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- EMIRATES STADIUM: O ESTÁDIO QUE INAUGUROU A ERA DA MODERNIZAÇÃO DO FUTEBOL NA INGLATERRA
Visitamos a casa do Arsenal, que em 2006 apresentou ao país um dos estádios mais modernos da época Estádio do Arsenal foi inaugurado em 2006. Foto: Carolina Chassot Quando chegamos ao Emirates Stadium , no norte de Londres, ficamos impressionados logo de cara. O entorno é todo pensado para contar a história do clube: estátuas de ídolos, murais, grafites, e uma fachada imponente que dá a sensação de que, de fato, estamos entrando em um templo do futebol moderno. A construção da nova casa dos Gunners começou em 2004 e foi inaugurada em 2006. Naquele momento, o projeto era considerado revolucionário e marca o início de um novo capítulo para a Premier League. O Emirates seria o estádio mais moderno do país, com 60 mil lugares, 150 camarotes, conforto ampliado para os torcedores e ingressos mais caros, o que transformou o Arsenal em um dos clubes com maiores receitas de matchday do mundo. O estádio também inovou nas transmissões de TV: foram instaladas 41 posições de câmera e o Emirates passou a transmitir jogos em HDTV, algo extremamente avançado para a época. A obra custou cerca de 390 milhões de libras, financiada por empréstimos bancários, vendas antecipadas de ingressos e o acordo de naming rights com a Emirates Airlines, parceria que dura até hoje. Uma curiosidade nos chamou atenção: o clube notou também uma mudança de comportamento dos torcedores . No Highbury, era comum que centenas de cadeiras precisassem ser substituídas a cada temporada por danos causados pelo uso. Já no Emirates, na primeira década, o clube precisou substituir em média apenas três cadeiras por temporada. O Arsenal chegou à conclusão de que um ambiente mais limpo, moderno e caro acabou influenciando positivamente a forma como os torcedores utilizavam o estádio. Durante o tour, ficou claro para nós como o estádio é bem conservado, moderno e constantemente atualizado. Por ter sido o primeiro grande estádio moderno da Inglaterra, hoje ele também é o mais antigo dentro desse novo padrão, mas segue elegante e relevante graças às reformas e melhorias contínuas. O Emirates abriu caminho para outros grandes projetos não só na Inglaterra, mas em toda a Europa. Confira o tour no estádio do Arsenal
- OS ESTÁDIOS COMO REFLEXO DA CULTURA
O que descobrimos ao perceber que os estádios são tão importantes quanto monumentos e museus Estádio do Tottenham . Foto: Tottenham Uma das coisas mais legais de viajar pelo mundo e conhecer estádios é que eles nunca são apenas estádios. Cada um deles é um reflexo da cidade em que estamos, da cultura, das pessoas e também da política. Em Londres isso fica evidente logo de cara. No Craven Cottage , do Fulham, senti uma Londres antiga, tranquila, quase cinematográfica. O bairro é silencioso, cheio de casas vitorianas e moradores que caminham até o estádio como parte da rotina. Já no Tottenham Hotspur Stadium é o oposto: uma Londres moderna, global, acelerada. Trens, turistas de todo canto, restaurantes cheios e tudo em ritmo de cidade grande. VEJA OS TOURS QUE FIZEMOS NA INGLATERRA Em Portugal , a relação com os estádios é mais integrada ao dia a dia da população. O Estádio da Luz , do Benfica, funciona quase como shopping com restaurantes, escritórios e academia. As pessoas utilizam aquele espaço mesmo sem ter jogo. Quando chegamos na Argentina percebemos que a grande maioria dos estádios são utilizados como um clube mesmo, com quadras de tênis, de basquete e cantinas que funcionam todos os dias da semana. O Platense , atual campeão do Apertura, tem um espaço para os sócios do clube com diversas aulas de diferentes esportes. Percebi que visitar estádios não é só conhecer templos do futebol e sim entender como cada lugar vive, sente e organiza sua própria identidade. No fim, cada estádio é um reflexo da cidade e do bairro onde está, e caminhar por eles é uma das formas mais bonitas de conhecer os lugares que visitamos.
- CONHEÇA A MENOR ARQUIBANCADA DO MUNDO
Um microespaço que virou atração na cidade do futebol mundial Pechkam Town transformou a arquibancada numa atração. Foto: Reprodução O Peckham Town FC , clube amador do sul de Londres que disputa a 11ª divisão inglesa, colocou seu nome no radar mundial por um "pequeno" motivo. O clube ostenta a menor arquibancada de futebol do planeta. Em meio às casas, ruas estreitas e parques da região de Peckham, um bairro vibrante, multicultural e cheio de vida, está o modesto estádio Menace Arena, que conta com essa pérola do futebol alternativo. A arquibancada tem apenas 2x2 metros, acomoda 10 pessoas espremidas e fica posicionada quase na linha lateral, pertinho da bandeirinha de escanteio. É tão minúscula que, de longe, parece uma parada de ônibus. De perto, vira um convite irresistível para quem ama as camadas mais autênticas daquele futebol inglês longe dos holofotes da Premier League. O que canta uma torcida na terceira divisão da Inglaterra? E como tudo no universo do futebol londrino, a experiência é tão charmosa quanto acessível. O clube cobra simbólicas 5 libras para quem quiser assistir ao jogo dali, praticamente dentro do gramado, ouvindo o barulho dos jogadores, o apito do árbitro e até a conversa do técnico ao lado. O Peckham Town transformou um espaço minúsculo em um símbolo gigantesco de criatividade. Mais do que um “spot instagramável”, a menor arquibancada do mundo representa exatamente aquilo que faz o futebol inglês ser tão especial: a cultura local, o improviso, o carinho pelos clubes de bairro e a capacidade de transformar o pequeno em extraordinário.
- VÍDEO: COMO É ASSISTIR UM JOGO E FAZER O TOUR NO ESTÁDIO DIEGO ARMANDO MARADONA
Confira nossa vídeo completo da experiência em La Paternal Vivemos o tour e um dia de jogo na casa de "El Bicho". Foto: Vítor Figueiró Fomos até o bairro de La Paternal, em Buenos Aires , para conhecer de perto o estádio e a história do Argentinos Juniors, o clube onde nasceu um dos maiores jogadores de todos os tempos: Diego Armando Maradona. O Estádio Diego Armando Maradona é um verdadeiro santuário para quem ama futebol. Compacto, vibrante e completamente tomado pelo vermelho e branco, ele carrega a essência de um clube formador, que revelou não só Maradona, mas tantas outras estrelas que marcaram gerações. Além do nosso tradicional tour, também acompanhamos um dia de jogo e sentimos de perto a intensidade da torcida do Bicho. Agradecemos ao Argentinos Juniors pela recepção e pela oportunidade de viver esse momento tão especial. Nossa temporada na Argentina só foi possível graças a nossa parceira Flecha Bus que acredita no Tem Estádio, Tem História. Veja o vídeo: Se inscreva no canal e siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais
- LA PATERNAL: A HISTÓRICA CASA DE MARADONA EM BUENOS AIRES
Visitamos o lar onde Diego viveu no início da carreira no Argentinos Juniors e que hoje preserva a memória do maior ídolo argentino Janela do quarto que Maradona costuma saltar para tomar banho. Foto: Vítor Figueiró Quando estivemos em Buenos Aires, fomos até o bairro de La Paternal para conhecer de perto a casa onde Diego Armando Maradona morou entre 1978 e 1980, período em que despontava no Argentinos Juniors lá no começo de sua carreira. A residência fica a poucas quadras do estádio que hoje leva o nome de D10S e oferece uma experiência completamente imersiva na rotina do jovem Diego. Com a morte do ídolo em 2020 (25 de novembro) e que nesta terça-feira completa 5 anos , cada local onde o camisa 10 esteve ganhou um significado ainda mais abençoado e de devoção dos fãs argentinos. A entrada custa 15 mil pesos (cerca de 55 reais) e o visitante pode circular por todos os ambientes da casa, reconstruída para representar fielmente uma típica residência latina dos anos 1980. Móveis, objetos e a arquitetura original ajudam a criar a sensação de que o tempo não passou. Depois que a família Maradona deixou o endereço, outras duas famílias viveram ali, e o local ainda chegou a funcionar como fábrica de bolsas. Em 2008, o presidente do Argentinos Juniors comprou a propriedade e iniciou o processo de tombamento, transformando-a oficialmente em um ponto turístico maradoniano. Veja nossa review da visita: A reconstrução chama atenção logo na entrada. Em cada cômodo, há fotos de Maradona nos mesmos espaços, reforçando o clima de imersão total. Os discos preferidos de Diego, a bicicleta, os ímãs da geladeira e até a janela por onde ele pulava para tomar banho — tudo foi cuidadosamente preservado. Vale lembrar que essa própria casa fez parte do pagamento oferecido ao jogador, que já era considerado uma joia do clube. Outro detalhe marcante são as centenas de assinaturas espalhadas pelas paredes. Fãs do mundo inteiro deixam mensagens de carinho, gratidão e emoção em diferentes idiomas, tornando o ambiente ainda mais vivo. "Obrigado por fazer minha mãe feliz", escreveu um fã argentino na parede da sala da casa. No terraço, como quase sempre acontece quando se fala de Argentina e Maradona, há uma pequena capela dedicada ao 10, com destaque para uma incrível representação da “Santa Ceia do futebol” com Diego ao centro. A Casa de Maradona é daquelas visitas obrigatórias para quem ama futebol, história e cultura argentina. Confira o tour e um dia de jogo no estádio Diego Armando Maradona:
- O SANTUÁRIO DE DIEGO ARMANDO MARADONA
Visitamos o espaço dedicado ao maior ídolo argentino Santuário do Maradona. Foto: Carolina Chassot Para quem visita o estádio do Argentinos Juniors , em Buenos Aires, a parada no santuário de Diego Armando Maradona é praticamente obrigatória. Confesso que, quando fizemos o tour pelo estádio, eu sequer sabia da existência desse espaço totalmente dedicado ao ídolo. Debaixo de uma das arquibancadas da La Paternal, fica um ambiente inteiramente voltado à memória de Maradona, com fotos, camisas de vários clubes e objetos históricos. Mas quem pensa que é apenas uma exposição se engana. O local é organizado como um santuário, quase uma capela dedicada a um santo. Logo na entrada, há uma grande imagem do Maradona, e no “altar”, a figura de uma santa cercada por pertences deixados por fãs como forma de agradecimento ou pedido. O Augustín, guia do estádio, que nos acompanhou contou que "muitas pessoas vão ao santuário fazer pedidos ao 'Deus Maradona', de todo lugar do mundo." Uma menina teria pedido para passar na faculdade e, quando conseguiu, deixou uma cópia do diploma ali como agradecimento. Ele comentou sobre o pedido de um torcedor do Botafogo para que o clube fosse campeão da Libertadores em 2024. Também tem carteiras de cigarro deixadas por quem fez promessas para parar de fumar. O que mais tem são as camisas deixadas por torcedores de diferentes partes do mundo. As mais comuns são as do Argentinos Juniors, Boca Juniors e, claro, do Napoli, onde Maradona é ídolo. O santuário foi inaugurado dia 10 de dezembro de 2020, duas semanas após a morte de Maradona, como um espaço de memória e homenagem, mas rapidamente se transformou em um lugar de devoção, pedidos e promessas. Ele fica aberto de segunda a sábado, e quem cuida e mantém o local é um dos muitos afilhados de Maradona, inclusive, há uma foto do Diego batizando ele. A visita é gratuita e vale muito a pena, assim como conhecer o estádio, a casa onde o Maradona morava, que fica uns 10 minutos caminhando e todo o bairro de La Paternal. Confira o vídeo em dia de jogo e tour no estádio do Argentinos Juniors
- “FOREVER BLOWING BUBBLES”: A HISTÓRIA POR TRÁS DO HINO NÃO OFICIAL DO WEST HAM
Estivemos no London Park e acompanhamos de perto o show da torcida dos Hammers Estádio do West Ham é um dos mais lindos de Londres. Foto: Carolina Chassot Quando visitamos o London Stadium, uma das cenas mais marcantes aconteceu antes mesmo de a bola rolar. Assim que o time entrou em campo, a torcida do West Ham transformou o estádio em um coro uníssono cantando I’m Forever Blowing Bubbles, um dos rituais mais tradicionais do futebol inglês. Veja a crônica da nossa experiência no estádio. A música foi adotada pelos torcedores ainda em 1920 e, desde então, virou um hino não oficial dos Hammers. O estádio inteiro canta junto enquanto bolhas de sabão são lançadas ao ar, criando aquele clima único que só o West Ham sabe fazer. Confira nossa visita ao estádio A origem do canto também tem seu charme. Diz a lenda que tudo começou por causa de Billy Murray, jovem jogador das categorias de base que, nos anos 20, era comparado a um garoto de um anúncio de sabão em pó chamado Bubble s. Sempre que o time juvenil atuava no antigo estádio do clube, os torcedores cantavam a música para ele e o hábito acabou se espalhando por toda a torcida. Veja o momento: Estivemos no London Stadium e vimos de perto esse momento. É impossível não se arrepiar quando o estádio inteiro solta a voz. Um daqueles detalhes que fazem parte da alma do West Ham e que mostram por que cada visita a um estádio sempre rende uma boa história. Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais e se inscreva na nossa newsletter
- REVIEW ANFIELD: COMO É A VISITA A CASA DO LIVERPOOL?
Confira nossa review do tour na emblemática casa dos Reds Visita ao Anfield marcou a fase inicial do projeto. Foto: Vítor Figueiró Depois de explorarmos os estádios de Londres, tomamos um trem e marchamos rumo ao condado de Merseyside para conhecer o Anfield, em Liverpool. Confira nossa review na casa dos Redes. Entradas : As entradas no tour são 25 libras para todos os visitantes com direito ao Museu e ao Estádio. Não foi necessário fazer reserva antes e os passeios acontecem de 30 em 30 minutos. Confira os melhores horários no site. Chegada ao estádio : Nos hospedamos em um AirBnb ao lado do Anfield. Da nossa porta, era possível observar a entrada do estádio. Um lugar simples, mas bastante acolhedor. Chegamos ao bairro de Anfield de ônibus da estação da cidade. Arredores : Uma das partes mais legais da visita a Anfield são os arredores . Eles se conectam com a cultura do clube, a região e a paixão da cidade pelo futebol e pelos Reds. Vale a pena perder um bom tempo passeando pelas casas típicas britânicas e admirando os grafites nos muros. Confira o vídeo do tour: Guias : O tour no Anfield é direcionado e conduzido por um guia identificado com o clube. Mesmo não sendo naquele estilo 'freeflow', a visita acontece de maneira bem livre pelos espaços do estádio e sem pressa. Acessos : Os acessos são completos. Adentramos as principais áreas de Anfield sem proibições. O destaque fica para a parte final em The Kop, onde ficam as 'organizadas' do clube. Ali, não se tem limite de tempo e perdemos um grande período admirando o estádio e o quão fantástico era estar ali. Duração : A duração é satisfatória. Em alguns pontos, pelo ritmo, a coisa se apressa, mas é possível fazer registros em todo os espaços com calma. Museu : Liverpool é um dos maiores clubes do mundo e taças sobram no Museu. O que mais nos chamou a atenção foi a maneira como retratam o desastre árede Munique e a identificação da torcida com a equipe ao longo do anos. Uma relação que não está associada a sucesso esportivo e sim a cultura da equipe. Veja nossa review em vídeo
- PEDREIRA: UMA VISITA AO ESTÁDIO DO BRAGA
Conhecemos o Estádio do Sporting Clube de Braga, em Braga, Portugal O estádio visto de cima. Foto: Sporting Braga/ Reprodução Assim que chegamos a Portugal, fomos direto para o Porto, onde ficamos por um tempo. De lá, pegamos um trem para Braga: 5 euros ida e volta, com duração de aproximadamente 1h30. Um trajeto super tranquilo, especialmente se você for em horários alternativos, como às 14h. Chegando em Braga, fomos caminhando até o Estádio Municipal de Braga , conhecido popularmente como Estádio da Pedreira . Quem não quiser ir a pé (cerca de 40 minutos de caminhada), pode pegar um Uber, que funciona muito bem por lá. Como não conseguimos comprar ingressos pelo site, fomos pessoalmente. A bilheteria fica na lateral do estádio e aceita cartão e dinheiro e custou 11 euros por pessoa. Conseguimos vaga no tour que sairia em 15 minutos. Logo ao redor já percebemos que não se trata de um estádio convencional. Muitas lombas e pedra pelo caminho. A entrada parece mais um parque: muitas árvores, áreas abertas e construções de pedra. Uma atmosfera completamente diferente dos estádios tradicionais. Um detalhe curioso: para acessar a área principal, você passa por baixo do campo, já que ele está totalmente integrado à rocha. O tour começa pelo museu e sala de troféus. Não é grande, mas reúne conquistas de todas as modalidades do clube: futebol profissional, futsal, handebol, vôlei… tudo no mesmo espaço. Éramos apenas nós dois, uma menina russa e um casal inglês, um our super tranquilo. Depois do museu, fomos direto para o que mais esperávamos: o gramado e a enorme parede de pedra que sustenta o estádio. O Estádio da Pedreira foi inaugurado em 2003 e projetado pelo arquiteto português Eduardo Souto de Moura , em parceria com o engenheiro Rui Furtado . A construção é considerada uma das mais ousadas da história do futebol: o estádio foi escavado dentro de uma antiga pedreira, o que exigiu soluções de engenharia completamente fora do padrão. Como a rocha não é plana e o estádio precisava de sustentação, o arquiteto desenvolveu um sistema de cabos metálicos suspensos, inspirados nos antigos pontes incas e esses cabos mantêm equilibradas as duas arquibancadas, que ficam frente a frente. Em 2011, Eduardo Souto de Moura recebeu o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura, e o estádio de Braga é uma das obras que mais contribuíram para essa premiação, sendo amplamente reconhecido internacionalmente pelo design inovador. O telão também é construído diretamente sobre a rocha, reforçando a integração total do estádio com a pedra original. O resultado é tão único que o Estádio da Pedreira já foi eleito diversas vezes como um dos mais bonitos do mundo. Para chegar ao gramado, subimos dois andares de elevador. As arquibancadas, oferecem uma vista incrível, parece que estamos de fato em cima de uma pedra. O estádio tem capacidade para 30 mil pessoas. Durante o tour, visitamos o gramado, arquibancadas e a sala de imprensa. Não visitamos tantos espaços internos quanto em outros estádios, como vestiários e camarotes, mas isso nem importa: a verdadeira atração é a fusão perfeita entre arquitetura e natureza. O Estádio da Pedreira é diferente de tudo o que estamos acostumados a visitar. Não é apenas um estádio é um projeto artístico, arquitetônico e geográfico. É o tipo de lugar que torna a experiência de quem ama futebol ainda mais legal. Aconselhamos muito a visita, que é um dos tour mais baratos que tem na Europa. Veja o vídeo do tour completo do estádio
- OLD TRAFFORD: OS ITENS MAIS VALIOSOS DO MUSEU DO UNITED
Separamos as principais relíquias presentes na casa dos Red Devils Museu do Manchester United é um dos mais completos que visitamos. Foto: Carolina Chassot Quando visitamos Old Trafford e o museu do Manchester United , a sensação foi de mergulhar na história dos Red Devils. Entre relíquias, memórias e objetos que atravessaram gerações, alguns destaques nos chamaram atenção já nos primeiros passos do nosso passeio pelo Teatro dos Sonhos (leia sobre as estátuas no entorno do estádio). CD da Tríplice Coroa de 1999 Em uma das vitrines, encontramos a edição especial do CD Lift It High (All About Belief), lançado na campanha histórica em que o United venceu Premier League, FA Cup e Champions League. Um detalhe que nos fez voltar para olhar de novo: Beckham, Scholes, Schmeichel e Giggs aparecem como vocalistas. Camisas do lendário trio The Trinity O museu dedica um espaço especial às camisas originais usadas por Bobby Charlton, George Best e Denis Law. Ver cada peça acompanhada do registro do jogo em que foi usada reforça o peso desse trio que marcou uma era no futebol europeu e que segue gigante na memória do clube. Assentos antigos de Old Trafford Também chamaram nossa atenção os primeiros assentos instalados no estádio, ainda nos anos 1960. Hoje protegidos por acrílico, carregam aquela mistura de simplicidade e história que faz a gente imaginar como era acompanhar um jogo no início da transformação do lugar no famoso Teatro dos Sonhos. Veja os itens: Tecidos das camisas ao longo das décadas Um dos pontos mais curiosos da visita foi poder tocar nos tecidos usados pelo United ao longo do tempo. Da lã pesada dos primeiros uniformes aos materiais tecnológicos atuais, é uma forma muito direta e divertida de sentir a evolução do clube e do próprio futebol. Espaço dedicado à tragédia de Munique (1958) Entre os ambientes mais marcantes, o espaço que lembra a tragédia de Munique é sem dúvida o mais silencioso e respeitoso. Jornais originais da época relembram o acidente que vitimou 23 integrantes da delegação. Foi um momento de pausa importante para entender como aquele episódio moldou o Manchester United dali em diante. No fim da visita, tivemos a sensação de atravessar décadas de emoção, conquistas e cicatrizes que ajudaram a construir a identidade do clube. O museu transforma história em experiência e é uma parada obrigatória para qualquer apaixonado por futebol. Confira nosso tour completo no Old Trafford: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- PARC DES PRINCES: O LUGAR QUE ERA USADO PELA REALEZA
O estádio do PSG foi inaugurado em 1897 Entrada principal do Parc Des Princes. Foto: Carolina Chassot O Parc des Princes , como é chamado originalmente, passou a ser utilizado pelos parisienses a partir de 1897 . Sua primeira função foi de um velódromo a céu aberto, que mais tarde chegou a receber etapas da prestigia competição de ciclismo, Tour de France. Ao longo das décadas, foi demolido e reconstruído diversas vezes, até que, nos anos 1960, surgiu o plano de transformar ele em um estádio moderno. Por iniciativa do então presidente da França, Georges Pompidou, e do ministro dos Esportes, Maurice Herzog, foi lançado o projeto de renovação em parceria com o arquiteto Roger Taillibert. As obras duraram anos, e o novo Parc des Princes foi finalmente inaugurado em 1972. O Paris Saint-Germain adotou o estádio como sua casa definitiva em 1974 , por meio de um contrato de aluguel com a prefeitura, relação que permanece até hoje. A partir daí, o estádio passou por várias adaptações, mas a grande transformação aconteceu em 2011 , quando a Qatar Sports Investments assumiu o controle do clube. Entre 2013 e 2016, o Parc recebeu investimentos pesados em modernização, com novos camarotes, assentos e diversas áreas completamente renovadas. Fizemos o tour e podemos afirmar: é um dos estádios mais bonitos que já visitamos. Dos camarotes às arquibancadas, tudo é moderno, elegante e extremamente bem cuidado. Veja o vídeo do tour Mas por que o estádio tem esse nome? Durante a visita ao maior palco do futebol francês, entendemos a origem do nome que remete diretamente à sua história. Antes de se tornar espaço para eventos esportivos, o terreno onde o estádio está construído pertencia à família real e usado séculos atrás como área de caça para reis e príncipes. A região recebeu o nome “Parc des Princes” por fazer referência a duas denominações históricas do local: a “Route des Princes” (Estrada dos Príncipes), que levava ao terreno, e a “Porte des Princes” (Porta dos Príncipes), uma das antigas entradas da área e hoje, inclusive, uma das entradas do estádio. Assim, o nome é uma homenagem direta à nobreza que frequentava a região, preservando a memória de um espaço que foi, literalmente, território real antes de se tornar o maior palco de futebol do país.
- REVIEW EMIRATES STADIUM: COMO É A VISITA AO ESTÁDIO DO ARSENAL?
Confira nossa review do tour na casa dos Gunners em Londres Acessamos todos espaços com bastante liberdade. Foto: Carolina Chassot Chegou a vez de irmos ao norte de Londres conhecer o Emirates Stadium , a casa do Arsenal, e avaliar o tour dos Gunners . O clube inglês se mudou para o local em 2006 após deixar o tradicional estádio de Highbury. Confira nossa review. Entradas : As entradas no Emirates Stadium custam 32 libras. O valor é alto se comparado a outros tours que já fizemos. Não é preciso reservar online, já que a compra é feita diretamente na loja do clube , comentou. Chegada ao estádio: É repetitivo quando se trata de Londres, mas a chegada foi bem tranquila. Uma estação de metrô e já estávamos no bairro. O Holloway, nome do bairro, é bonito e tipicamente britânico. Vale explorar as ruas paralelas ao estádio, afirmou. Arredores : O Emirates Stadium tem os arredores mais interessantes que já visitamos. Mesmo que a ideia não seja fazer o tour, vale muito a visita. Ele conta com estátuas de Wenger e Henry, por exemplo, e no entorno do estádio a história do clube vai sendo contada, avaliou. Confira o vídeo do tour: Guias : O estilo do tour é FreeFlow. Você recebe audiobooks — tem em português — e vai conhecendo os espaços do estádio. Os áudios acompanham todos os nossos passos no Emirates. Assim, a cada espaço, vamos sendo informados. Fica faltando aquela identificação de torcedores que temos quando há guias, comentou. Acessos : Conhecemos todos os lindos espaços do Emirates. Destaco a parte do restaurante mais sofisticado, acessado pelo elevador, e a área de imprensa, toda modulada com jornais nas paredes, disse. Duração : Como nós coordenamos o ritmo, a duração depende da gente. Deu para fazer tudo bem tranquilo e sem pressa. Isso é positivo, reforçou. Museu : O Museu do Arsenal fica em um anexo ao lado do estádio. Não é muito grande, mas tem alguns itens bem bacanas, como relíquias do antigo estádio de Highbury. A visita ao museu é dispensável, concluiu. Galeria da visita: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!











