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  • A HISTÓRIA SERÁ ESCRITA MAIS UMA VEZ NO EMIRATES STADIUM

    Estádio do Arsenal recebe a primeira final feminina do Mundial de Clubes Emirates Stadium, casa do Arsenal.  Foto: Carolina Chassot O Emirates Stadium, casa do Arsenal desde 2006, já foi palco de conquistas importantes do futebol masculino. O estádio recebeu finais de FA Cup, como a de 2013/14, vencida pelos Gunners, além de partidas marcantes da Champions League. Agora, no início de 2026, o estádio londrino entra para a história do futebol feminino ao receber a primeira final do Mundial de Clubes. No domingo, 1º de fevereiro, o Emirates será o cenário da decisão da Copa dos Campeões Feminina da FIFA™️ , competição que estreia em formato oficial. De um lado está o Corinthians, campeão da Libertadores feminina, que superou o Gotham FC, dos Estados Unidos, vencedor da Concacaf. Do outro, o Arsenal, dono da casa e atual campeão da Champions League feminina, que venceu o ASFAR, do Marrocos, representante da Liga dos Campeões Feminina da CAF. Esta primeira edição do torneio marca também uma premiação inédita. O clube campeão recebe 2,3 milhões de dólares, cerca de R$ 13 milhões, enquanto o vice fica com aproximadamente R$ 6 milhões. Arsenal campeão da Champions League Feminina. Foto: David Ramos/Getty Images O Arsenal se consolida como um dos maiores exemplos de investimento bem-sucedido no futebol feminino. O clube lidera o ranking global de receitas da modalidade, segundo a Women’s Money League , levantamento anual da Deloitte . Em 2025, o time inglês registrou cerca de R$ 161,46 milhões em receita, subindo uma posição em relação a 2024. O crescimento tem relação direta com a bilheteria, impulsionada por estratégias de marketing e pela aumento da venda dos ingressos. Na América Latina, o Corinthians ocupa papel semelhante. Em 2025, as Brabas arrecadaram R$ 11,6 milhões apenas com a campanha na Libertadores. No total, o clube divulgou uma receita de aproximadamente R$ 20 milhões na modalidade, confirmando que o futebol feminino já se sustenta financeiramente. Assim como no Arsenal, a bilheteria aparece como fator determinante. Corinthians Campeã Libertadores 2025 . Foto: Conmebol Em um cenário que contrasta com decisões recentes no Brasil, como o encerramento do time feminino do Fortaleza após o rebaixamento do masculino, ou o anúncio do Flamengo, clube de maior faturamento do país, de que reduzirá investimentos na modalidade , o crescimento do futebol feminino em nível global aponta para outro caminho. Um caminho que, para quem acompanha e acredita na modalidade, renova a esperança. A final da Copa dos Campeões Feminina da FIFA™️ acontece neste domingo, 1º de fevereiro, às 15h (horário de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres e terá transmissão do DAZN (streaming). Assista ao vídeo do tour no Emirates Stadium

  • 15 MINUTOS DE SOLIDÃO NO STAMFORD BRIDGE

    O goleiro Sam Bartram ficou um tempo sozinho em campo após a partida já ter sido finalizada pelo mau tempo Goleira no Stamford Bridge. Foto: Carolina Chassot Durante o nosso tour pelo Stamford Bridge , casa do Chelsea, o guia apontou para uma das goleiras e disse “ Ali que Sam Bartram quase morou ", em tom de brincadeira. Além de ser palco de títulos, jogos inesquecíveis e finais europeias, o estádio também viveu um episódio improvável que aconteceu no Natal e entrou para o folclore do esporte: o dia em que um goleiro ficou sozinho em campo sem saber que a partida havia sido interrompida. O episódio aconteceu no dia 25 de dezembro de 1937, em um jogo entre Chelsea e Charlton Athletic, válido pelo campeonato inglês. Antigamente a Inglaterra tinha a tradição de ter partidas no dia do Natal, atualmente elas acontecem no dia 26, o conhecido Boxing Day . O clima nessa época do ano é chuvoso, úmido, nebuloso e, em algumas situações, até com neve. No dia do jogo uma neblina intensa tomou conta de Londres e, ao longo do segundo tempo, a visibilidade no Stamford Bridge ficou praticamente nula. Com o jogo empatado em 1 a 1, o árbitro decidiu interromper a partida por segurança. Jogadores, comissão técnica e torcedores começaram a deixar o estádio, mas um detalhe passou despercebido: Sam Bartram, goleiro do Charlton Athletic, permaneceu em campo. Posicionado em frente ao gol, ele não ouviu o apito final nem percebeu a movimentação ao redor. A neblina era tão densa que ele acreditava que a bola simplesmente não chegava à sua área. Sam Bartram não viu que a partida foi interrompida.  Foto: Reprodução. Bartram ficou cerca de quinze minutos sozinho no gramado, esperando uma jogada que nunca veio. O goleiro conta em sua biografia que somente quando um policial entrou em campo e se aproximou do gol é que o goleiro ficou sabendo que a partida havia sido interrompida e que o estádio já estava vazio. Em sua biografia, “Sam Bartram: The Story of a Goalkeeping Legend” , escrita por Mike Blake, o goleiro conta esse episódio com bom humor, relatando o que passou na cabeça dele nesses 15 minutos. “Os rapazes devem estar dando uma sova nesses caras. Cada vez eu via menos os jogadores. Tinha certeza que dominávamos a partida, mas me parece óbvio que não havíamos feito um gol, porque meus companheiros teriam voltado para as suas posições de defesa e eu teria visto alguns deles.”, escreveu. Quando foi para o vestiário, Bartram relata que seus companheiros de jogo já estavam tomando banho e trocando de roupa e todos acharam a situação bem engraçada. Sam Bartram, que jogou a carreira inteira pelo Charlton de 1934 até 1956, se tornou um dos grandes nomes da história do clube. Fez parte do elenco do vice-campeonato do time no campeonato inglês do ano de 1937, e também foi campeão da Copa da Inglaterra em 1947. Hoje em dia o Charlton joga a Championship, a segunda divisão do futebol inglês. O goleiro faleceu em 1981, aos 67 anos. Em 2005 o Charlton inaugurou uma estátua em homenagem ao goleiro em frente ao estádio. Estátua do Sam Bartram no estádio The Valley. Foto: Reprodução. Hoje, com a tecnologia presente no Stamford Bridge, um estádio moderno, organizado e completamente diferente daquele cenário de 1937, um episódio como esse dificilmente se repetiria. Isso ajuda a dimensionar o quanto o futebol mudou ao longo do tempo. Histórias como essa são tão interessantes justamente por isso: elas revelam um futebol mais antigo e lembram que o esporte é feito de memória, curiosidades e episódios que atravessam gerações. Por isso gostamos tanto do nosso projeto, que viajamos o mundo contanto essas histórias que descobrimos por onde passamos. VEJA O VÍDEO DO TOUR NO ESTÁDIO DO CHELSEA Se gosta de futebol pelo mundo, segue a gente no @temestadiotemhistoria .

  • VÍDEO: COMO É ASSISTIR UM JOGO E FAZER O TOUR NO ESTÁDIO DO RIVER PLATE

    Confira vídeo completo da nossa experiência no maior estádio da América Latina Vivemos uma experiência completa no estádio. Foto: Carolina Chassot Depois de conhecermos o Almagro, o Gimnasia, o Platense, o Racing e o Argentinos Juniors , nossa saga em Buenos Aires seguiu e nos levou até o bairro de Belgrano para conhecer de perto o estádio Mâs Monumental, casa do River Plate. Disparado, era um dos lugares que mais nos criou expectativa antes de chegarmos na cidade. Maior estádio da América Latina após a reforma mais recente, o Monumental de Núñez impressiona não apenas pelo tamanho, mas pelo peso simbólico que carrega. Realizamos o tradicional tour pelas dependências do estádio e também vivemos a experiência completa de um dia de jogo, sentindo a força da torcida argentina e a atmosfera única que transforma o Monumental em um verdadeiro caldeirão. Veja o vídeo:

  • QUAL É O MELHOR TOUR DE ESTÁDIO DO FUTEBOL INGLÊS?

    Visitamos alguns dos palcos mais icônicos da Inglaterra e comparamos nossas experiências O impressionante Anfield Road. Foto: Carolina Chassot Stamford Bridge, Wembley, Tottenham Hotspur Stadium, Emirates, Craven Cottage, Old Trafford ou Anfield. Durante nossa passagem pela Inglaterra, visitamos alguns dos principais estádios do país e decidimos comparar as experiências para entender qual é o melhor tour do futebol inglês . Acesse nosso guia de viagem para encaixar os estádios de Londres no teu roteiro Preço: ANFIELD No quesito custo-benefício, o destaque fica com o Anfield . Por menos de 30 libras, o visitante tem acesso a um tour completo pelo estádio e ao museu do Liverpool, em uma experiência rica em conteúdo e bem organizada. É uma visita com história, estrutura e emoção, sem pesar tanto assim no bolso. Beleza: EMPATE Neste caso, não temos como não ficar em cima do muro. O empate parece inevitável entre Tottenham Hotspur Stadium, Old Trafford, Anfield e Craven Cottage. A imponência e a modernidade do estádio dos Spurs impressionam logo na chegada, enquanto a tradição de Old Trafford, Anfield e Craven Cottage carrega um simbolismo que atravessa gerações. São estilos diferentes, mas igualmente marcantes. O estádio do Fulham, por exemplo, é o mais antigo de Londres. O histórico Craven Cottage. Foto: Fulham Arredores: EMIRATES STADIUM Nos arredores, o vencedor é o Emirates Stadium. A região respira Arsenal. Estátuas, murais e referências históricas fazem com que a visita ao bairro seja praticamente obrigatória, mesmo para quem não pretende fazer o tour. Caminhar pelas redondezas já é parte da experiência. A sensação é de estar sempre em um dia de Premier League. Acessos: TOTTENHAM HOTSPUR STADIUM O Tottenham Hotspur Stadium se destaca pela forma como organiza a visitação. O tour em formato livre permitiu que a gente explorasse o estádio no próprio ritmo, sem pressa e sem um roteiro engessado. Essa liberdade faz diferença para quem gosta de observar detalhes e absorver o ambiente com calma. Museus: STAMFORD BRIDGE E OLD TRAFFORD Quando o assunto é museu, o empate fica entre Stamford Bridge e Old Trafford. Chelsea e Manchester United apostam em espaços interativos, com jogos, mini games e experiências que vão além da simples exposição de taças. A proposta é envolver o visitante e contar a história de forma dinâmica. Assista a todos os tours em nossa playlist no Yotube Quer tirar suas próprias conclusões antes de ir? Acesse nosso canal no YouTube e veja nossas visitas completas a cada um desses estádios. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e não perca nenhuma dica. REVIEW EM VÍDEO:

  • ONDE O ARSENAL FEZ HISTÓRIA: O QUE EXISTE NO LUGAR DO ESTÁDIO DE HIGHBURY

    Durante 93 anos, Highbury foi a casa, o templo e símbolo de identidade para o Arsenal e seus torcedores Fachada preservada onde os moradores entram. Foto: Arne Müseler / Wikimedia Commons / Creative Commons Minha ida a Londres e a leitura do livro “Febre de Bola”, de Nick Hornby , aumentaram ainda mais minha curiosidade sobre Highbury, antigo estádio do Arsenal. Caminhar pelas ruas da cidade, especialmente na região de Highbury, é perceber que os torcedores jamais esqueceram suas origens. Entre 1913 e 2006, o clube construiu ali uma relação profunda com o bairro, com Londres e com o próprio futebol inglês, em um dos palcos mais marcantes da história do esporte. A mudança do Arsenal para o norte da cidade, em 1913, marcou o início dessa trajetória. Instalado em Highbury, o clube passou a consolidar sua grandeza nacional, conquistando títulos da Primeira Divisão e da FA Cup e se afirmando como uma das forças do futebol inglês. O estádio ganhou fama não apenas pelos resultados, mas também pela atmosfera intensa, criada pelas arquibancadas próximas ao campo e por uma torcida exigente e apaixonada. Não por acaso, passou a ser chamado carinhosamente pelos fãs de “The Church” , a Igreja. Um dos grandes cartões-postais era a East Stand, inaugurada na década de 1930. Com arquitetura em estilo Art Déco, a arquibancada tornou-se um ícone de Londres e acabou tombada como patrimônio histórico. Elegante e imponente, representava um raro equilíbrio entre futebol e arquitetura, ajudando a eternizar Highbury para além das quatro linhas. Apesar de toda a mística, o estádio também passou a simbolizar um limite. Com capacidade em torno de 38 mil lugares, já não atendia às necessidades financeiras e estruturais de um clube em crescimento, que buscava competir em um futebol cada vez mais globalizado. A solução foi a construção de uma nova arena, mais moderna e com maior capacidade: o Emirates Stadium, inaugurado em 2006, a poucos metros dali. A despedida foi à altura da história do lugar. E m 7 de maio de 2006, o Arsenal entrou em campo pela última vez em Highbury e venceu o Wigan por 4 a 2. Thierry Henry, maior ídolo daquela geração, marcou três gols. Em nossa visita ao museu dos Gunners, vimos a marca do centro de campo do gramado dessa partida. Após a mudança definitiva para o Emirates, Highbury foi demolido, mas parte de sua estrutura foi preservada. No local surgiu o Highbury Square, um complexo residencial de luxo inaugurado em 2010. O projeto manteve as fachadas das arquibancadas Leste e Oeste, integrando-as aos novos prédios e preservando a identidade do espaço. Onde antes ficava o gramado, hoje existe um jardim comunitário cuidadosamente planejado no centro do condomínio. O condomínio possui 650 unidades de dois quartos que podem custar até £ 850.000, aproximadamente R$ 6 milhões Highbury deixou de ser um estádio, mas nunca deixou de ser parte da alma do Arsenal. Sua transformação reflete uma tendência cada vez mais comum nas grandes cidades, com arenas maiores e mais modernas. Após o tour pelo Emirates Stadium, fica fácil entender por que o clube londrino optou por construir uma nova casa. Atual jardim, onde antes era o campo do estádio. Foto: Arne Müseler / Wikimedia Commons / Creative Commons Assista o vídeo do tour no Emirates Stadium, atual casa do Arsenal

  • REVIEW BRISBANE ROAD: OS DETALHES DA NOSSA VISITA AO ESTÁDIO DO LEYTON ORIENT

    Fomos acompanhar uma partida de um time da terceira divisão da Inglaterra; confira a review Ficamos bem próximos ao gramado. Foto: Vítor Figueiró Em nossa passagem por Londres, além das grandes arenas, uma das nossas ideias era entrar a fundo no futebol raiz da capital inglesa, conhecido por seus estádios e torcedores apaixonados. E, felizmente, conseguimos. Fomos até o Brisbane Road, casa do Leyton Orient , da terceira divisão inglesa, para assistir ao duelo contra o Newport County pela Carabao Cup. Entradas : Por se tratar de um duelo da fase inicial da Copa da Liga Inglesa, os valores dos ingressos foram bem acessíveis. Pagamos 10 libras cada para mim e para a Carol e compramos direto na bilheteria do estádio. Enfrentamos uma pequena fila. Chegada ao estádio: Como já repetimos várias vezes, em Londres o transporte quase nunca é um problema. Embarcamos onde estávamos, em Notting Hill, e descemos algumas linhas antes do estádio, mas chegamos e fomos embora pela Central Line, a linha vermelha do famoso metrô londrino. Arredores : O confronto foi numa terça-feira à noite e foi bacana ver o pessoal chegando do trabalho, da faculdade e das aulas e adentrando o estádio. Um clima bastante intimista, bem como se imagina quando se trata de um clube de bairro. Confira o vídeo da nossa visita Acessos : Vimos o jogo praticamente grudados na goleira. O estádio tem uma acústica bem bacana e o gramado era um tapete. Também tivemos bastante liberdade para circular pela arquibancada e as partes internas. O staff do clube era bastante atencioso. Alimentação : Fomos na tradicional chips e em uma bebida. Nos custou aproximadamente 6 libras todo o lanche. Bem acessível. Torcida : Os londrinos torcem de uma maneira bem peculiar. Ao longo do jogo, incentivam a equipe, mas também pegam bastante no pé dos adversários. Foi bem divertido ver a maneira como locais e visitantes interagiam entre si com gritos de guerra. Veja nossa review em post Assine nossa newsletter e nos siga nas redes sociais @temestadiotemhistoria

  • LUZ NÃO É METÁFORA: A ORIGEM DO NOME DO ESTÁDIO DO BENFICA

    A história do nome Estádio da Luz passa por religião, arquitetura e tradição Estádio do Benfica, Lisboa, Portugal. Foto: Carolina Chassot Quando fomos conhecer o Estádio da Luz, em Lisboa, a grandiosidade do estádio chamou a atenção. Mas para além disso, o nome da casa do Benfica também me gerou curiosidade. Muitos associam o termo ao brilho dos refletores, mas a origem do nome é bem mais antiga e profundamente ligada à história e à religiosidade da cidade. No museu do estádio, que é um dos mais legais que a gente já foi, eles explicam a origem do nome Luz. De acordo com o próprio clube, el e vem da região onde o estádio foi originalmente construído: a Paróquia de Nossa Senhora da Luz , localizada em Carnide, na zona norte de Lisboa. A devoção remonta ao século XV e está associada a uma lenda sobre a aparição da Virgem Maria envolta em luz, episódio que transformou a área em local de peregrinação. Veja o tour no Estádio da Luz Com o passar dos séculos, a referência religiosa deu nome ao bairro, à freguesia e, mais tarde, ao estádio que viria a se tornar um dos mais emblemáticos da cidade. Assim, quando o Benfica inaugurou sua primeira casa, em 1954, o nome já carregava um peso histórico. Quando fizemos o tour no estádio, um dos guias no contou que entre os torcedores do Benfica, o Estádio da Luz ganhou o apelido de “A Catedral” . O termo traduz o sentimento de pertencimento e reverência que os adeptos têm pelo local, visto não apenas como um palco de jogos, mas como um espaço quase sagrado, onde se vive a identidade do clube. Durante a visita, o clube disponibiliza um passeio em vídeo simulando o voo de uma águia e relembrando todas as casas que os encarnados já tiveram. Atualmente, por questões comerciais e de patrocínio, o nome oficial utilizado em competições é Estádio do Sport Lisboa e Benfica . Mas, para torcedores, visitantes e para a história do futebol, ele continuará sendo simplesmente o Estádio da Luz .

  • FULHAM E O REI PELÉ: AS REFERÊNCIAS NO CRAVEN COTTAGE

    O estádio da Premier League que guarda uma ligação especial com o maior jogador da história Quadros em homenagem ao Pelé na sala da diretoria. Foto: Carolina Chassot Entre tantos estádios históricos da Inglaterra, o Craven Cottage se destaca por um motivo que vai além da tradição do futebol inglês. Casa do Fulham desde 1896 , o estádio mais antigo de Londres mantém uma relação singular com Pelé, o Rei do Futebol, reverenciada ao longo de todo o tour. Localizado às margens do rio Tâmisa, o Craven Cottage é o sétimo estádio mais antigo do mundo ainda em atividade e carrega uma atmosfera histórica em cada setor visitado. Durante a experiência, a presença de Pelé é constante, com referências espalhadas pelo museu do clube e também por espaços internos, como a sala da diretoria. Guia da partida Fulham e Santos, 1973. Foto: Arquivo Fulham. O motivo dessa reverência está em um capítulo único da história do futebol. Em 1973, Pelé atuou no Craven Cottage em um amistoso entre Santos e Fulham, durante uma excursão do clube brasileiro pela Europa. Na ocasião, o Rei marcou um gol, tornando esse o único estádio em que ele balançou as redes jogando em Londres. O feito é tratado como uma honra pelo Fulham e lembrado com destaque pelos guias. Itens daquele jogo seguem preservados pelo clube, como uma revista autografada por Pelé e uma caneca entregue aos atletas da partida. A peça que pertenceu ao Rei foi leiloada em 2016 e, posteriormente, recomprada por um torcedor do Fulham, que a devolveu ao clube para integrar o acervo histórico. A ligação se estendeu ao longo dos anos. Em 2002, Pelé chegou a atuar oficialmente como olheiro do Fulham, fortalecendo ainda mais uma relação que atravessa décadas e reforça o caráter internacional da história guardada no Craven Cottage. Confira o vídeo: Siga  @temestadiotemhistoria  nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.

  • PODCAST: OS ESTÁDIOS MAIS ICÔNICOS DA EUROPA

    Participamos do programa Deu Liga para falar um pouco sobre nossas experiências nos templos do futebol europeu Falamos sobre os principais templos do futebol europeu. Foto: Vítor Figueiró Sempre batemos na tecla de como os estádios representam uma extensão da cultura das cidades e dos clubes. Fomos “espalhar a nossa palavra” no podcast Deu Liga , da GZH, para contar um pouco do que vivemos ao longo de pouco mais de um ano de projeto, em nossas andanças pela Europa e pela América Latina. Assista ao episódio:

  • O GUIA COMPLETO PARA VOCÊ: TOUR DE ESTÁDIOS EM LONDRES

    Fomos até a capital da Inglaterra e montamos uma lista com os melhores estádios para fazer tour, confira; Stamford Bridge, casa do Chelsea. Foto: Carolina Chassot Antes de tudo, vale dizer que o transporte público é a melhor forma de se locomover pela cidade . Ônibus, trens e metrô funcionam muito bem e podem ser pagos por aproximação com cartão internacional. Utilizamos o cartão da Nomad (não é publi, mas poderia ser), que foi fácil de usar e aceito em todos os lugares. Este guia foi pensado para quem vai passar 5 dias em Londres e tem interesse em estádios de futebol. Ficamos hospedados em Notting Hill, na zona oeste da cidade, que será nossa base de localização. Recomendamos a região por ter fácil acesso às linhas de metrô que ligam aos principais pontos turísticos, além de já ser uma área bastante visitada por quem conhece Londres. Nossa dica é comprar os ingressos dos tours antecipadamente, sempre pelo site oficial dos clubes. Assim, fica mais fácil organizar os horários, montar o roteiro e otimizar o tempo da viagem. Caso algum estádio não tenha ingressos disponíveis, vale ir até o local no horário desejado e verificar se há visitas acontecendo. Fique atento também aos dias de jogos, pois, geralmente, os tours são suspensos nessas datas. DIA 1 - Stamford Bridge (Chelsea) O tour no estádio dos Blues dura cerca de 1h30, incluindo a visita ao museu, que vale muito a pena. A experiência é guiada, com horários programados de hora em hora. O acesso é completo: camarotes, vestiários (visitante e mandante), campo e arquibancadas. Para chegar até lá, fomos de ônibus pela linha 295, que nos deixou a poucos minutos de caminhada do estádio. Antes ou depois do Stamford Bridge, dá para visitar o Palácio de Buckingham. Basta pegar o metrô na estação Fulham Broadway até Green Park (District Line, com troca). Pela manhã, em alguns dias, acontece a tradicional troca da guarda. Nos arredores ficam o Green Park e o St. James’s Park, dois dos parques mais famosos da cidade. Caminhando um pouco mais, é possível chegar ao Big Ben, que dispensa apresentações. DIA 2 - Craven Cottage (Fulham) O tour do Fulham é mais intimista, mas muito especial. O estádio é o mais antigo de Londres e mantém sua arquitetura original desde a inauguração, em 1896. A visita é conduzida por dois guias, ambos torcedores do clube e apaixonados pela história local. O acesso inclui vestiários, campo, arquibancadas e a famosa casa localizada à beira do gramado. Aproveite para caminhar pelo bairro, que é extremamente tradicional, com arquitetura típica londrina e um clima tranquilo, mesmo estando em uma das maiores capitais do mundo. O tour dura cerca de 1h, o que deixa bastante tempo livre no dia. Ao sair do estádio, vale seguir a pé até o Rio Tâmisa, uma das regiões mais charmosas da cidade. Depois, pegue o metrô na estação Putney Bridge até Westminster, onde fica a London Eye, a famosa roda-gigante com vista panorâmica de Londres. DIA 3 - Emirates Stadium (Arsenal) O tour do Arsenal dura entre 2h e 2h30, já que o estádio é grande e a visita não é guiada — o tempo depende do ritmo de cada visitante. Nós aproveitamos cada espaço com calma. O museu do clube é um espetáculo à parte, bastante interativo e muito interessante. Também vale a pena dar a volta no estádio, que conta com várias estátuas e pontos históricos ao redor. Após a visita, uma boa opção é seguir para a Oxford Street, pegando o metrô na estação Highbury & Islington até Oxford Circus. Essa é a avenida comercial mais famosa da cidade, com lojas de todos os tipos. Recomendamos a loja da M&M’s, uma das maiores do mundo, e a Lego Store. Nos dias em que fomos, havia filas, mas elas andam rápido. Ali perto também fica a Piccadilly Circus, conhecida pelos telões e pela movimentação intensa, lembrando a Times Square. DIA 4 - Tottenham Hotspur Stadium (Tottenham) Assim como o do Arsenal, o tour do Tottenham é feito sem guia, e o tempo de duração fica por conta do visitante. O estádio é moderno, bonito e extremamente bem planejado. O acesso é completo: vestiários, gramado, camarotes e banco de reservas. Em cada espaço há funcionários explicando detalhes da história do clube. Também existe a opção do Sky Walk, que leva até o escudo do Tottenham no topo do estádio, com custo adicional. Depois da visita, pegue o transporte público até o Hyde Park, o parque mais conhecido da cidade e um dos maiores da Europa. Vale a pena sentar, descansar e observar a rotina dos londrinos. Em seguida, caminhe até o Kensington Gardens, onde fica o Palácio de Kensington, uma das residências reais. DIA 5 - Wembley Stadium O Wembley é o estádio mais distante entre os citados, mas o eficiente transporte público de Londres facilita bastante o acesso. De onde estiver, procure chegar à estação Wembley Park. Os tours acontecem de hora em hora e costumam ser bastante disputados. Os grupos são grandes, o que deixa a visita um pouco mais dinâmica, mas ainda assim vale muito a experiência. O acesso inclui quase todas as áreas do estádio, com exceção dos camarotes. Durante o percurso, o guia conta histórias de grandes eventos esportivos e também de shows e acontecimentos culturais, mostrando como o Wembley vai muito além do futebol. A visita dura cerca de 1h. Ao sair, você estará em Wembley Park, uma região com diversos restaurantes e um grande outlet. Se tiver interesse, vale conferir as lojas e promoções. Caso prefira seguir o roteiro turístico, pegue o metrô até a estação Tower Hill para conhecer a Tower Bridge, a ponte mais famosa de Londres. É possível atravessá-la a pé e visitar a Torre de Londres, castelo histórico e Patrimônio Mundial da UNESCO. Londres é o destino perfeito para unir futebol e turismo, principalmente porque o transporte público conecta tudo de forma rápida e eficiente. O segredo é não enxergar os estádios como pontos isolados, mas como parte da cidade e da experiência turística. Se ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre os estádios de Londres, siga a gente no @temestadiotemhistoria . Fique à vontade para mandar sua pergunta.

  • COMO CRISTIANO RONALDO É LEMBRADO NO MUSEU DO REAL MADRID?

    Visitamos o tour do novo Santiago Bernabéu e observamos como o antigo camisa 7 aparece ao longo do museu merengue Taça da Liga dos Campeões é o que não falta. Foto: Vítor Figueiró Durante a nossa visita ao novo Santiago Bernabéu, uma coisa fica clara logo nos primeiros passos pelo museu do Real Madrid : o clube não costuma colocar atletas em pedestais individuais. A proposta é exaltar a própria história, sua grandeza e os ciclos vitoriosos mais do que os ídolos dos anos recentes. Isso fica evidente pelo fato de não existirem áreas exclusivas dedicadas a nenhum craque das últimas gerações. Apenas referências gigantes do passado como Púskas, Di Stefano e Santiago Bernabeu são exaltados de maneiras individual. Nem mesmo Cristiano Ronaldo, maior artilheiro da história do clube, foge dessa lógica. Diante de todos os feitos com a camisa merengue, era de se imaginar uma estátua para o português. No entanto, o que ocorre é bem diferente. Ao longo do percurso, o nome de CR7 surge de forma pontual, sempre inserido em contextos coletivos. Um dos principais destaques aparece na imagem que relembra a conquista da Champions League de 2017, vencida diante da Juventus, em Cardiff. Foi uma das cinco taças europeias conquistadas por Cristiano com a camisa do Real, mas, curiosamente, nos outros títulos, o museu opta por valorizar diferentes protagonistas, como Luka Modrić e Toni Kroos. Essa escolha reforça a ideia de que cada conquista pertence a um time, a um momento específico da história do clube e não a um único jogador. Outro exemplo dessa narrativa aparece na linha do tempo dedicada a 2009. O ano das contratações galácticas é representado por uma imagem de Kaká, que chegava a Madrid como melhor jogador do mundo, na mesma janela em que Cristiano Ronaldo desembarcava no Bernabéu. A opção pela foto do brasileiro ajuda a contar aquela fase como um projeto coletivo de reconstrução esportiva. Veja vídeo das referências ao CR7 As últimas referências diretas a Cristiano Ronaldo aparecem na área dedicada às Bolas de Ouro conquistadas por atletas do Real Madrid. Ali estão reunidos os troféus que ajudam a dimensionar o peso histórico do clube — incluindo as cinco Bolas de Ouro do camisa 7 —, novamente inseridas dentro de uma coleção que reforça a hegemonia merengue ao longo das décadas. No fim da visita, fica a sensação de que o museu do Real Madrid conta a história de Cristiano Ronaldo como parte de algo maior. Um capítulo fundamental, decisivo e inesquecível, mas sempre integrado à narrativa de um clube que se construiu colocando o Real Madrid acima de qualquer nome próprio. Para nós, que visitamos museus de diversos clubes, não deixe de ser uma característica peculiar em relação a outros tantos clubes. Siga  @temestadiotemhistoria  nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica. Confira nosso tour no estádio:

  • O VESTIÁRIO FEITO EMBAIXO DA ARQUIBANCADA

    Quem vai jogar na Bombonera precisa lidar, antes de tudo, com um dos ambientes mais hostis do futebol mundial Arquibancada Alta, La Bombonera. Foto: Carolina Chassot Quando chegamos a Buenos Aires, uma coisa era certa: precisávamos conhecer a mística Bombonera, palco de alguns dos momentos mais intensos e emblemáticos do futebol argentino e sul-americano. Mais do que um estádio, ela é um símbolo cultural da cidade, carregado de identidade e paixão. O tour acontece a cada meia hora. Acompanhados por uma guia, percorremos parte da trajetória do Boca Juniors e conhecemos setores importantes do estádio, como as arquibancadas e a sala de imprensa. O que mais nos chamou a atenção foi o vestiário do time visitante. Pequeno, acanhado, sem qualquer luxo e completamente dominado pelas cores azul e amarelo do Boca Juniors, ele deixa claro, desde o primeiro momento que o visitante não está em casa. Vestiário do visitante. Vídeo: Carolina Chassot A La 12 e a pressão que vem de cima Ao sair do vestiário, seguimos direto para o setor da torcida popular, a famosa La 12 , uma das torcidas organizadas mais conhecidas da América Latina. É dali que nasce grande parte da atmosfera que torna a Bombonera tão temida. Durante o tour, a guia contou uma história que ajuda a explicar essa fama. Em jogos grandes e decisivos, a torcida organizada costuma chegar ao estádio ainda vazio e começar a pular nas arquibancadas, onde logo abaixo fica o vestiário visitante. O objetivo é fazer barulho propositalmente para intimidar os jogadores, aumentando a pressão psicológica antes mesmo do jogo começar. "La 12", arquibancada popular. Vídeo: Carolina Chassot Não é por acaso que a Bombonera é considerada um dos estádios mais místicos do futebol. Sua arquitetura foi pensada para isso. As arquibancadas íngremes e assimétricas potencializam a acústica, fazendo o som da torcida se multiplicar. Além disso, o estádio literalmente treme. A vibração ocorre por causa da contração e dilatação da estrutura, um efeito previsto e calculado por engenheiros, mas que, para quem está dentro, parece quase sobrenatural. Visitar a casa do Boca Juniors é parada obrigatória para qualquer apaixonado por futebol. Estar em um estádio tão simbólico, carregado de história e identidade, é uma experiência única daquelas que ajudam a entender por que alguns lugares vão muito além do que é futebol. Siga  @temestadiotemhistoria  nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.

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