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- A EXPERIÊNCIA DE VER UM JOGO DO WEST HAM
Com ingressos a 10 libras, fomos ao Estádio Olímpico de Londres e nos deparamos com um clima quase silencioso durante os 90 minutos O estádio recebeu mais de 50 mil pessoas. Foto: Carolina Chassot Assistir a um jogo de futebol na Inglaterra não é um programa nada barato. Ingressos para partidas que não são tão importantes começam por volta de R$ 600, quando ainda há disponibilidade. Os mais disputados, então, é melhor nem tentar… (a não ser que você seja rico). Estávamos em Londres bem no início da temporada europeia, que começa no final de agosto e início de setembro. E, como é comum nessa época, jogos de começo de temporada costumam ter público menor, especialmente em competições menos relevantes. Foi o caso da Carabao Cup, em que o West Ham fez uma promoção de 10 libras no ingresso, aberto para todo o público. Claro que a gente não podia perder essa oportunidade. Já havíamos assistido a um jogo do Leyton Orien t, da terceira divisão, mas queríamos ver de perto um time da Premier League. Chegamos ao Estádio Olímpico de Londres , casa do West Ham, com 1h30 de antecedência para entender melhor como funcionava a entrada. O acesso ao estádio foi fácil: pegamos duas linhas de metrô e logo estávamos lá. A entrada é feita por QR Code , e as catracas são bem estreitas, lembrando modelos mais antigos. Os torcedores foram chegando aos poucos. A área onde ficamos não estava muito cheia, mas o estádio, no total, recebeu mais de 50 mil pessoas , incluindo a torcida adversária. Antes do jogo começar, o West Ham mantém uma tradição encantadora: o estádio se enche de bolhas de sabão, enquanto a torcida canta “I’m Forever Blowing Bubbles”. É emocionante ver e ouvir. Entrada do time com as bolhas. Vídeo: Carolina Chassot E é isso. Durante o jogo, o estádio fica praticamente em silêncio . Muitos torcedores reclamam, pedem para o time jogar melhor, mas não têm cantos, bateria, banda ou algo parecido. Quando alguém faz uma boa jogada, eles aplaudem e nada mais. O gol do West Ham demorou para sair. Só no segundo tempo os Hammers marcaram e garantiram a classificação. Nesse momento aconteceu um pouco mais de baralhos e aplausos, mas logo depois voltou o silêncio. Para nós, que estamos acostumados com as torcidas da América Latina( barra bravas, organizadas, cantos os 90 minutos), a experiência foi completamente diferente. É diferente. Mas é a maneira deles torcerem. Curiosamente, nossa experiência com o Leyton Orient foi um pouco distinta, ali, os torcedores cantavam mais, vibravam mais. Já no West Ham, a torcida é muito mais contida. Assista ao vídeo do dia do jogo:
- O HISTÓRICO PORTÃO DO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE
Conhecemos um símbolo vivo da história do Sporting Portão cumpre sua função por mais de 60 anos. Foto: Vítor Figueiró O Estádio José Alvalade guarda muitas histórias, mas poucas são tão emblemáticas quanto o Portão 10-A. Durante a nossa visita à casa do Sporting , conhecemos de perto esse elemento incomum que atravessou gerações e se tornou um dos pontos altos do tour na casa dos Leões. Mesmo após a construção do novo José Alvalade, o clube decidiu preservar o portão de ferro inaugurado em 1956. Por mais de 60 anos, ele cumpriu a mesma função: ser a entrada de presidentes, treinadores e jogadores rumo aos vestiários. Durante a visita, a guia destacou o peso simbólico do 10-A. Por ali passaram nomes que marcaram o Sporting e o futebol mundial. Cristiano Ronaldo cruzou aquele portão antes de encantar a Europa. Figo também. E até o Rei Pelé esteve no local em uma das visitas históricas ao clube. Veja o vídeo: O portão é visto logo no começo do tour. Vídeo: Vítor Figueiró Ao longo dos anos, o Portão 10-A se consolidou como parte da cultura leonina. Depois das partidas, torcedores esperavam ali para encontrar os jogadores — seja para celebrar vitórias, seja para cobrar em dias de derrota. O espaço funcionava como uma espécie de termômetro da relação entre equipa e adeptos. Durante um tempo, o Sporting deixou o portão exposto do lado de fora do novo estádio. Mas, em 2012, ele voltou para o interior do José Alvalade, reassumindo seu papel original e mantendo viva a conexão emocional com a história do clube. Confira nossa visita completa ao estádio José Alvalade: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- O QUE A TORCIDA DE UM TIME DA 3ª DIVISÃO DA INGLATERRA CANTA NA ARQUIBANCADA?
Estivemos no estádio do Leyton Orient para ver um duelo da Copa da Liga Inglesa Para variar, mais um pé quente. Foto: Vítor Figueiró Quando chegamos na Inglaterra nossa intenção era clara: precisamos ver um jogo ao vivo. Diante das altas cifras dos duelos da Premier League, precisamos "improvisar" e valeu muito a pena. Acompanhamos de perto a atmosfera do Gaughan Group Stadium , a casa do Leyton Orient na zona leste de Londres. Além de ver o peculiar estádio cercado por prédios, a ideia era entender como torcem os britânicos quando o assunto é um clube tradicional, de bairro, daqueles que respiram futebol raiz. O jogo era eliminatório pela Copa da Liga Inglesa, a famosa Carabao Cup , e o Leyton Orient abriu o placar logo no primeiro minuto. O gol acendeu a arquibancada. Veio o primeiro canto, “You gonna cry in a minute”, uma provocação direta ao Newport County, que mal tinha conseguido oferecer resistência. Chamava atenção a presença de crianças acompanhando cada refrão, criando um ambiente familiar e, ao mesmo tempo, muito apaixonado. Confira as músicas: Por longos minutos, o estádio virou um coro contínuo de “Orient, Orient, Orient” e “Let’s go O’s” , apelido histórico do clube. Com o placar encaminhado, sobrou até para rivais da região. “We hate the West Ham more than you” ecoou na reta final, assim como provocações ao Millwall e à própria EFL, organizadora da competição. Quando a goleada já estava consolidada, surgiu uma das músicas mais curiosas da tarde: “You have a long way to Newport, it’s a long way to go” , lembrando a longa viagem que os visitantes fariam de volta ao País de Gales. A letra é inspirada em uma canção tradicional de 1912, de Jack Judge, muito popular no Reino Unido. O Leyton Orient leva tão a sério sua identidade sonora que já lançou até um CD com cantos da torcida, um verdadeiro patrimônio cultural do clube. Veja como foi nossa experiência no Gaughan Group Stadium: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- A EMOÇÃO DE VER UM JOGO NO MONUMENTAL DE NÚÑEZ
Foram 80 mil pessoas no estádio do River Plate Monumental de Nuñez lotado em dia de chuva. Foto: Carolina Chassot As torcidas argentinas sempre foram conhecidas pela festa que fazem dentro de seus estádios e, claro, com um dos maiores clubes do país não seria diferente. Durante nossa estadia na Argentina, tivemos a sorte de assistir a um jogo no maior estádio da América Latina , o Monumental de Núñez , casa do River Plate. Conseguimos os ingressos graças à minha amiga Anita Caicedo, porque, caso contrário, teríamos que desembolsar mais de mil reais, considerando os preços para assistir a partidas na Argentina . No dia do jogo, chovia muito. A chuva começou de manhã e não deu trégua nem à noite. Fomos de Uber até praticamente a porta do estádio e, logo na entrada, já dava pra sentir o clima: centenas de torcedores, molhados, mas empolgados. Como na Argentina cerca de 90% dos jogos são com torcida única, o ambiente era tranquilo e familiar. Não vimos brigas nem confusão. A entrada no estádio é simples: o acesso é feito por reconhecimento facial, cadastrado previamente por link. Um sistema muito parecido com o que usamos no Brasil para partidas da Série A. Chegamos cerca de 1h30 antes do jogo. O estádio ainda estava longe de estar cheio. Já havíamos visitado o Monumental em 2023, após a grande reforma que aumentou a capacidade para mais de 85 mil pessoas e, por um momento, achei que, por causa da chuva, não teríamos casa cheia. Nós dois completamente molhados da chuva, porém felizes. Foto: Carolina Chassot Engano meu. Quando começou o jogo o estádio estava com mais de 80 mil vozes cantando em alto e bom som. A sensação era indescritível: felicidade, emoção e aquele pensamento de “não acredito que estou aqui”. Eu não conseguia parar de sorrir, e o Vítor também não. A gente sempre via vídeos da torcida do River nas redes sociais, mas estar ali, sentindo tudo ao vivo, foi como realizar um sonho da Carol e do Vítor de 15 anos. Cada nova música que a barra puxava, o estádio inteiro acompanhava. Foram poucas as vezes em que vi uma torcida cantar literalmente os 90 minutos e até no intervalo. Algo parecido aconteceu também no jogo do Racing. Ao final, o River Plate venceu por 2 a 0, e a festa só aumentou. O Monumental, por ser um estádio muito procurado por turistas, é em si um espetáculo, mas o verdadeiro show vem das arquibancadas. Fiquei encantada ao ver que, em um domingo à noite, às 20h, com chuva o dia todo, mais de 80 mil torcedores estavam ali, cantando e celebrando como se fosse uma final. Um espetáculo que só o futebol argentino é capaz de oferecer. Torcida do River Plate durante o jogo. Vídeo: Carolina Chassot
- QUANTO CUSTA ASSISTIR UM JOGO DE FUTEBOL NA CIDADE DE BUENOS AIRES EM 2025?
Clubes da capital Argentina são atração para turistas; confira valores Festa no estádio El Fortín . Foto: Carolina Chassot A atmosfera das arquibancadas argentinas é um espetáculo à parte. Cânticos, bandeiras e uma energia que contagia qualquer visitante transformam cada jogo em uma experiência única. Mas afinal, quanto custa viver tudo isso de perto na cidade de Buenos Aires? Assistir a uma partida de Boca Juniors ou River Plate é um sonho para muitos, mas o ingresso exige bolso preparado. Os preços passam facilmente dos R$1.000. O acesso é exclusivo para sócios, e a grande procura por parte de turistas faz com que não existam bilheterias abertas nos dias de jogo. A alternativa mais segura é comprar por revendas oficiais ou agências de turismo. Alguns torcedores até vendem ingressos, mas o risco é alto e o valor, ainda maior. Se for investir, prefira uma agência confiável e evite cambistas. Confira o vídeo Clubes como Racing e Independiente também priorizam seus associados, mas às vezes abrem bilheteria ao público geral, com entradas em torno de R$300. Em estádios de San Lorenzo e Vélez Sarsfield , os ingressos costumam variar entre R$200 e R$300 nos jogos de menor procura. Entre os mais acessíveis está o Huracán , que vende ingresso no site oficial por cerca de R$150. E pra quem busca uma experiência completa, o Argentinos Juniors oferece o Matchday Experience, que inclui ingresso, visita ao museu e até a chance de entrar em campo depois do jogo, tudo por volta de R$500. Ir a um jogo na Argentina vai muito além do futebol. É mergulhar na cultura, na festa e na paixão de um país que vive o esporte como poucos. Resumo dos preços: Boca Juniors e River Plate: acima de R$1.000 (exclusivos para sócios, geralmente via agências). Racing e Independiente: cerca de R$300 (eventualmente com bilheteria aberta ao público). San Lorenzo e Vélez Sarsfield: entre R$200 e R$300 (dependendo da procura). Huracán: em torno de R$150 (venda no site oficial). Argentinos Juniors – Matchday Experience: cerca de R$500 (inclui ingresso, museu e experiência em campo). Veja nossa experiência no El Cilindro
- AUDIÊNCIA DO FUTEBOL FEMININO NA EUROPA E O ABISMO DA AMÉRICA LATINA
Eurocopa Feminina levou mais de 657 mil pessoas aos estádios enquanto a Copa América Feminina registrou menos de 24 mil torcedores na grande decisão Foto: UEFA via Getty Images A Europa deu um salto visível no futebol feminino em 2025. A UEFA Women’s EURO 2025, realizada na Suíça entre 2 e 27 de julho, reuniu 657.291 espectadores nos estádios , superando amplamente o recorde anterior de 574.875 da edição de 2022. Só na fase de grupos, as primeiras 24 partidas levaram 461.582 pessoas, um crescimento de cerca de 25% em relação à mesma etapa de 2022. Esses números refletem não apenas uma competição bem organizada, mas também o crescente apelo de público: jogos com casa cheia, vendas antecipadas e maior visibilidade internacional. Enquanto isso, na América Latina, a realidade do maior torneio do continente foi bem diferente. Na Copa América Feminina 2025, sediada no Equador entre 11 de julho e 2 de agosto, os e stádios ficaram visivelmente vazios, e a venda de ingressos começou poucos dias antes do início da competição , um retrato claro da falta de planejamento e de valorização. A diferença é explicada, em grande parte, pela forma como o futebol feminino é tratado. Na Europa, clubes e federações passaram a enxergá-lo como um produto comercial e cultural, e não apenas como o cumprimento de uma exigência regulamentar. O Everton Women, por exemplo, passou a mandar seus jogos no Goodison Park, um estádio histórico, tradicional e com forte apelo emocional. É um gesto que representa investimento, confiança de mercado e profissionalização. Já na América Latina, muitos clubes mantêm equipes femininas apenas para cumprir regulamentos , sem estratégia de público, marketing ou receita e, muitas vezes, com estruturas mínimas para treino e jogo. Foto: FC Bayer Women/ Alexandra Beier Na Frauen-Bundesliga, da Alemanha, a temporada 2025/26 começou já entrando para a história: 57.762 torcedores assistiram ao duelo entre Bayern München Frauen e Bayer Leverkusen Women, quebrando o recorde de público para um jogo de clubes do futebol feminino alemão. No Brasil, o Campeonato Brasileiro Feminino segue sendo mal divulgado , tanto pela CBF quanto pelos próprios clubes, o que naturalmente resulta em baixa renda e pouco público. Mesmo com avanços pontuais em bilheteria e transmissões, o campeonato ainda precisa de uma estratégia sólida de engajamento e valorização. Para mudar esse cenário na América Latina, não bastam boas intenções. São necessários investimentos reais em estádios, operação, comunicação e posicionamento de mercado. O futebol feminino precisa ser tratado como um time para torcer, um produto para consumir e uma plataforma para marcas e mídias e não apenas como um “check” obrigatório para disputar a Série A.
- A TORCIDA QUE ESPEROU 120 ANOS PARA COMEMORAR UM TÍTULO
O Platense, tradicional time argentino, conquistou seu primeiro título em 2025 Telão no estádio do Platense antes do início da partida / Foto: Carolina Chassot Você provavelmente viu o vídeo que emocionou o mundo: uma senhora chorando ao ver o jornal com a capa que estampava o seu time campeão. Mas, para entender toda essa emoção, precisamos voltar a 1905, ano de fundação do Club Atlético Platense. Como acontecia com muitos clubes da época, não só na América Latina, mas em todo o mundo, um grupo de jovens decidiu criar sua própria equipe de futebol. Assim, no bairro da Recoleta, nasceu o clube que mais tarde ganharia o apelido de “Calamar”. O nome Platense faz referência à região do Rio da Prata, e as cores originais (vermelho e preto) foram substituídas por branco e marrom em homenagem ao Stud Platense , dono de um cavalo de corrida que ajudou a financiar os primeiros passos do time. Nós e o Santiago Luppi, Diretor de Marketing do Platense / Foto: Carolina Chassot Até 1931, o clube disputou os campeonatos amadores, como todos os demais da época, já que foi naquele ano que o futebol argentino se profissionalizou. Em 1976, o Platense conquistou o título da Primeira B, mas essa conquista não é considerada oficialmente pelo clube. Foi o que nos contou Santiago Luppi, diretor de marketing do Platense, quando visitamos o estádio para o tour. A virada do século marcou um período difícil. Em 1999, o clube caiu para a segunda divisão e, em 2000, acabou rebaixado para a terceira. Só em 2018 conseguiu retornar à segunda divisão e, em 31 de janeiro de 2021, finalmente voltou à elite do futebol argentino após 22 anos de ausência. E então veio o ano mágico: 2025. No dia 1º de junho, o Platense viveu o maior momento da sua história ao vencer o Torneo Apertura 2025 , derrotando o Huracán por 1 a 0 e conquistando o primeiro título da Primera División. Além da taça inédita, o clube garantiu vaga em sua primeira Copa Libertadores. Nessa campanha de 2025 o Platense ganhou de diversos campeões como Racing, River Plate e San Lorenzo, até chegar na final. A festa do título foi indescritível. Para os torcedores que acompanharam o time em todas as fases,foi o fechamento de um ciclo de 120 anos de espera. Tivemos a chance de assistir a um jogo no Estadio Ciudad de Vicente López, e é impossível não notar o quanto essa torcida é apaixonada: eles cantam, vibram e empurram o time do início ao fim. Uma experiência inesquecível para quem ama futebol. Confira o tour que fizemos no estádio
- O PRÊMIO LENDÁRIO QUE VOCÊ SÓ ENCONTRA NO MUSEU DO REAL MADRID
Tesouro raro do futebol mundial está exposto no Santiago Bernabéu O reformado Santiago Bernabéu. Foto: Divulgação / Real Madrid O Real Madrid, maior clube do mundo, guarda em seu museu no Santiago Bernabéu um prêmio que não existe em nenhum outro lugar. Entre troféus e memórias históricas, está a Super Bola de Ouro, entregue em 1989 a Alfredo Di Stéfano, ídolo máximo do clube e um dos maiores jogadores da história do futebol. Di Stéfano foi o único vencedor dessa premiação, criada pela France Football para eleger o melhor jogador dos 30 anos anteriores. O espanhol superou nomes como Johan Cruyff e Michel Platini, tornando o feito ainda mais simbólico. Por serem sul-americanos, Maradona e Pelé não foram considerados pois a revista restringia os troféus aos europeus. A Super Bola de Ouro: Troféu é único e tem destaque no tour. Foto: Vítor Figueiró Com formato singular, o troféu ocupa o centro da área dedicada às Bolas de Ouro do museu merengue — um destaque à altura de quem marcou para sempre a história do Real Madrid. Números de Alfredo Di Stéfano pelo Real Madrid Jogos oficiais: 510 Gols marcados: 418 Títulos conquistados: 5 Taças dos Campeões 1 Taça Intercontinental 2 Taças Latinas 1 Mini-Copa do Mundo 8 Campeonatos Espanhóis 1 Copa de España Troféus Pichichi: 5 vezes (1953/54, 1955/56, 1956/57, 1957/58 e 1958/59) Confira o vídeo do tour no Santiago Bernabéu
- REVIEW TOUR CRAVEN COTTAGE: OS DETALHES DA VISITA AO ESTÁDIO DO FULHAM
Conhecemos o estádio mais antigo de Londres e um dos mais tradicionais do mundo; confira a review Casa é mantida desde a inauguração. Foto: Vítor Figueiró A expectativa era grande para conhecer o tour do Craven Cottage, estádio do Fulham e o mais antigo de Londres. Localizado às margens do Rio Tâmisa e com o aspecto tradicional mantido desde sua inauguração em 1896, a visita ao Craven Cottage é parada obrigatória para fãs de futebol que viajam à Inglaterra. Leia sobre a história do nome do estádio Entradas : O tour no Craven Cottage não exige reserva antecipada. Compramos o ingresso na hora, diretamente na loja do clube, e em seguida já iniciamos a visita. A entrada custa 20 libras — um valor bem mais acessível em comparação com outros gigantes da Europa. Chegada ao estádio : Em Londres, a locomoção é sempre fácil, e por isso as avaliações acabam sendo parecidas. Para chegar ao Craven Cottage, utilizamos um ônibus saindo do local onde estávamos hospedados, em Notting Hill. Arredores : Com o acréscimo do rio ao lado e as casas típicas britânicas nos arredores, o Craven Cottage é diferente da imensa maioria dos estádios do mundo. Ele se integra ao bairro e à paisagem local, e é impossível não tirar várias fotos da área externa. Confira o vídeo do tour Guias : O Fulham conta com guias que são torcedores do clube. Em uma dinâmica divertida e em dupla, eles conduzem o passeio com bom humor, paixão e conhecimento de causa — o que torna a experiência ainda mais agradável. Acessos : Visitamos todos os espaços e tivemos uma longa caminhada ao redor do campo. O vestiário dos visitantes, considerado um dos menores do futebol inglês e localizado dentro da casa tradicional mantida desde a inauguração, é uma atração à parte. Duração : A visita dura aproximadamente uma hora, em um ritmo tranquilo e bem organizado. Museu : O Fulham não possui um museu, mas conta a história do clube por meio de imagens nas paredes e algumas prateleiras com itens de recordação. Entre eles, há uma lembrança da visita do Rei do Futebol, que chegou a ser olheiro do clube.
- OS CAMPEÕES INÉDITOS DO FUTEBOL ARGENTINO DE MALAS PRONTAS PARA A LIBERTADORES DA AMÉRICA
Modestos Platense e Independiente Rivadavia se preparam para disputar a maior competição do continente Recheado de times na primeira divisão e, por muitas vezes, criticado pela desorganização, o futebol argentino tem se caracterizado nos últimos anos por reservar surpresas e histórias inéditas em seus campeões - “acá, todos pueden ilusionarse” . Com formatos que privilegiam os traiçoeiros confrontos de mata-mata, o Campeonato Argentino e a Copa Argentina registram dois azarões como campeões na temporada de 2025. Foto: Reprodução / Club Sportivo Independiente Rivadavia O mais recente foi o Independiente Rivadavia, que superou o Argentinos Juniors numa final emocionante, decidida nos pênaltis, no estádio Juan Domingo Perón, em Córdoba, e levantou a primeira taça de sua centenária história. Fundada em 1913, a equipe de Mendoza por anos disputou apenas a liga regional, sempre nas sombras do Godoy Cruz, maior clube da região, e teve pouco ou quase nenhum destaque no futebol argentino ao longo do tempo. Em 2024, “La Lepra” disputou a primeira divisão do futebol argentino pela primeira vez após conquistar o acesso em 2023. O principal feito, no entanto, estava reservado para 2025. Na Copa Argentina, onde clubes de todo o país se enfrentam, o Independiente Rivadavia sagrou-se campeão deixando pelo caminho o gigante River Plate na semifinal, além de superar o Argentinos Juniors, clube de Maradona, na grande decisão. Agora, além do título, a equipe se prepara para jogar a Copa Libertadores da América na próxima temporada e ser mais uma a desafiar a hegemonia brasileira. CALAMAR ENDOSSA CAMPEÕES INÉDITOS No primeiro semestre foi a vez do Platense chocar o democrático futebol argentino. O Calamar, como é conhecido o clube da cidade de Vicente López (veja vídeo do Tem Estádio, Tem História lá), conquistou seu primeiro título na história depois de 120 anos, numa campanha épica. Foto: Divulgação / Platense Sem grandes investimentos, o Platense deixou pelo caminho Racing, River Plate e San Lorenzo antes de bater o Huracán na final em Santiago del Estero e coroar um recomeço na história da equipe. Depois de amargar diversos anos na segunda divisão, o Calamar retornou à elite em 2021 e passou por um processo de reestruturação administrativa e financeira. O clube investiu em melhorias no estádio, em jogadores das categorias de base e numa aproximação ainda maior com os torcedores da região. A receita deu certo. Agora, o Platense projeta ampliar as reformas no estádio Ciudad Vicente López, como gramado e iluminação, para, quem sabe, receber algum gigante do continente no próximo ano pela Libertadores.
- MILAN E INTERNAZIONALE: OS PLANOS PARA UM NOVO ESTÁDIO E A DEMOLIÇÃO DO SAN SIRO
Rivais tradicionais de Milão vão custear juntos a construção de uma nova e moderna arena na região do histórico estádio Foto: Divulgação / Inter O San Siro está com os dias contados. Milan e Inter de Milão acertaram, na última quarta-feira (05/11), a compra do histórico estádio da cidade, que pertencia às autoridades municipais e era utilizado pelos gigantes desde 1926, por 226 milhões de dólares. A aquisição junto à Câmara Municipal de Milão faz parte de um plano dos dois clubes para construírem uma nova arena, mais moderna e com capacidade para 71.500 torcedores. "A construção do novo estádio e o projeto de regeneração urbana da área de San Siro representam um novo capítulo para a cidade de Milão e para ambos os clubes", diz trecho do comunicado emitido pelos rivais. Atualmente, o San Siro é o maior estádio da Itália, com capacidade para 76.000 torcedores. Apesar de sua imponência e da “aura” de templo do futebol, a Catedral do futebol italiano foi ficando para trás no quesito modernidade. A última reforma emblemática aconteceu em 1990. Desde então, o San Siro ficou cada vez mais defasado em relação aos principais estádios do futebol europeu. Com a compra, a intenção é que a demolição comece a partir de julho de 2026. Apenas um setor do segundo anel será mantido como forma de lembrança do templo. A nova arena será construída ao lado de onde hoje está o San Siro. A expectativa é que o novo estádio esteja pronto em 2031 e seja utilizado na Eurocopa de 2032, que será co-sediada por Itália e Turquia.
- 5 ESTÁDIOS HISTÓRICOS QUE FORAM DEMOLIDOS NA EUROPA
Confira a lista com templos do futebol mundial que deram lugar a novas arenas Templo histórico do futebol mundial, o San Siro será demolido a partir do segundo semestre de 2026 para a construção de um novo estádio que abrigará Internazionale e Milan. A decisão de derrubar o maior estádio da Itália gerou grande comoção entre os fãs de futebol. Por isso, relembramos cinco estádios históricos que também foram destruídos na Europa. Confira o ranking: Estádio das Antas - (1952 até 2001) Porto jogou no estádio por 66 anos. Foto: Divulgação / Porto Antiga casa do Futebol Clube do Porto, começou a ser demolido em 2001, após o clube aprovar a construção do Estádio do Dragão, sua atual sede desde 2004. No Estádio das Antas, o Porto atuou por 52 anos. White Hart Lane - (1899 até 2017) Estádio foi demolido depois de 118. Foto: Divulgação / Tottenham A tradicional casa do Tottenham começou a ser demolida em 2017 para dar lugar ao Tottenham Hotspur Stadium, uma das arenas mais modernas da Europa e atual lar dos Spurs. O novo estádio foi erguido ao lado de onde ficava o White Hart Lane, palco do clube por 118 anos. Stadio delle Alpi - (1990 até 2008) Estádio era uma tradição de Turim. Foto: Divulgação / Juventus O antigo estádio da Juventus foi demolido em 2009, dando espaço ao atual Allianz Stadium, moderna casa da Velha Senhora. Com a mudança, a Juventus se tornou o primeiro clube da Itália a ter um estádio próprio. Highbury Stadium - (1913 até 2006) Local hoje é um complexo de apartamentos. Foto: Divulgação / Arsenal Antigo estádio onde o Arsenal mandava seus jogos até 2006, o Highbury não foi completamente demolido, mas reformado para abrigar mais de 600 apartamentos. Os Gunners jogaram por 93 anos no local antes da mudança para o Emirates Stadium. Vicente Calderón - (1996 até 2017) Estádio ficava próximo ao aeroporto da cidade. Foto: Divulgação / Atlético de Madrid O Atlético de Madrid também se despediu de sua casa histórica. O tradicional Vicente Calderón teve a demolição concluída em 2020. Desde 2017, o clube manda seus jogos no reformado Estádio Metropolitano, após 59 anos atuando no Calderón.











