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- COMO OS ESTÁDIOS DE FUTEBOL REFLETEM A IDENTIDADE DOS CLUBES
Dos palcos milionários aos estádios raiz, como as casas dos clubes revelam identificação, ambição e pertencimento no futebol Estádio do Defensor no Uruguai. Foto: Carolina Chassot Dos mais sofisticados aos mais simples, dos palcos modernos aos estádios raiz, a casa de cada clube carrega muito mais do que concreto, ferro e arquibancadas. Ela reflete história, ambição, cultura e, principalmente, a forma como aquele clube se enxerga no mundo. Durante nossas viagens, conhecemos estádios de estilos completamente diferentes. Alguns puro luxo, com tecnologia de ponta e estrutura de entretenimento digna de grandes arenas. Outros modestos, sem grandes recursos, mas cheios de memória, pertencimento e identidade. Apesar das diferenças evidentes, todos têm algo em comum: a paixão pelo futebol e o desejo constante de ver o time vencer. Na Europa, estão alguns dos estádios que mais impressionam pela grandiosidade. O Tottenham Hotspur Stadium é um exemplo claro disso. Inaugurado em 2019, após um investimento bilionário, o estádio representa uma nova fase do clube londrino, que passou a se posicionar como uma força competitiva da Premier League. Não por acaso o Tottenham conquistou um título de campeão europeu em 2025, consolidando um projeto que vai muito além das quatro linhas. Assista ao tour no estádio do Tottenham Seguindo na linha da grandeza, o Santiago Bernabéu talvez seja o estádio que melhor traduz a ideia de poder no futebol. Assim que entramos foi impossível não sentir que se está na casa do maior e mais vencedor clube do mundo. Apesar de toda a história construída ao longo das décadas, o Real Madrid optou por olhar para o futuro e se posicionar muito mais como uma empresa. Após a reforma bilionária, que está prevista para acabar no primeiro semestre de 2026, o Bernabéu atingiu um novo patamar. Mais do que um estádio, ele se apresenta como um centro de negócios, entretenimento e eventos, refletindo exatamente como o clube se posiciona: muito mais do que futebol, uma marca global. Há quem admire, há quem critique, mas é inegável que o estádio traduz, com perfeição, a identidade do Real Madrid. Assista ao tour no estádio do Real Madrid NA AMÉRICA LATINA, O CENÁRIO MUDA Ao atravessar o Atlântico e chegar à América Latina, o cenário muda e a essência permanece. Em Buenos Aires, o estádio do Platense é o retrato de um clube que construiu sua história com simplicidade e pertencimento. Campeão argentino pela primeira vez em 2025, o Platense tem uma casa modesta, mas extremamente bem cuidada. Quem mantém o estádio em funcionamento são, muitas vezes, os próprios torcedores que se tornaram funcionários do clube. Logo na chegada, fica claro: ali, cada detalhe é tratado com carinho e senso de responsabilidade. Assista ao tour no estádio do Platense No Uruguai, a experiência se repete de forma ainda mais íntima. O estádio do Defensor, em Montevidéu, é pequeno, simples e profundamente humano. Durante a visita, conhecemos a cozinheira do clube, viúva de um ex-jogador, que carrega no olhar e nas palavras todo o amor por aquela instituição. Assistimos a um jogo e entendemos na prática, como um estádio raiz molda uma torcida apaixonada. O espaço funciona como área de convivência: crianças jogavam futebol na quadra dentro do estádio enquanto a bola rolava no campo principal. Ali, o clube é parte da vida cotidiana. Quadra no estádio do Defensor. Vídeo: Carolina Chassot Esse mesmo sentimento aparece em outros cantos do futebol mundial. O Craven Cottage, estádio do Fulham, é pequeno, histórico e localizado às margens do Rio Tâmisa. Ele reflete exatamente a imagem do clube que é tradicional, familiar, discreto e orgulhoso de suas raízes. No fim, os estádios são muito mais do que cenários de jogos e isso foi a grande motivação da criação do nosso projeto. Eles contam histórias, revelam ambições e preservam memórias. Cada arquibancada, cada corredor e cada detalhe arquitetônico ajuda a explicar quem é aquele clube, de onde ele veio e para onde quer ir. Por isso é tão legal viajar e conhecer estádios pelo mundo, por mais que sejam todos estádios nunca são iguais e cada um guarda uma história. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.
- OS ESTÁDIOS MAIS ANTIGOS DAS PRINCIPAIS LIGAS DA EUROPA
Palcos históricos que atravessaram gerações e seguem em atividade nas maiores competições do continente; confira a lista Estádio do PSG foi inaugurado como um velódromo. Foto: Divulgação Muito além de jogos e títulos, alguns estádios carregam décadas, e até séculos, de história. Selecionamos os palcos mais antigos ainda em uso nas principais ligas europeias , que são verdadeiros monumentos do futebol mundial. Confira a lista: PREMIER LEAGUE – St. James’ Park (1880) A casa do Newcastle United é o estádio mais antigo da elite do futebol inglês. Fundado em 1880, o St. James’ Park domina a paisagem da cidade e segue como um dos símbolos mais tradicionais do futebol britânico. LA LIGA – San Mamés (1898) Casa do Athletic Bilbao, o San Mamés é o estádio mais antigo da primeira divisão espanhola. Apesar das reformas ao longo do tempo, sua origem remonta a 1898, mantendo viva uma história centenária no coração do País Basco. SERIE A – Luigi Ferraris (1911) O estádio mais antigo da elite italiana é o Luigi Ferraris, em Gênova. Desde 1911, é o palco dos clássicos entre Genoa e Sampdoria, dois clubes que dividem não apenas a cidade, mas também um dos estádios mais históricos da Europa. LIGUE 1 – Parc des Princes (1897) O mais tradicional também é o mais antigo. Inaugurado em 1897, o Parc des Princes começou como velódromo e só em 1970 passou a ser a casa fixa do Paris Saint-Germain, tornando-se um dos símbolos esportivos de Paris. BUNDESLIGA – Weserstadion (1909) Desde 1909, o Werder Bremen manda seus jogos no Weserstadion. Às margens do rio Weser, o estádio atravessou gerações e segue como referência histórica do futebol alemão. GALERIA Confira nosso tour no Parc Des Princes Siga o @temestadiotemhistoria e assine nossa newsletter.
- OS MONUMENTOS HISTÓRICOS DA COPA DO MUNDO ESCONDIDOS NAS RUAS DE MONTEVIDÉU
Sede da primeira Copa do Mundo, a capital uruguaia guarda um capítulo do futebol em suas ruas Monumento ao primeiro gol em Copas do Mundo. Foto: Vítor Figueiró Na nossa passagem por Montevidéu , além de visitar o histórico Estádio Centenário e os gigantes Peñarol e Nacional, tínhamos um desejo particular e, à primeira vista, até incomum em uma cidade com tantos atrativos. Queríamos caminhar sem pressa e descobrir as histórias que marcaram o país que sediou a primeira Copa do Mundo. Passeamos pelas tranquilas ruas do bairro, uma atração natural da cidade que nos encanta, até chegarmos ao ponto onde o futebol começou a escrever sua trajetória nos Mundiais. Na esquina das ruas Coronel Alegre e Charrúa, no belíssimo bairro de Pocitos, estão dois monumentos que remetem à primeira partida de uma Copa do Mundo, disputada entre França e México em 1930. Monumento “Cero a Cero y Pelota al Medio”: Monumento em alusão ao pontapé inicial nas Copas do Mundo. Foto: Carolina Chassot Em meio a casas, edifícios e comércios, com a calma típica de Montevidéu, duas obras do arquiteto Eduardo Di Mauro chamam a atenção de qualquer apaixonado pelo esporte. No início da rua está o “Cero a Cero y Pelota al Medio” , que indica onde ficava o centro do gramado do antigo Estádio de Pocitos, casa do Peñarol até 1940. A arena foi demolida para a expansão urbana, mas foi exatamente ali que França e México deram o pontapé inicial da história dos Mundiais. Alguns metros adiante, do outro lado da rua, está o “Donde Duermen las Arañas” , uma homenagem ao primeiro gol da história das Copas, marcado pelo francês Lucien Laurent em Pocitos. Foto na entrada da rua mostra como era o estádio antigamente. Foto: Vítor Figueiró Os monumentos eternizam esse capítulo do futebol e mostram como experiências simples, como caminhar atentos pelas cidades, revelam histórias valiosas para quem viaja com curiosidade e espírito de aventura. Veja vídeo sobre as estátuas: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais e se inscreva na nossa newsletter
- "ESPERO PODER VOLTAR ALGUM DIA", DIZ MESSI EM VISITA SURPRESA AO CAMP NOU
Craque argentino retorna a Barcelona e conhece as obras do estádio que marcou sua carreira Messi de volta ao Camp Nou após quatro anos . Foto: Reprodução Lionel Messi surpreendeu torcedores e funcionários do Barcelona ao aparecer no Camp Nou na noite do último domingo (09). Após decidir mais uma partida pelo Inter Miami, o argentino deixou os Estados Unidos e viajou para a Espanha para conhecer as reformas do estádio que foi sua casa por 17 temporadas. O camisa 10 publicou nesta segunda-feira (10) fotos do passeio e uma mensagem destacando sua paixão ao clube. “Ontem à noite voltei a um lugar que sinto muita falta. Um lugar onde fui imensamente feliz, onde todos vocês me fizeram sentir mil vezes a pessoa mais feliz do mundo. Espero poder voltar algum dia, e não apenas para me despedir como jogador, o que nunca tive a oportunidade de fazer”, escreveu. Segundo jornais espanhóis, a visita foi totalmente inesperada e nem mesmo os porteiros do estádio sabiam da presença do craque, que preferiu evitar alarde e não avisou o clube. Considerado o maior jogador da história do Barcelona, Messi marcou 672 gols em 778 partidas, conquistando quatro Ligas dos Campeões, três Mundiais e dez títulos espanhóis. Sua volta ao Camp Nou, ainda que breve, reacendeu a saudade de uma era que transformou o clube e o futebol mundial. O Barcelona também publicou uma referência à visita do argentino nas redes sociais: “Sempre bem-vindo à tua casa, Messi”.
- COMO É UM DIA DE JOGO EM DIFERENTES PAÍSES?
Fomos assistir partidas na Inglaterra, Brasil, Argentina e Uruguai Estádio Monumental, jogo do River Plate. Foto: Carolina Chassot Uma das experiências mais legais de viajar pelo mundo, principalmente para quem ama futebol, é assistir a uma partida ao vivo. E, como esse também é o nosso caso, sempre que tivemos a oportunidade aproveitamos para viver essa experiência. Ao longo das viagens, assistimos a jogos em diferentes países, com torcidas, culturas e e logísticas muito distintas. Estivemos em Londres, Buenos Aires, Montevidéu e Porto Alegre. Na Inglaterra, a experiência foi a mais diferente de todas e a única fora da América Latina. Fomos ao Estádio Olímpico de Londres , casa do West Ham, e também assistimos a um jogo do Leyton Orient , ambos pela Carabao Cup. Por lá, o hábito de ir de carro ao estádio é raro, pois a maioria dos torcedores utiliza metrô ou trem. Tanto que muitos estádios sequer se preocupam com grandes estacionamentos e é incomum ver congestionamentos de carros no entorno em dias de jogo. O trânsito de pessoas, no entanto, é intenso. Entre West Ham (Primeira Divisão) e Leyton Orient (Terceira Divisão), percebemos diferenças claras na forma de torcer. A torcida do West Ham é mais silenciosa, aplaudindo em momentos pontuais, como grandes jogadas. Já no Leyton Orient, o apoio é um pouco mais constante, ainda distante do padrão latino-americano, mas com algumas músicas e provocações à torcida adversária. No geral, a sensação é quase a de um teatro. Mesmo com torcida visitante, não vimos confusão nem grande presença policial. Placas para pedestres na saída do Estádio Olímpico de Londres. Vídeo: Carolina Chassot A saída do Leyton Orient foi tranquila, já que o público não chegava a 10 mil pessoas. No West Ham, com mais de 60 mil torcedores, o fluxo era maior, mas extremamente organizado. Como o uso do metrô é intenso, a polícia utiliza placas de STOP e GO para controlar o deslocamento , o que evita tumultos. Mesmo com estações lotadas, tudo funcionou de forma tranquila, sem tumulto ou empurrão. Na América Latina, o cenário muda bastante. Em Buenos Aires, por exemplo, não há torcida visitante, mas o policiamento chega a ser maior do que em jogos com torcida adversária no Brasil. É comum o fechamento de ruas ao redor dos estádios, permitindo o acesso apenas de moradores. No entorno do Monumental, estádio do River Plate e localizado em um dos bairros mais ricos da cidade, esse controle é ainda mais rígido. Dependendo do setor do ingresso, o torcedor só pode circular por determinadas ruas e entradas. A Argentina foi o país onde mais vimos o estádio cantar do início ao fim, tanto em jogos da primeira quanto da segunda divisão. Como costuma acontecer aqui no Brasil. Na saída, a logística é um pouco mais complicada do que em Londres. Na maioria das vezes, voltamos de Uber. No jogo do Vélez voltamos de ônibus e foi tranquilo, com uma parada bem na frente ao estádio. Já no Cilindro de Avellaneda, do Racing, foi mais difícil encontrar informações e transporte público e preferimos voltar de Uber. Em Montevidéu, a experiência foi mais tranquila. O estádio do Peñarol fica afastado do centro, mas em dias de jogo há linhas especiais de ônibus para levar os torcedores e foi assim que chegamos. Já para os jogos de Nacional e Defensor, o acesso por Uber ou a pé foi simples. Torcida do Peñarol. Vídeo: Vítor Figueiró Durante o jogo, a torcida do Peñarol cantou os 90 minutos, inclusive no intervalo. Aproveitamos o intervalo para comer um hambúrguer, já que havia mesas dentro do estádio, o que facilitou bastante. Nos jogos de Nacional e Defensor, a torcida foi um pouco mais discreta, mas ainda assim bastante presente. A saída dos estádios em Montevidéu também foi tranquila. No Peñarol, o acesso aos ônibus era fácil, apesar do trânsito intenso de carros. O policiamento foi moderado e não houve problemas, até porque o público era menor. No Brasil, a principal diferença que sentimos foi a presença maior de torcedores adversários nos jogos. Ainda assim, o restante da experiência se assemelha bastante à argentina: torcida cantando a maior parte do tempo e clima intenso. Uma diferença curiosa é que, mesmo com mais torcida visitante, o policiamento costuma ser menor do que na Argentina. Jogo na Arena do Grêmio. Vídeo: Vítor Figueiró No fim das contas, assistir a jogos nesses quatro países foi uma experiência incrível , cada uma com suas particularidades. Todas valem o investimento. A dica final é sempre a mesma: ao comprar ingressos, procure sites confiáveis ou compre diretamente na bilheteria dos clubes, como fizemos na maioria das vezes. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.
- O MULTIPALCO DE LONDRES: O ESTÁDIO QUE JÁ SEDIOU CORRIDA DE CACHORRO
O famoso estádio de Wembley, na Inglaterra, já serviu de palco para alguns dos eventos mais variados do esporte e do entretenimento mundial Wembley, o estádio mais importante de Londres. Foto: Carolina Chassot Quando estivemos em Londres, visitar Wembley era algo que simplesmente não poderia ficar de fora do roteiro. Inclusive, chegamos a estender nossa estadia no país em 10 dias, já que o tour do estádio estava temporariamente fechado por causa dos shows da cantora Taylor Swift. E falar de Wembley é, inevitavelmente, falar de shows. O estádio é um dos que mais receberam grandes eventos do entretenimento no mundo. Ao longo dos anos, nomes como Queen, Michael Jackson, Adele, Oasis, entre muitos outros artistas icônicos, já passaram por ali. Veja a matéria sobre o review do tour Mas o que mais nos surpreendeu veio durante o tour, ao visitar o museu do estádio. Lá, Wembley apresenta uma linha do tempo com todos os tipos de eventos que já sediou e alguns deles são, no mínimo, inesperados. Entre 1927 e 1998, por exemplo, o estádio foi palco de corridas de galgos , uma corrida de cachorro que acabou sendo transferida para outros locais após conflitos de agenda. Linha do tempo no tour do estádio dos eventos sediados. Vídeo: Carolina Chassot A lista segue impressionando: em 1938, Wembley recebeu uma corrida de carros, em 1961, sediou a final do Campeonato Internacional de show jumping , em 1968, foi a vez dos cavalos competirem em Wembley, em 1975, provas de motociclismo, em 1982 o estádio foi palco da visita do Papa ao país e, em 1992, recebeu uma grande competição de luta livre. Claro, o primeiro evento da história de Wembley foi um jogo de futebol. Construído em apenas um ano e inaugurado em 1923, o estádio recebeu logo a final da FA Cup, entre Bolton Wanderers e West Ham, no dia 28 de abril daquele ano com título do Bolton. Desde então, Wembley recebeu final de Copa do Mundo, Champions League, Jogos Olímpicos e até eventos ligados às Olimpíadas de Inverno. Um verdadeiro multipalco do esporte mundial e um tour que vale cada minuto para quem quer entender a dimensão histórica desse estádio. Confira o tour no estádio Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.
- REVIEW OLD TRAFFORD: COMO É A VISITA À CASA DO MANCHESTER UNITED?
Confira nossa review do tour na emblemática casa dos Red Devils Um dos estádios mais especiais do mundo. Foto: Vítor Figueiró Após duas semanas em Londres , partimos rumo ao noroeste da Inglaterra para conhecer a cidade de Manchester e um dos maiores templos do futebol mundial: o Old Trafford. Com mais de 100 anos de história, as paredes do estádio foram testemunhas de grandes momentos do esporte. Confira nossa review do tour: Entradas : Por ser um tour muito procurado por torcedores e fãs de futebol, os horários são amplos — com saídas a cada 30 minutos — e os ingressos podem ser comprados na hora, diretamente na bilheteria. Os tickets são os mais caros que encontramos ao longo de todo o projeto. Valor: 39 libras. Chegada ao estádio: Para economizar — o grande segredo para quem quer viajar longe — nos hospedamos em uma região bem afastada do centro de Manchester. Por isso, para nós, foi preciso pegar dois ônibus até o Old Trafford, que também fica distante dos principais pontos turísticos. Apesar da demora, a chegada é tranquila e o transporte te deixa ao lado do estádio. Arredores : O estádio chama atenção por fora pela beleza e pelo formato imponente. Nos arredores, destacam-se as estátuas de figuras como Alex Ferguson, Matt Busby e o ataque The Trinity. Guias : O tour acontece com orientação de um guia bem divertido, responsável por passar todas as informações ao longo do passeio. Ao contrário de outros tours, aqui não há muitas explicações por placas, por isso é preciso ficar atento ao guia. Confira o vídeo do tour: Acessos : Os acessos são interessantes, mas fomos surpreendidos por algo incomum na nossa visita. Para fotografar na sala de imprensa e na cadeira do treinador, era preciso pagar um valor extra além do que já havíamos desembolsado. Uma surpresa infeliz e um ponto bastante negativo. Duração : O tour dura aproximadamente 70 minutos. O tempo é adequado para os acessos disponibilizados e conseguimos fazer muitos registros e filmagens no gramado. Museu : Um verdadeiro mergulho na história do Manchester United — nas glórias e nas tristezas. Um dos diferenciais é a possibilidade de interagir com vários itens do museu, como tecidos de uniformes e taças. Confira os itens mais valiosos do Museu Em uma das salas, você abre gavetas e conhece detalhes de cada fase do clube por meio de itens selecionados. Nos tocou bastante o espaço dedicado a relembrar a tragédia de Munique e a forma como a torcida ajudou o clube a se reerguer. Assista nossa review em um minuto ou mais:
- COMO OS ESTÁDIOS MODERNOS MUDARAM O COMPORTAMENTO DOS TORCEDORES
A modernização dos estádios afastou o torcedor raiz da arquibancada As grandes reformas dos estádios ao redor do mundo transformaram a maneira como as pessoas assistem futebol. Ao mesmo tempo em que aumentaram o conforto, ampliaram a segurança e ofereceram experiências mais qualificadas, essas mudanças também trouxeram uma consequência inevitável: o futebol ficou mais caro . E, quando o preço sobe, muda também o perfil de quem consegue ocupar as arquibancadas. Quando fomos visitar o Emirates Stadium , estádio do Arsenal, reparamos como o lugar é impecável e pensado para os torcedores. No Highbury, o antigo estádio do clube, era comum que centenas de cadeiras fossem substituídas a cada temporada em razão de desgaste, vandalismo e mau uso. Já no Emirates, mais moderno e organizado, o clube precisou trocar, na primeira década inteira de funcionamento, apenas três cadeiras por temporada. O Arsenal concluiu que um ambiente mais limpo, estruturado e caro gera, naturalmente, mais cuidado por parte de quem o utiliza. Mas esse comportamento não surge do nada. Ele também reflete uma mudança no próprio público. Os ingressos ficaram mais caros, os setores VIP dobraram de tamanho, as áreas corporativas se multiplicaram e a experiência de jogo se transformou em um produto premium. Quando um clube eleva o preço, seleciona automaticamente quem pode entrar e, ao selecionar quem entra, transforma a cultura da arquibancada. Camarote no Emirates Stadium. Vídeo: Carolina Chassot O Tottenham é outro estádio da Premier League de alto padrão. Quando fomos conhecer entendemos por que ele é o palco do futebol mais moderno da Inglaterra e do mundo. A arena conta com bares de autoatendimento, corredores amplos, organização tecnológica e serviços de alto padrão. O resultado foi um público mais disciplinado, menos tumulto e um cuidado maior com o espaço, como se a modernidade do estádio exigisse uma postura equivalente. Não é de hoje que se discute o quanto a Premier League se tornou um produto global e caro. Em diversos clubes tradicionais, como Arsenal, Liverpool, Chelsea e West Ham, torcedores reclamam que “os turistas tomaram o estádio”. Essa sensação, no entanto, não surgiu espontaneamente. Como explicam Joshua Robinson e Jonathan Clegg no livro A Liga , a elite proprietária dos clubes ingleses passou a preferir arenas modernas e ingressos mais caros em vez de arquibancadas populares voltadas ao torcedor tradicional. O objetivo é claro: ampliar a receita, mesmo que isso altere a identidade histórica dessas torcidas. Essa lógica também começa a ganhar força na América do Sul. Quando fomos para Buenos Aires, ouvimos relatos de torcedores de Boca Juniors e River Plate que não conseguem mais acompanhar o próprio time no estádio por causa do aumento dos preços. A reforma do Monumental, por exemplo, elevou significativamente o valor dos ingressos e, aos poucos, mudou o perfil de quem consegue frequentar os jogos. Jogo do River Plate, no Monumental. Foto: Carolina Chassot Esse assunto é bem complexo. Arenas modernas geram mais renda, proporcionam maior segurança e melhoram a experiência de quem está ali. Mas, ao mesmo tempo, afastam torcedores tradicionais, modificam a atmosfera das arquibancadas e criam barreiras econômicas difíceis de ignorar. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica.
- A HOMENAGEM DO NACIONAL PARA LUIS SUÁREZ NO GRAN PARQUE CENTRAL
Fomos ao Gran Parque Central conhecer o muro do Pistolero Local passou a ser uma atração para os visitantes. Foto: Guia Nacional Revelado pelo Nacional, o atacante uruguaio Luis Suárez tem raízes profundas no estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai. A identificação ganhou ainda mais força quando ele retornou ao clube no segundo semestre de 2022 e conquistou o título do Campeonato Uruguaio. Na nossa visita ao estádio do Bolso, uma das áreas do tour é dedicada ao muro onde está o busto do Pistolero. Inaugurado em 2024, o espaço integra o roteiro do passeio e reforça a gratidão e o impacto do artilheiro no clube que o formou. O busto traz a mensagem: Formado no Nacional, foi três vezes campeão uruguaio com nosso clube. Com mais de 550 gols oficiais, é o maior goleador da história da Seleção Uruguaia. O busto: Atrás do busto, uma pintura imensa do atacante acompanha a homenagem, junto de sua assinatura. A guia destaca que a obra se tornou uma das principais atrações para fotos dos visitantes e conosco não foi diferente. Suárez, ao agradecer a recordação, disse estar honrado por ter sua imagem vinculada a um local tão mítico para o futebol mundial. Construído em 1900, o Gran Parque Central é um dos estádios mais antigos da América Latina e foi palco de jogos da primeira Copa do Mundo.
- ESTÁDIOS DE FINAIS DE COPA DO MUNDO: QUAIS JÁ CONHECEMOS?
Fizemos o tour de alguns deles e te contamos se vale a pena Wembley, agosto de 2024. Foto: Guia tour Wembley O maior evento do futebol acontece a cada quatro anos, desde 1930, quando o Uruguai sediou a primeira edição da Copa do Mundo. De lá para cá, 20 estádios receberam uma final de Mundial de Seleções. Conhecemos alguns desses templos e aqui contamos como foi a experiência em cada um. ESTÁDIO CENTENÁRIO — MONTEVIDÉU, URUGUAI O primeiro de todos. Foi palco da final da Copa do Mundo de 1930, entre Uruguai e Argentina, quando os uruguaios se tornaram campeões do mundo. Visitamos o estádio pela primeira vez em 2022 e retornamos em 2025. O Centenário é um estádio antigo, mas que mantém o espírito raiz do futebol, recebendo apenas reformas pontuais ao longo dos anos. Inaugurado em 1930, tem capacidade aproximada para 60 mil pessoas. Estádio Centenário, outubro de 2025. Foto: Vítor Figueiró Em 1983, a FIFA declarou o Centenário como o primeiro e único Monumento Histórico do Futebol Mundial. O tour vale muito a pena pela história que envolve o local. A visita é livre, no nosso ritmo e o acesso ao gramado já basta para sentir que estamos em um lugar emblemático. O museu é bastante completo, com destaque para a história do futebol sul-americano e da seleção uruguaia. WEMBLEY — LONDRES, INGLATERRA O templo do futebol mundial. Wembley já recebeu centenas de eventos esportivos de corridas de cães à final da Copa de 1966, quando a Inglaterra conquistou seu primeiro (e único) título mundial, diante da Alemanha Ocidental. Visitamos o estádio em 2024 e foi impactante desde o primeiro momento. O estádio é lindo e transmite a grandiosidade que sua fama carrega. Embora não seja o mais moderno do mundo, o tour vale cada centavo. As visitas são guiadas, saem de hora em hora e apresentam toda a imensidão e importância do local para o país e para o futebol global. O Wembley original foi inaugurado em 1923 e atual foi inaugurado em 2007 (substituindo o antigo, demolido em 2002) e tem capacidade para 90 mil pessoas, sendo o maior estádio do Reino Unido. ESTÁDIO MONUMENTAL — BUENOS AIRES, ARGENTINA A casa do River Plate foi palco da final da Copa do Mundo de 1978, quando a Argentina venceu a Holanda e conquistou seu primeiro título mundial. Estádio Monumental, agosto de 2025. Foto: Vítor Figueiró Visitamos o Monumental pela primeira vez em 2023 e retornamos em 2025. O estádio passou por uma grande reforma recentemente, modernizando estrutura, arquibancadas e aumentando sua capacidade. Hoje o Monumental comporta cerca de 85 mil pessoas, sendo o maior estádio da América Latina. O tour é interessante por acontecer em um espaço tão importante para o esporte. Ele ocorre de hora em hora e costuma ter grupos grandes, o que deixa a visita um pouco corrida, mas ainda assim vale muito a pena. ESTÁDIO SANTIAGO BERNABÉU — MADRI, ESPANHA Um dos lugares mais importantes do futebol espanhol e europeu. Sediou a final da Copa do Mundo de 1982, entre Itália e Alemanha Ocidental, quando os italianos conquistaram o título. Inaugurado em 1947, o Bernabéu passou por sua maior transformação entre 2019 e 2024, se tornando um dos estádios mais modernos do planeta. Visitamos o estádio pela primeira vez em 2018 e voltamos em 2024. A diferença é impressionante: o que antes era um estádio tradicional e marcante, hoje é um palco moderno de futebol. O tour é caro, mas vale cada minuto, especialmente para quem gosta de ver como o futebol se reinventa. A capacidade atual fica em torno de 84 mil pessoas. A final da Copa do Mundo de 2026 vai acontecer no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.
- FAZER TOUR DE ESTÁDIO OU ASSISTIR UM JOGO: QUAL VALE MAIS A PENA?
Comparamos duas experiências únicas para quem viaja movido pelo futebol Torcida do Atlanta, em Buenos Aires. Foto: Carolina Chassot Uma das perguntas que mais recebemos é exatamente essa: o que compensa mais pagar para assistir a um jogo ou fazer o tour do estádio? E a nossa resposta, apesar de às vezes decepcionar, é bem simples: depende. Depende de várias circunstâncias, e é por isso que vamos tentar ajudar! Primeiro, é importante entender o orçamento e o destino da viagem. JOGOS Na Europa, assistir a um jogo de futebol é um programa caro, difícil de conseguir ingresso e que exige sorte e planejamento. Isso, claro, quando estamos falando de clubes grandes como Liverpool, Arsenal, Real Madrid e outros gigantes. Porém, existem excelentes alternativas : clubes da segunda e terceira divisão. Em alguns momentos do ano, principalmente inicio de temporada (Agosto e Setembro) alguns times grandes fazem promoções de ingressos para competições de menor importância, como a Carabao Cup. Foi assim que assistimos um jogo do West Ham por 10 libras. Assista ao vídeo no jogo do West Ham Em Portugal, apesar de Benfica, Sporting e Porto terem ingressos mais acessíveis do que os gigantes da Premier League, também é preciso sorte para comprar, dependendo do jogo. Na imensa maioria, o estádio lota somente com os sócios e a única opção são os sites de revenda. É uma alternativa, mas por vezes, arriscada. Jogo do Leyton Orient, em Londres. Vídeo: Vítor Figueiró. Na América Latina, assistir a um jogo costuma ser mais simples, mas não necessariamente barato na imensa maioria dos casos. Um ingresso para ver River Plate ou Boca Juniors dificilmente sai por menos de mil reais, além de precisar ser comprado com alguma antecedência. Já Argentinos Juniors, Independiente, Racing e outros clubes às vezes liberam ingressos para o público geral ou seja, depende de coincidir com a data da viagem. A dica é: se você é fã do futebol, leve o calendário de jogos em consideração na hora de marcar sua viagem. Os clubes menores, como Platense , Almagro ou Atlanta, praticamente sempre têm ingresso disponível. E a gente recomenda muito assistir a um jogo raiz em Buenos Aires. Assista aos vídeos dos jogos em Buenos Aires A estratégia é a mesma para Montevideo. Se estiver no Uruguai, é possível que para jogos menores você consiga ingressos para Nacional ou Peñarol por R$ 150 a R$ 200. No entanto, em jogos de maior procura isso se torna impossível. Por isso, uma dica é ir no estádio do Defensor . Ele fica no Parque Rodó, um ponto turístico e é possível combinar tudo junto num visual absurdo da Rambla. Vista do Estádio do Defensor, em Montevideo. Vídeo: Carolina Chassot TOURS Na Europa, os tours de estádios são muito mais fáceis de fazer. Isso, claro, nos times de maior expressão e tradição. Não precisam de antecedência absurda, têm horários amplos e evitam toda a confusão de um dia de jogo. Dependendo do clube, o ingresso do tour pode ser caro (como o Old Trafford, que chega perto de R$ 400) , mas ainda assim costuma ser bem mais barato que assistir a uma partida, especialmente da Premier League. Assista ao vídeo do tour no Old Trafford Na América Latina, nem todos os clubes oferecem tour . Por isso, observar o calendário de jogos pode ser a única maneira de conhecer aquele estádio que você deseja muito. Mas Boca Juniors, River Plate e Estudiantes têm tours bem montados e valem demais a visita. Europa: o mais vantajoso é fazer o tour do estádio, você garante conhecer templos do futebol por um preço muito mais acessível. América Latina: vale a pena tentar ir a um jogo, caso coincida com a sua viagem e haja ingressos disponíveis. É uma experiência cultural muito forte. Para quem faz questão de assistir a uma partida, fica a dica: Procure clubes menores, tanto na Europa quanto aqui na América Latina. Os jogos são legais, o acesso é mais fácil e você acaba descobrindo clubes incríveis. Foi nosso caso quando acompanhamos um jogo do Leyton Orient. E um conselho especial para Buenos Aires: vá ver o Atlanta, um clube de bairro super tradicional e encantador. Siga @temestadiotemhistoria nas redes sociais e assine nossa newsletter para não perder nenhuma dica
- TODAS AS ESTÁTUAS DOS ARREDORES DO EMIRATES STADIUM
Estádio do Arsenal conta com um museu a céu aberto no entorno; veja as imagens Arsène Wenger, o maior treinador da história do Arsenal. Foto: Vítor Figueiró Nossa passagem pelo Emirates Stadium mostrou que a história do Arsenal não está só dentro de campo. Caminhando pelos arredores da arena, encontramos seis estátuas que contam a identidade e a trajetória dos Gunners. Cada uma delas marca uma era, um ídolo e um capítulo essencial do clube. A primeira estátua que vimos foi a de Arsène Wenger , o maior treinador da história do Arsenal. Inaugurada em 2019, ela celebra o francês que comandou o clube entre 1996 e 2018, conquistando três Premier Leagues, incluindo a temporada lendária dos Invincibles em 2003/2004. Seguindo nossa caminhada do lado de fora do estádio, encontramos a estátua de Ken Friar OBE , inaugurada em 2021. Estar diante dela é entender a importância desse personagem: foram mais de 70 anos dedicados ao Arsenal, do campo aos escritórios, além de ser peça-chave na transição de Highbury para o Emirates. Veja as estátuas: A terceira estátua que vimos é uma das mais fotografadas e famosas: Thierry Henry. Homenageado desde 2014, o francês é eternizado na icônica comemoração após marcar contra o Tottenham. São 228 gols em 377 jogos. É impossível não sentir o peso da história ali. Uma das estátuas mais lindas que conhecemos. Foto: Vítor Figueiró Logo depois, encontramos a homenagem a Herbert Chapman , técnico que comandou o clube entre 1925 e 1934. A estátua, de 2011, marca o legado de um treinador que transformou o Arsenal e deixou bases que ecoam até hoje. Também passamos pela estátua de Tony Adams , capitão lendário entre 1983 e 2002. Inaugurada em 2014, ela simboliza liderança, identificação e a alma do Arsenal em seus anos de glória. No fim, antes de entrarmos para o tour, vimos a estátua de Dennis Bergkamp , inaugurada também em 2014. Ela retrata o momento inspirado no gol de cavadinha diante do Newcastle em 2002, uma obra que combina perfeitamente com a elegância do holandês que brilhou entre 1995 e 2006. Confira nosso tour no Emirates Stadium: Siga @temestadiotemhistoria em todas nossas redes sociais e assine nossa newsletter











