Mundial. O Levi’s Stadium , em Santa Clara, casa do San Francisco 49ers, representa a Costa Oeste com uma arena moderna e foco em sustentabilidade. Fechando a lista, o Lumen Field, em Seattle, casa do Seattle Seahawks, será uma das sedes mais ao norte da competição e conhecido pelo forte apoio da torcida local. GALERIA DE FOTOS
- LISTA: conheça os 10 maiores estádios do mundo
Após nova reforma, Mâs Monumental será primeiro estádio da América Latina a entrar no ranking global River passará a contar com mais de 101 mil lugares. Foto: Carolina Chassot Com a conclusão da nova reforma do estádio Más Monumental , em Buenos Aires, a América Latina passará a ter, pela primeira vez, um representante entre os maiores estádios do mundo. Casa do River Plate, o Mâs Monumental atingirá cerca de 101 mil lugares, entrando no Top 10 mundial e consolidando um feito histórico para o continente. Veja o ranking atualizado. Confira a lista dos maiores estádios do planeta: 1º Estádio Rungrado Primeiro de Maio – 114.000 lugares (Pyongyang, Coreia do Norte) Maior estádio do mundo, é utilizado pela seleção norte-coreana de futebol e também recebe grandes eventos esportivos e culturais. 2º Michigan Stadium – 107.601 lugares (Michigan, Estados Unidos) Conhecido como “The Big House”, é a casa do Michigan Wolverines e um dos principais palcos do futebol americano universitário. 3º Camp Nou – cerca de 105.000 lugares (Barcelona, Espanha) Após a reforma, o estádio do Barcelona voltou a figurar entre os maiores do mundo, reafirmando seu status como um dos maiores templos do futebol internacional. 4º Melbourne Cricket Ground – 100.024 lugares (Melbourne, Austrália) Tradicional palco do críquete, também recebe partidas de futebol e jogos do futebol australiano, sendo o maior estádio da Oceania. 5º Estadio Más Monumental – cerca de 101.000 lugares (Buenos Aires, Argentina) Com a ampliação, o estádio do River Plate se torna o primeiro da América Latina a integrar o ranking dos maiores do mundo em capacidade, marcando um momento histórico para o futebol sul-americano. A obra está prevista para finalizar em três anos. Confira nosso vídeo de tour e dia de jogo na casa do River: 6º FNB Stadium – 94.736 lugares (Joanesburgo, África do Sul) Principal estádio da África do Sul, é utilizado pela seleção nacional e pelo Kaizer Chiefs. 7º Rose Bowl Stadium – 90.888 lugares (Pasadena, Estados Unidos) Um dos estádios mais tradicionais do esporte norte-americano, é a casa do UCLA Bruins. 8º Wembley Stadium – 90.000 lugares (Londres, Inglaterra) Símbolo do futebol inglês, recebe jogos da seleção e finais de competições nacionais. Veja nosso tour no Wembley: 9º Estádio Azteca – 87.523 lugares (Cidade do México, México) Palco histórico de Copas do Mundo, é utilizado pela seleção mexicana e por grandes clubes do país. 10º Bukit Jalil National Stadium – 87.411 lugares (Kuala Lumpur, Malásia) Além dos jogos da seleção malaia, o estádio recebe finais nacionais e grandes eventos de atletismo. Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter!
- HISTÓRIAS DE CANCHA: A VOZ DE UMA ARENA
Luiza Lorentz conta no Histórias de Cancha qual o jogo que mudou pra sempre a sua vida Texto: Luiza Lorentz (@ luizalorentz ) A história mais legal que eu tenho com estádio até agora não envolve a comemoração de um título, nem a superação do time, nem uma virada inesperada e também não é uma goleada. Tradicionalmente falando, provavelmente essas seriam algumas das histórias que os torcedores como eu contariam quando perguntados sobre suas melhores memórias com o clube do coração. Uma das primeiras vezes sendo a voz da Arena. Foto: Arquivo pessoal Mas a minha história de cancha é de um glorioso Grêmio 2 x 0 Cuiabá, no dia 3 de setembro de 2023. Minha vida mudou pra sempre nesse dia , quando deixei de ser só mais uma torcedora pra me tornar a voz que todos eles escutam quando vão ao estádio. Foi a minha estreia como voz da Arena do Grêmio! A história que todos querem saber, sobre como isso aconteceu na minha vida, não tem nada de muito glamurosa e também não envolve nenhum parentesco com quem trabalha no clube. Antes de mim, um homem havia ocupado a posição de locutor do estádio por 8 anos e, por motivos que eu desconheço, alguém teve a ideia de querer "testar"uma voz feminina. A parte que eu sei e que me cabe compartilhar é de que eu recebi a ligação de um amigo meu que teve longa carreira na Rádio Gaúcha, o Daniel Scola. A comunicação da Arena pediu para ele a indicação de uma mulher identificada com o Grêmio, que já tivesse trabalhado com sua voz e que estivesse disponível para trabalhos. Eu tive passagens rápidas pela Gaúcha, e também trabalhei diretamente com a Gabriella, esposa do Scola na época, em uma produtora audiovisual. Foi o suficiente pra eles lembrarem de mim! Resumo da história: eles passaram o meu contato e então eu recebi a ligação da Arena. Fizemos uma reunião de alinhamento, e fiquei de receber uma resposta formal se iriam seguir ou não com a proposta. Alguns dias se passaram e na quinta-feira eu recebi a ligação perguntando se eu poderia fazer o jogo do domingo. Sim, o fatídico Grêmio e Cuiabá, num domingo, às 11h manhã, de um dia chuvoso. E assim eu fui, de cabeça erguida, sem nenhuma experiência nesse tipo de função, mas com a certeza de que eu poderia dar conta e fazer disso um grande divisor de águas na minha vida. Eu nasci em família gremista, vivo o Grêmio desde pequena, era uma apaixonada por ir ao estádio - e isso tudo me fez pensar, por um tempo, que eu não deveria seguir o jornalismo esportivo. Que eu deveria escolher entre torcer ou trabalhar com futebol. Eis que muitos anos depois, a vida dá essa volta e me coloca onde eu realmente devia estar, sem precisar abrir mão de uma coisa pra viver a outra. QUER CONTAR SUA HISTÓRIA DE CANCHA? ENVIE AQUI SEU TEXTO!
- CONHECEMOS O MAIOR ESTÁDIO FANTASMA DO MUNDO
Obra do Nou Mestalla ficou paralisada desde 2009 e foi retomada em 2025 Clube quer retomar obras do estádio . Foto: Valência Quando fomos a Valência para conhecer o Mestalla, estádio histórico que abriga o clube desde 1923, uma construção inacabada chamou a atenção. Não era um monumento turístico, nem um prédio moderno recém-inaugurado, mas sim uma imponente obra interrompida. O Nou Mestalla, conhecido hoje como o maior estádio fantasma do mundo, nasceu como um projeto ambicioso do Valencia CF. No início dos anos 2000, o clube planejou a construção de uma nova arena com capacidade para cerca de 70 mil pessoas, estrutura moderna e a promessa de colocar o Valencia em outro patamar dentro do futebol europeu. As obras começaram em 2007, em um período de crescimento esportivo e econômico. O time disputava finais europeias e se consolidava entre os grandes da Espanha, cenário que parecia ideal para dar início a um dos maiores projetos da história do clube. O PROJETO: Projeto divulgado pelo clube. Foto: Valência Tudo mudou em 2009. A crise financeira que atingiu a Europa teve impacto direto no Valência, que passou a acumular dívidas e perdeu capacidade de investimento. As obras do Nou Mestalla foram paralisadas e, desde então, o estádio nunca foi concluído. O que deveria ser a nova casa do clube se transformou em um enorme esqueleto de concreto, visível de diversos pontos da cidade. Com o passar dos anos, o local virou símbolo de uma crise mal resolvida e de um projeto que cresceu mais rápido do que o clube conseguia sustentar. Após mais de 15 anos com as obras paradas, em 2025 o Valencia conseguiu um financiamento de 322 milhões de euros — cerca de R$ 2 bilhões — junto ao banco Goldman Sachs, destinado à conclusão do estádio. Clube quer finalizar a obra De acordo com os planos do clube, 2026 marca o início da transformação definitiva da obra inacabada. A instalação dos pilares da cobertura está próxima do fim, dentro do prazo estabelecido no ano anterior. Em fevereiro, o Valencia promete acelerar o ritmo das obras, com previsão de entrega do estádio em 2027. Enquanto o Nou Mestalla segue em construção, quem visita Valência pode conhecer o atual Mestalla por meio do tour oficial. Após a demolição do antigo San Mamés, ele se tornou o estádio mais antigo da primeira divisão da La Liga. O Mestalla carrega uma história intensa: passou por diversas reconstruções ao longo dos anos, incluindo uma após a Guerra Civil Espanhola, e chegou a servir de abrigo para moradores da cidade durante enchentes. ASSISTA AO TOUR NO ESTÁDIO MESTALLA:
- A HISTÓRIA SERÁ ESCRITA MAIS UMA VEZ NO EMIRATES STADIUM
Estádio do Arsenal recebe a primeira final feminina do Mundial de Clubes Emirates Stadium, casa do Arsenal. Foto: Carolina Chassot O Emirates Stadium, casa do Arsenal desde 2006, já foi palco de conquistas importantes do futebol masculino. O estádio recebeu finais de FA Cup, como a de 2013/14, vencida pelos Gunners, além de partidas marcantes da Champions League. Agora, no início de 2026, o estádio londrino entra para a história do futebol feminino ao receber a primeira final do Mundial de Clubes. No domingo, 1º de fevereiro, o Emirates será o cenário da decisão da Copa dos Campeões Feminina da FIFA™️ , competição que estreia em formato oficial. De um lado está o Corinthians, campeão da Libertadores feminina, que superou o Gotham FC, dos Estados Unidos, vencedor da Concacaf. Do outro, o Arsenal, dono da casa e atual campeão da Champions League feminina, que venceu o ASFAR, do Marrocos, representante da Liga dos Campeões Feminina da CAF. Esta primeira edição do torneio marca também uma premiação inédita. O clube campeão recebe 2,3 milhões de dólares, cerca de R$ 13 milhões, enquanto o vice fica com aproximadamente R$ 6 milhões. Arsenal campeão da Champions League Feminina. Foto: David Ramos/Getty Images O Arsenal se consolida como um dos maiores exemplos de investimento bem-sucedido no futebol feminino. O clube lidera o ranking global de receitas da modalidade, segundo a Women’s Money League , levantamento anual da Deloitte . Em 2025, o time inglês registrou cerca de R$ 161,46 milhões em receita, subindo uma posição em relação a 2024. O crescimento tem relação direta com a bilheteria, impulsionada por estratégias de marketing e pela aumento da venda dos ingressos. Na América Latina, o Corinthians ocupa papel semelhante. Em 2025, as Brabas arrecadaram R$ 11,6 milhões apenas com a campanha na Libertadores. No total, o clube divulgou uma receita de aproximadamente R$ 20 milhões na modalidade, confirmando que o futebol feminino já se sustenta financeiramente. Assim como no Arsenal, a bilheteria aparece como fator determinante. Corinthians Campeã Libertadores 2025 . Foto: Conmebol Em um cenário que contrasta com decisões recentes no Brasil, como o encerramento do time feminino do Fortaleza após o rebaixamento do masculino, ou o anúncio do Flamengo, clube de maior faturamento do país, de que reduzirá investimentos na modalidade , o crescimento do futebol feminino em nível global aponta para outro caminho. Um caminho que, para quem acompanha e acredita na modalidade, renova a esperança. A final da Copa dos Campeões Feminina da FIFA™️ acontece neste domingo, 1º de fevereiro, às 15h (horário de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres e terá transmissão do DAZN (streaming). Assista ao vídeo do tour no Emirates Stadium
- 15 MINUTOS DE SOLIDÃO NO STAMFORD BRIDGE
O goleiro Sam Bartram ficou um tempo sozinho em campo após a partida já ter sido finalizada pelo mau tempo Goleira no Stamford Bridge. Foto: Carolina Chassot Durante o nosso tour pelo Stamford Bridge , casa do Chelsea, o guia apontou para uma das goleiras e disse “ Ali que Sam Bartram quase morou ", em tom de brincadeira. Além de ser palco de títulos, jogos inesquecíveis e finais europeias, o estádio também viveu um episódio improvável que aconteceu no Natal e entrou para o folclore do esporte: o dia em que um goleiro ficou sozinho em campo sem saber que a partida havia sido interrompida. O episódio aconteceu no dia 25 de dezembro de 1937, em um jogo entre Chelsea e Charlton Athletic, válido pelo campeonato inglês. Antigamente a Inglaterra tinha a tradição de ter partidas no dia do Natal, atualmente elas acontecem no dia 26, o conhecido Boxing Day . O clima nessa época do ano é chuvoso, úmido, nebuloso e, em algumas situações, até com neve. No dia do jogo uma neblina intensa tomou conta de Londres e, ao longo do segundo tempo, a visibilidade no Stamford Bridge ficou praticamente nula. Com o jogo empatado em 1 a 1, o árbitro decidiu interromper a partida por segurança. Jogadores, comissão técnica e torcedores começaram a deixar o estádio, mas um detalhe passou despercebido: Sam Bartram, goleiro do Charlton Athletic, permaneceu em campo. Posicionado em frente ao gol, ele não ouviu o apito final nem percebeu a movimentação ao redor. A neblina era tão densa que ele acreditava que a bola simplesmente não chegava à sua área. Sam Bartram não viu que a partida foi interrompida. Foto: Reprodução. Bartram ficou cerca de quinze minutos sozinho no gramado, esperando uma jogada que nunca veio. O goleiro conta em sua biografia que somente quando um policial entrou em campo e se aproximou do gol é que o goleiro ficou sabendo que a partida havia sido interrompida e que o estádio já estava vazio. Em sua biografia, “Sam Bartram: The Story of a Goalkeeping Legend” , escrita por Mike Blake, o goleiro conta esse episódio com bom humor, relatando o que passou na cabeça dele nesses 15 minutos. “Os rapazes devem estar dando uma sova nesses caras. Cada vez eu via menos os jogadores. Tinha certeza que dominávamos a partida, mas me parece óbvio que não havíamos feito um gol, porque meus companheiros teriam voltado para as suas posições de defesa e eu teria visto alguns deles.”, escreveu. Quando foi para o vestiário, Bartram relata que seus companheiros de jogo já estavam tomando banho e trocando de roupa e todos acharam a situação bem engraçada. Sam Bartram, que jogou a carreira inteira pelo Charlton de 1934 até 1956, se tornou um dos grandes nomes da história do clube. Fez parte do elenco do vice-campeonato do time no campeonato inglês do ano de 1937, e também foi campeão da Copa da Inglaterra em 1947. Hoje em dia o Charlton joga a Championship, a segunda divisão do futebol inglês. O goleiro faleceu em 1981, aos 67 anos. Em 2005 o Charlton inaugurou uma estátua em homenagem ao goleiro em frente ao estádio. Estátua do Sam Bartram no estádio The Valley. Foto: Reprodução. Hoje, com a tecnologia presente no Stamford Bridge, um estádio moderno, organizado e completamente diferente daquele cenário de 1937, um episódio como esse dificilmente se repetiria. Isso ajuda a dimensionar o quanto o futebol mudou ao longo do tempo. Histórias como essa são tão interessantes justamente por isso: elas revelam um futebol mais antigo e lembram que o esporte é feito de memória, curiosidades e episódios que atravessam gerações. Por isso gostamos tanto do nosso projeto, que viajamos o mundo contanto essas histórias que descobrimos por onde passamos. VEJA O VÍDEO DO TOUR NO ESTÁDIO DO CHELSEA Se gosta de futebol pelo mundo, segue a gente no @temestadiotemhistoria .
- VÍDEO: COMO É ASSISTIR UM JOGO E FAZER O TOUR NO ESTÁDIO DO RIVER PLATE
Confira vídeo completo da nossa experiência no maior estádio da América Latina Vivemos uma experiência completa no estádio. Foto: Carolina Chassot Depois de conhecermos o Almagro, o Gimnasia, o Platense, o Racing e o Argentinos Juniors , nossa saga em Buenos Aires seguiu e nos levou até o bairro de Belgrano para conhecer de perto o estádio Mâs Monumental, casa do River Plate. Disparado, era um dos lugares que mais nos criou expectativa antes de chegarmos na cidade. Maior estádio da América Latina após a reforma mais recente, o Monumental de Núñez impressiona não apenas pelo tamanho, mas pelo peso simbólico que carrega. Realizamos o tradicional tour pelas dependências do estádio e também vivemos a experiência completa de um dia de jogo, sentindo a força da torcida argentina e a atmosfera única que transforma o Monumental em um verdadeiro caldeirão. Veja o vídeo:
- QUAL É O MELHOR TOUR DE ESTÁDIO DO FUTEBOL INGLÊS?
Visitamos alguns dos palcos mais icônicos da Inglaterra e comparamos nossas experiências O impressionante Anfield Road. Foto: Carolina Chassot Stamford Bridge, Wembley, Tottenham Hotspur Stadium, Emirates, Craven Cottage, Old Trafford ou Anfield. Durante nossa passagem pela Inglaterra, visitamos alguns dos principais estádios do país e decidimos comparar as experiências para entender qual é o melhor tour do futebol inglês . Acesse nosso guia de viagem para encaixar os estádios de Londres no teu roteiro Preço: ANFIELD No quesito custo-benefício, o destaque fica com o Anfield . Por menos de 30 libras, o visitante tem acesso a um tour completo pelo estádio e ao museu do Liverpool, em uma experiência rica em conteúdo e bem organizada. É uma visita com história, estrutura e emoção, sem pesar tanto assim no bolso. Beleza: EMPATE Neste caso, não temos como não ficar em cima do muro. O empate parece inevitável entre Tottenham Hotspur Stadium, Old Trafford, Anfield e Craven Cottage. A imponência e a modernidade do estádio dos Spurs impressionam logo na chegada, enquanto a tradição de Old Trafford, Anfield e Craven Cottage carrega um simbolismo que atravessa gerações. São estilos diferentes, mas igualmente marcantes. O estádio do Fulham, por exemplo, é o mais antigo de Londres. O histórico Craven Cottage. Foto: Fulham Arredores: EMIRATES STADIUM Nos arredores, o vencedor é o Emirates Stadium. A região respira Arsenal. Estátuas, murais e referências históricas fazem com que a visita ao bairro seja praticamente obrigatória, mesmo para quem não pretende fazer o tour. Caminhar pelas redondezas já é parte da experiência. A sensação é de estar sempre em um dia de Premier League. Acessos: TOTTENHAM HOTSPUR STADIUM O Tottenham Hotspur Stadium se destaca pela forma como organiza a visitação. O tour em formato livre permitiu que a gente explorasse o estádio no próprio ritmo, sem pressa e sem um roteiro engessado. Essa liberdade faz diferença para quem gosta de observar detalhes e absorver o ambiente com calma. Museus: STAMFORD BRIDGE E OLD TRAFFORD Quando o assunto é museu, o empate fica entre Stamford Bridge e Old Trafford. Chelsea e Manchester United apostam em espaços interativos, com jogos, mini games e experiências que vão além da simples exposição de taças. A proposta é envolver o visitante e contar a história de forma dinâmica. Assista a todos os tours em nossa playlist no Yotube Quer tirar suas próprias conclusões antes de ir? Acesse nosso canal no YouTube e veja nossas visitas completas a cada um desses estádios. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e não perca nenhuma dica. REVIEW EM VÍDEO:
- ONDE O ARSENAL FEZ HISTÓRIA: O QUE EXISTE NO LUGAR DO ESTÁDIO DE HIGHBURY
Durante 93 anos, Highbury foi a casa, o templo e símbolo de identidade para o Arsenal e seus torcedores Fachada preservada onde os moradores entram. Foto: Arne Müseler / Wikimedia Commons / Creative Commons Minha ida a Londres e a leitura do livro “Febre de Bola”, de Nick Hornby , aumentaram ainda mais minha curiosidade sobre Highbury, antigo estádio do Arsenal. Caminhar pelas ruas da cidade, especialmente na região de Highbury, é perceber que os torcedores jamais esqueceram suas origens. Entre 1913 e 2006, o clube construiu ali uma relação profunda com o bairro, com Londres e com o próprio futebol inglês, em um dos palcos mais marcantes da história do esporte. A mudança do Arsenal para o norte da cidade, em 1913, marcou o início dessa trajetória. Instalado em Highbury, o clube passou a consolidar sua grandeza nacional, conquistando títulos da Primeira Divisão e da FA Cup e se afirmando como uma das forças do futebol inglês. O estádio ganhou fama não apenas pelos resultados, mas também pela atmosfera intensa, criada pelas arquibancadas próximas ao campo e por uma torcida exigente e apaixonada. Não por acaso, passou a ser chamado carinhosamente pelos fãs de “The Church” , a Igreja. Um dos grandes cartões-postais era a East Stand, inaugurada na década de 1930. Com arquitetura em estilo Art Déco, a arquibancada tornou-se um ícone de Londres e acabou tombada como patrimônio histórico. Elegante e imponente, representava um raro equilíbrio entre futebol e arquitetura, ajudando a eternizar Highbury para além das quatro linhas. Apesar de toda a mística, o estádio também passou a simbolizar um limite. Com capacidade em torno de 38 mil lugares, já não atendia às necessidades financeiras e estruturais de um clube em crescimento, que buscava competir em um futebol cada vez mais globalizado. A solução foi a construção de uma nova arena, mais moderna e com maior capacidade: o Emirates Stadium, inaugurado em 2006, a poucos metros dali. A despedida foi à altura da história do lugar. E m 7 de maio de 2006, o Arsenal entrou em campo pela última vez em Highbury e venceu o Wigan por 4 a 2. Thierry Henry, maior ídolo daquela geração, marcou três gols. Em nossa visita ao museu dos Gunners, vimos a marca do centro de campo do gramado dessa partida. Após a mudança definitiva para o Emirates, Highbury foi demolido, mas parte de sua estrutura foi preservada. No local surgiu o Highbury Square, um complexo residencial de luxo inaugurado em 2010. O projeto manteve as fachadas das arquibancadas Leste e Oeste, integrando-as aos novos prédios e preservando a identidade do espaço. Onde antes ficava o gramado, hoje existe um jardim comunitário cuidadosamente planejado no centro do condomínio. O condomínio possui 650 unidades de dois quartos que podem custar até £ 850.000, aproximadamente R$ 6 milhões Highbury deixou de ser um estádio, mas nunca deixou de ser parte da alma do Arsenal. Sua transformação reflete uma tendência cada vez mais comum nas grandes cidades, com arenas maiores e mais modernas. Após o tour pelo Emirates Stadium, fica fácil entender por que o clube londrino optou por construir uma nova casa. Atual jardim, onde antes era o campo do estádio. Foto: Arne Müseler / Wikimedia Commons / Creative Commons Assista o vídeo do tour no Emirates Stadium, atual casa do Arsenal
- REVIEW BRISBANE ROAD: OS DETALHES DA NOSSA VISITA AO ESTÁDIO DO LEYTON ORIENT
Fomos acompanhar uma partida de um time da terceira divisão da Inglaterra; confira a review Ficamos bem próximos ao gramado. Foto: Vítor Figueiró Em nossa passagem por Londres, além das grandes arenas, uma das nossas ideias era entrar a fundo no futebol raiz da capital inglesa, conhecido por seus estádios e torcedores apaixonados. E, felizmente, conseguimos. Fomos até o Brisbane Road, casa do Leyton Orient , da terceira divisão inglesa, para assistir ao duelo contra o Newport County pela Carabao Cup. Entradas : Por se tratar de um duelo da fase inicial da Copa da Liga Inglesa, os valores dos ingressos foram bem acessíveis. Pagamos 10 libras cada para mim e para a Carol e compramos direto na bilheteria do estádio. Enfrentamos uma pequena fila. Chegada ao estádio: Como já repetimos várias vezes, em Londres o transporte quase nunca é um problema. Embarcamos onde estávamos, em Notting Hill, e descemos algumas linhas antes do estádio, mas chegamos e fomos embora pela Central Line, a linha vermelha do famoso metrô londrino. Arredores : O confronto foi numa terça-feira à noite e foi bacana ver o pessoal chegando do trabalho, da faculdade e das aulas e adentrando o estádio. Um clima bastante intimista, bem como se imagina quando se trata de um clube de bairro. Confira o vídeo da nossa visita Acessos : Vimos o jogo praticamente grudados na goleira. O estádio tem uma acústica bem bacana e o gramado era um tapete. Também tivemos bastante liberdade para circular pela arquibancada e as partes internas. O staff do clube era bastante atencioso. Alimentação : Fomos na tradicional chips e em uma bebida. Nos custou aproximadamente 6 libras todo o lanche. Bem acessível. Torcida : Os londrinos torcem de uma maneira bem peculiar. Ao longo do jogo, incentivam a equipe, mas também pegam bastante no pé dos adversários. Foi bem divertido ver a maneira como locais e visitantes interagiam entre si com gritos de guerra. Veja nossa review em post Assine nossa newsletter e nos siga nas redes sociais @temestadiotemhistoria
- LUZ NÃO É METÁFORA: A ORIGEM DO NOME DO ESTÁDIO DO BENFICA
A história do nome Estádio da Luz passa por religião, arquitetura e tradição Estádio do Benfica, Lisboa, Portugal. Foto: Carolina Chassot Quando fomos conhecer o Estádio da Luz, em Lisboa, a grandiosidade do estádio chamou a atenção. Mas para além disso, o nome da casa do Benfica também me gerou curiosidade. Muitos associam o termo ao brilho dos refletores, mas a origem do nome é bem mais antiga e profundamente ligada à história e à religiosidade da cidade. No museu do estádio, que é um dos mais legais que a gente já foi, eles explicam a origem do nome Luz. De acordo com o próprio clube, el e vem da região onde o estádio foi originalmente construído: a Paróquia de Nossa Senhora da Luz , localizada em Carnide, na zona norte de Lisboa. A devoção remonta ao século XV e está associada a uma lenda sobre a aparição da Virgem Maria envolta em luz, episódio que transformou a área em local de peregrinação. Veja o tour no Estádio da Luz Com o passar dos séculos, a referência religiosa deu nome ao bairro, à freguesia e, mais tarde, ao estádio que viria a se tornar um dos mais emblemáticos da cidade. Assim, quando o Benfica inaugurou sua primeira casa, em 1954, o nome já carregava um peso histórico. Quando fizemos o tour no estádio, um dos guias no contou que entre os torcedores do Benfica, o Estádio da Luz ganhou o apelido de “A Catedral” . O termo traduz o sentimento de pertencimento e reverência que os adeptos têm pelo local, visto não apenas como um palco de jogos, mas como um espaço quase sagrado, onde se vive a identidade do clube. Durante a visita, o clube disponibiliza um passeio em vídeo simulando o voo de uma águia e relembrando todas as casas que os encarnados já tiveram. Atualmente, por questões comerciais e de patrocínio, o nome oficial utilizado em competições é Estádio do Sport Lisboa e Benfica . Mas, para torcedores, visitantes e para a história do futebol, ele continuará sendo simplesmente o Estádio da Luz .
- FULHAM E O REI PELÉ: AS REFERÊNCIAS NO CRAVEN COTTAGE
O estádio da Premier League que guarda uma ligação especial com o maior jogador da história Quadros em homenagem ao Pelé na sala da diretoria. Foto: Carolina Chassot Entre tantos estádios históricos da Inglaterra, o Craven Cottage se destaca por um motivo que vai além da tradição do futebol inglês. Casa do Fulham desde 1896 , o estádio mais antigo de Londres mantém uma relação singular com Pelé, o Rei do Futebol, reverenciada ao longo de todo o tour. Localizado às margens do rio Tâmisa, o Craven Cottage é o sétimo estádio mais antigo do mundo ainda em atividade e carrega uma atmosfera histórica em cada setor visitado. Durante a experiência, a presença de Pelé é constante, com referências espalhadas pelo museu do clube e também por espaços internos, como a sala da diretoria. Guia da partida Fulham e Santos, 1973. Foto: Arquivo Fulham. O motivo dessa reverência está em um capítulo único da história do futebol. Em 1973, Pelé atuou no Craven Cottage em um amistoso entre Santos e Fulham, durante uma excursão do clube brasileiro pela Europa. Na ocasião, o Rei marcou um gol, tornando esse o único estádio em que ele balançou as redes jogando em Londres. O feito é tratado como uma honra pelo Fulham e lembrado com destaque pelos guias. Itens daquele jogo seguem preservados pelo clube, como uma revista autografada por Pelé e uma caneca entregue aos atletas da partida. A peça que pertenceu ao Rei foi leiloada em 2016 e, posteriormente, recomprada por um torcedor do Fulham, que a devolveu ao clube para integrar o acervo histórico. A ligação se estendeu ao longo dos anos. Em 2002, Pelé chegou a atuar oficialmente como olheiro do Fulham, fortalecendo ainda mais uma relação que atravessa décadas e reforça o caráter internacional da história guardada no Craven Cottage. Confira o vídeo: Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.











