41 ESTÁDIOS • 21 CIDADES • 6 PAÍSES • VÍDEO NOVO NO YOUTUBE: TOUR NO ESTÁDIO DO ALMAGRO
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- PEDREIRA: UMA VISITA AO ESTÁDIO DO BRAGA
Conhecemos o Estádio do Sporting Clube de Braga, em Braga, Portugal O estádio visto de cima. Foto: Sporting Braga/ Reprodução Assim que chegamos a Portugal, fomos direto para o Porto, onde ficamos por um tempo. De lá, pegamos um trem para Braga: 5 euros ida e volta, com duração de aproximadamente 1h30. Um trajeto super tranquilo, especialmente se você for em horários alternativos, como às 14h. Chegando em Braga, fomos caminhando até o Estádio Municipal de Braga , conhecido popularmente como Estádio da Pedreira . Quem não quiser ir a pé (cerca de 40 minutos de caminhada), pode pegar um Uber, que funciona muito bem por lá. Como não conseguimos comprar ingressos pelo site, fomos pessoalmente. A bilheteria fica na lateral do estádio e aceita cartão e dinheiro e custou 11 euros por pessoa. Conseguimos vaga no tour que sairia em 15 minutos. Logo ao redor já percebemos que não se trata de um estádio convencional. Muitas lombas e pedra pelo caminho. A entrada parece mais um parque: muitas árvores, áreas abertas e construções de pedra. Uma atmosfera completamente diferente dos estádios tradicionais. Um detalhe curioso: para acessar a área principal, você passa por baixo do campo, já que ele está totalmente integrado à rocha. O tour começa pelo museu e sala de troféus. Não é grande, mas reúne conquistas de todas as modalidades do clube: futebol profissional, futsal, handebol, vôlei… tudo no mesmo espaço. Éramos apenas nós dois, uma menina russa e um casal inglês, um our super tranquilo. Depois do museu, fomos direto para o que mais esperávamos: o gramado e a enorme parede de pedra que sustenta o estádio. O Estádio da Pedreira foi inaugurado em 2003 e projetado pelo arquiteto português Eduardo Souto de Moura , em parceria com o engenheiro Rui Furtado . A construção é considerada uma das mais ousadas da história do futebol: o estádio foi escavado dentro de uma antiga pedreira, o que exigiu soluções de engenharia completamente fora do padrão. Como a rocha não é plana e o estádio precisava de sustentação, o arquiteto desenvolveu um sistema de cabos metálicos suspensos, inspirados nos antigos pontes incas e esses cabos mantêm equilibradas as duas arquibancadas, que ficam frente a frente. Em 2011, Eduardo Souto de Moura recebeu o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura, e o estádio de Braga é uma das obras que mais contribuíram para essa premiação, sendo amplamente reconhecido internacionalmente pelo design inovador. O telão também é construído diretamente sobre a rocha, reforçando a integração total do estádio com a pedra original. O resultado é tão único que o Estádio da Pedreira já foi eleito diversas vezes como um dos mais bonitos do mundo. Para chegar ao gramado, subimos dois andares de elevador. As arquibancadas, oferecem uma vista incrível, parece que estamos de fato em cima de uma pedra. O estádio tem capacidade para 30 mil pessoas. Durante o tour, visitamos o gramado, arquibancadas e a sala de imprensa. Não visitamos tantos espaços internos quanto em outros estádios, como vestiários e camarotes, mas isso nem importa: a verdadeira atração é a fusão perfeita entre arquitetura e natureza. O Estádio da Pedreira é diferente de tudo o que estamos acostumados a visitar. Não é apenas um estádio é um projeto artístico, arquitetônico e geográfico. É o tipo de lugar que torna a experiência de quem ama futebol ainda mais legal. Aconselhamos muito a visita, que é um dos tour mais baratos que tem na Europa. Veja o vídeo do tour completo do estádio
- OLD TRAFFORD: OS ITENS MAIS VALIOSOS DO MUSEU DO UNITED
Separamos as principais relíquias presentes na casa dos Red Devils Museu do Manchester United é um dos mais completos que visitamos. Foto: Carolina Chassot Quando visitamos Old Trafford e o museu do Manchester United , a sensação foi de mergulhar na história dos Red Devils. Entre relíquias, memórias e objetos que atravessaram gerações, alguns destaques nos chamaram atenção já nos primeiros passos do nosso passeio pelo Teatro dos Sonhos (leia sobre as estátuas no entorno do estádio). CD da Tríplice Coroa de 1999 Em uma das vitrines, encontramos a edição especial do CD Lift It High (All About Belief), lançado na campanha histórica em que o United venceu Premier League, FA Cup e Champions League. Um detalhe que nos fez voltar para olhar de novo: Beckham, Scholes, Schmeichel e Giggs aparecem como vocalistas. Camisas do lendário trio The Trinity O museu dedica um espaço especial às camisas originais usadas por Bobby Charlton, George Best e Denis Law. Ver cada peça acompanhada do registro do jogo em que foi usada reforça o peso desse trio que marcou uma era no futebol europeu e que segue gigante na memória do clube. Assentos antigos de Old Trafford Também chamaram nossa atenção os primeiros assentos instalados no estádio, ainda nos anos 1960. Hoje protegidos por acrílico, carregam aquela mistura de simplicidade e história que faz a gente imaginar como era acompanhar um jogo no início da transformação do lugar no famoso Teatro dos Sonhos. Veja os itens: Tecidos das camisas ao longo das décadas Um dos pontos mais curiosos da visita foi poder tocar nos tecidos usados pelo United ao longo do tempo. Da lã pesada dos primeiros uniformes aos materiais tecnológicos atuais, é uma forma muito direta e divertida de sentir a evolução do clube e do próprio futebol. Espaço dedicado à tragédia de Munique (1958) Entre os ambientes mais marcantes, o espaço que lembra a tragédia de Munique é sem dúvida o mais silencioso e respeitoso. Jornais originais da época relembram o acidente que vitimou 23 integrantes da delegação. Foi um momento de pausa importante para entender como aquele episódio moldou o Manchester United dali em diante. No fim da visita, tivemos a sensação de atravessar décadas de emoção, conquistas e cicatrizes que ajudaram a construir a identidade do clube. O museu transforma história em experiência e é uma parada obrigatória para qualquer apaixonado por futebol. Confira nosso tour completo no Old Trafford: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- PARC DES PRINCES: O LUGAR QUE ERA USADO PELA REALEZA
O estádio do PSG foi inaugurado em 1897 Entrada principal do Parc Des Princes. Foto: Carolina Chassot O Parc des Princes , como é chamado originalmente, passou a ser utilizado pelos parisienses a partir de 1897 . Sua primeira função foi de um velódromo a céu aberto, que mais tarde chegou a receber etapas da prestigia competição de ciclismo, Tour de France. Ao longo das décadas, foi demolido e reconstruído diversas vezes, até que, nos anos 1960, surgiu o plano de transformar ele em um estádio moderno. Por iniciativa do então presidente da França, Georges Pompidou, e do ministro dos Esportes, Maurice Herzog, foi lançado o projeto de renovação em parceria com o arquiteto Roger Taillibert. As obras duraram anos, e o novo Parc des Princes foi finalmente inaugurado em 1972. O Paris Saint-Germain adotou o estádio como sua casa definitiva em 1974 , por meio de um contrato de aluguel com a prefeitura, relação que permanece até hoje. A partir daí, o estádio passou por várias adaptações, mas a grande transformação aconteceu em 2011 , quando a Qatar Sports Investments assumiu o controle do clube. Entre 2013 e 2016, o Parc recebeu investimentos pesados em modernização, com novos camarotes, assentos e diversas áreas completamente renovadas. Fizemos o tour e podemos afirmar: é um dos estádios mais bonitos que já visitamos. Dos camarotes às arquibancadas, tudo é moderno, elegante e extremamente bem cuidado. Veja o vídeo do tour Mas por que o estádio tem esse nome? Durante a visita ao maior palco do futebol francês, entendemos a origem do nome que remete diretamente à sua história. Antes de se tornar espaço para eventos esportivos, o terreno onde o estádio está construído pertencia à família real e usado séculos atrás como área de caça para reis e príncipes. A região recebeu o nome “Parc des Princes” por fazer referência a duas denominações históricas do local: a “Route des Princes” (Estrada dos Príncipes), que levava ao terreno, e a “Porte des Princes” (Porta dos Príncipes), uma das antigas entradas da área e hoje, inclusive, uma das entradas do estádio. Assim, o nome é uma homenagem direta à nobreza que frequentava a região, preservando a memória de um espaço que foi, literalmente, território real antes de se tornar o maior palco de futebol do país.
- REVIEW EMIRATES STADIUM: COMO É A VISITA AO ESTÁDIO DO ARSENAL?
Confira nossa review do tour na casa dos Gunners em Londres Acessamos todos espaços com bastante liberdade. Foto: Carolina Chassot Chegou a vez de irmos ao norte de Londres conhecer o Emirates Stadium , a casa do Arsenal, e avaliar o tour dos Gunners . O clube inglês se mudou para o local em 2006 após deixar o tradicional estádio de Highbury. Confira nossa review. Entradas : As entradas no Emirates Stadium custam 32 libras. O valor é alto se comparado a outros tours que já fizemos. Não é preciso reservar online, já que a compra é feita diretamente na loja do clube , comentou. Chegada ao estádio: É repetitivo quando se trata de Londres, mas a chegada foi bem tranquila. Uma estação de metrô e já estávamos no bairro. O Holloway, nome do bairro, é bonito e tipicamente britânico. Vale explorar as ruas paralelas ao estádio, afirmou. Arredores : O Emirates Stadium tem os arredores mais interessantes que já visitamos. Mesmo que a ideia não seja fazer o tour, vale muito a visita. Ele conta com estátuas de Wenger e Henry, por exemplo, e no entorno do estádio a história do clube vai sendo contada, avaliou. Confira o vídeo do tour: Guias : O estilo do tour é FreeFlow. Você recebe audiobooks — tem em português — e vai conhecendo os espaços do estádio. Os áudios acompanham todos os nossos passos no Emirates. Assim, a cada espaço, vamos sendo informados. Fica faltando aquela identificação de torcedores que temos quando há guias, comentou. Acessos : Conhecemos todos os lindos espaços do Emirates. Destaco a parte do restaurante mais sofisticado, acessado pelo elevador, e a área de imprensa, toda modulada com jornais nas paredes, disse. Duração : Como nós coordenamos o ritmo, a duração depende da gente. Deu para fazer tudo bem tranquilo e sem pressa. Isso é positivo, reforçou. Museu : O Museu do Arsenal fica em um anexo ao lado do estádio. Não é muito grande, mas tem alguns itens bem bacanas, como relíquias do antigo estádio de Highbury. A visita ao museu é dispensável, concluiu. Galeria da visita: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- A EXPERIÊNCIA DE VER UM JOGO DO WEST HAM
Com ingressos a 10 libras, fomos ao Estádio Olímpico de Londres e nos deparamos com um clima quase silencioso durante os 90 minutos O estádio recebeu mais de 50 mil pessoas. Foto: Carolina Chassot Assistir a um jogo de futebol na Inglaterra não é um programa nada barato. Ingressos para partidas que não são tão importantes começam por volta de R$ 600, quando ainda há disponibilidade. Os mais disputados, então, é melhor nem tentar… (a não ser que você seja rico). Estávamos em Londres bem no início da temporada europeia, que começa no final de agosto e início de setembro. E, como é comum nessa época, jogos de começo de temporada costumam ter público menor, especialmente em competições menos relevantes. Foi o caso da Carabao Cup, em que o West Ham fez uma promoção de 10 libras no ingresso, aberto para todo o público. Claro que a gente não podia perder essa oportunidade. Já havíamos assistido a um jogo do Leyton Orien t, da terceira divisão, mas queríamos ver de perto um time da Premier League. Chegamos ao Estádio Olímpico de Londres , casa do West Ham, com 1h30 de antecedência para entender melhor como funcionava a entrada. O acesso ao estádio foi fácil: pegamos duas linhas de metrô e logo estávamos lá. A entrada é feita por QR Code , e as catracas são bem estreitas, lembrando modelos mais antigos. Os torcedores foram chegando aos poucos. A área onde ficamos não estava muito cheia, mas o estádio, no total, recebeu mais de 50 mil pessoas , incluindo a torcida adversária. Antes do jogo começar, o West Ham mantém uma tradição encantadora: o estádio se enche de bolhas de sabão, enquanto a torcida canta “I’m Forever Blowing Bubbles”. É emocionante ver e ouvir. Entrada do time com as bolhas. Vídeo: Carolina Chassot E é isso. Durante o jogo, o estádio fica praticamente em silêncio . Muitos torcedores reclamam, pedem para o time jogar melhor, mas não têm cantos, bateria, banda ou algo parecido. Quando alguém faz uma boa jogada, eles aplaudem e nada mais. O gol do West Ham demorou para sair. Só no segundo tempo os Hammers marcaram e garantiram a classificação. Nesse momento aconteceu um pouco mais de baralhos e aplausos, mas logo depois voltou o silêncio. Para nós, que estamos acostumados com as torcidas da América Latina( barra bravas, organizadas, cantos os 90 minutos), a experiência foi completamente diferente. É diferente. Mas é a maneira deles torcerem. Curiosamente, nossa experiência com o Leyton Orient foi um pouco distinta, ali, os torcedores cantavam mais, vibravam mais. Já no West Ham, a torcida é muito mais contida. Assista ao vídeo do dia do jogo:
- O HISTÓRICO PORTÃO DO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE
Conhecemos um símbolo vivo da história do Sporting Portão cumpre sua função por mais de 60 anos. Foto: Vítor Figueiró O Estádio José Alvalade guarda muitas histórias, mas poucas são tão emblemáticas quanto o Portão 10-A. Durante a nossa visita à casa do Sporting , conhecemos de perto esse elemento incomum que atravessou gerações e se tornou um dos pontos altos do tour na casa dos Leões. Mesmo após a construção do novo José Alvalade, o clube decidiu preservar o portão de ferro inaugurado em 1956. Por mais de 60 anos, ele cumpriu a mesma função: ser a entrada de presidentes, treinadores e jogadores rumo aos vestiários. Durante a visita, a guia destacou o peso simbólico do 10-A. Por ali passaram nomes que marcaram o Sporting e o futebol mundial. Cristiano Ronaldo cruzou aquele portão antes de encantar a Europa. Figo também. E até o Rei Pelé esteve no local em uma das visitas históricas ao clube. Veja o vídeo: O portão é visto logo no começo do tour. Vídeo: Vítor Figueiró Ao longo dos anos, o Portão 10-A se consolidou como parte da cultura leonina. Depois das partidas, torcedores esperavam ali para encontrar os jogadores — seja para celebrar vitórias, seja para cobrar em dias de derrota. O espaço funcionava como uma espécie de termômetro da relação entre equipa e adeptos. Durante um tempo, o Sporting deixou o portão exposto do lado de fora do novo estádio. Mas, em 2012, ele voltou para o interior do José Alvalade, reassumindo seu papel original e mantendo viva a conexão emocional com a história do clube. Confira nossa visita completa ao estádio José Alvalade: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- O QUE A TORCIDA DE UM TIME DA 3ª DIVISÃO DA INGLATERRA CANTA NA ARQUIBANCADA?
Estivemos no estádio do Leyton Orient para ver um duelo da Copa da Liga Inglesa Para variar, mais um pé quente. Foto: Vítor Figueiró Quando chegamos na Inglaterra nossa intenção era clara: precisamos ver um jogo ao vivo. Diante das altas cifras dos duelos da Premier League, precisamos "improvisar" e valeu muito a pena. Acompanhamos de perto a atmosfera do Gaughan Group Stadium , a casa do Leyton Orient na zona leste de Londres. Além de ver o peculiar estádio cercado por prédios, a ideia era entender como torcem os britânicos quando o assunto é um clube tradicional, de bairro, daqueles que respiram futebol raiz. O jogo era eliminatório pela Copa da Liga Inglesa, a famosa Carabao Cup , e o Leyton Orient abriu o placar logo no primeiro minuto. O gol acendeu a arquibancada. Veio o primeiro canto, “You gonna cry in a minute”, uma provocação direta ao Newport County, que mal tinha conseguido oferecer resistência. Chamava atenção a presença de crianças acompanhando cada refrão, criando um ambiente familiar e, ao mesmo tempo, muito apaixonado. Confira as músicas: Por longos minutos, o estádio virou um coro contínuo de “Orient, Orient, Orient” e “Let’s go O’s” , apelido histórico do clube. Com o placar encaminhado, sobrou até para rivais da região. “We hate the West Ham more than you” ecoou na reta final, assim como provocações ao Millwall e à própria EFL, organizadora da competição. Quando a goleada já estava consolidada, surgiu uma das músicas mais curiosas da tarde: “You have a long way to Newport, it’s a long way to go” , lembrando a longa viagem que os visitantes fariam de volta ao País de Gales. A letra é inspirada em uma canção tradicional de 1912, de Jack Judge, muito popular no Reino Unido. O Leyton Orient leva tão a sério sua identidade sonora que já lançou até um CD com cantos da torcida, um verdadeiro patrimônio cultural do clube. Veja como foi nossa experiência no Gaughan Group Stadium: Siga o @temestadiotemhistoria nas redes sociais!
- A EMOÇÃO DE VER UM JOGO NO MONUMENTAL DE NÚÑEZ
Foram 80 mil pessoas no estádio do River Plate Monumental de Nuñez lotado em dia de chuva. Foto: Carolina Chassot As torcidas argentinas sempre foram conhecidas pela festa que fazem dentro de seus estádios e, claro, com um dos maiores clubes do país não seria diferente. Durante nossa estadia na Argentina, tivemos a sorte de assistir a um jogo no maior estádio da América Latina , o Monumental de Núñez , casa do River Plate. Conseguimos os ingressos graças à minha amiga Anita Caicedo, porque, caso contrário, teríamos que desembolsar mais de mil reais, considerando os preços para assistir a partidas na Argentina . No dia do jogo, chovia muito. A chuva começou de manhã e não deu trégua nem à noite. Fomos de Uber até praticamente a porta do estádio e, logo na entrada, já dava pra sentir o clima: centenas de torcedores, molhados, mas empolgados. Como na Argentina cerca de 90% dos jogos são com torcida única, o ambiente era tranquilo e familiar. Não vimos brigas nem confusão. A entrada no estádio é simples: o acesso é feito por reconhecimento facial, cadastrado previamente por link. Um sistema muito parecido com o que usamos no Brasil para partidas da Série A. Chegamos cerca de 1h30 antes do jogo. O estádio ainda estava longe de estar cheio. Já havíamos visitado o Monumental em 2023, após a grande reforma que aumentou a capacidade para mais de 85 mil pessoas e, por um momento, achei que, por causa da chuva, não teríamos casa cheia. Nós dois completamente molhados da chuva, porém felizes. Foto: Carolina Chassot Engano meu. Quando começou o jogo o estádio estava com mais de 80 mil vozes cantando em alto e bom som. A sensação era indescritível: felicidade, emoção e aquele pensamento de “não acredito que estou aqui”. Eu não conseguia parar de sorrir, e o Vítor também não. A gente sempre via vídeos da torcida do River nas redes sociais, mas estar ali, sentindo tudo ao vivo, foi como realizar um sonho da Carol e do Vítor de 15 anos. Cada nova música que a barra puxava, o estádio inteiro acompanhava. Foram poucas as vezes em que vi uma torcida cantar literalmente os 90 minutos e até no intervalo. Algo parecido aconteceu também no jogo do Racing. Ao final, o River Plate venceu por 2 a 0, e a festa só aumentou. O Monumental, por ser um estádio muito procurado por turistas, é em si um espetáculo, mas o verdadeiro show vem das arquibancadas. Fiquei encantada ao ver que, em um domingo à noite, às 20h, com chuva o dia todo, mais de 80 mil torcedores estavam ali, cantando e celebrando como se fosse uma final. Um espetáculo que só o futebol argentino é capaz de oferecer. Torcida do River Plate durante o jogo. Vídeo: Carolina Chassot
- QUANTO CUSTA ASSISTIR UM JOGO DE FUTEBOL NA CIDADE DE BUENOS AIRES EM 2025?
Clubes da capital Argentina são atração para turistas; confira valores Festa no estádio El Fortín . Foto: Carolina Chassot A atmosfera das arquibancadas argentinas é um espetáculo à parte. Cânticos, bandeiras e uma energia que contagia qualquer visitante transformam cada jogo em uma experiência única. Mas afinal, quanto custa viver tudo isso de perto na cidade de Buenos Aires? Assistir a uma partida de Boca Juniors ou River Plate é um sonho para muitos, mas o ingresso exige bolso preparado. Os preços passam facilmente dos R$1.000. O acesso é exclusivo para sócios, e a grande procura por parte de turistas faz com que não existam bilheterias abertas nos dias de jogo. A alternativa mais segura é comprar por revendas oficiais ou agências de turismo. Alguns torcedores até vendem ingressos, mas o risco é alto e o valor, ainda maior. Se for investir, prefira uma agência confiável e evite cambistas. Confira o vídeo Clubes como Racing e Independiente também priorizam seus associados, mas às vezes abrem bilheteria ao público geral, com entradas em torno de R$300. Em estádios de San Lorenzo e Vélez Sarsfield , os ingressos costumam variar entre R$200 e R$300 nos jogos de menor procura. Entre os mais acessíveis está o Huracán , que vende ingresso no site oficial por cerca de R$150. E pra quem busca uma experiência completa, o Argentinos Juniors oferece o Matchday Experience, que inclui ingresso, visita ao museu e até a chance de entrar em campo depois do jogo, tudo por volta de R$500. Ir a um jogo na Argentina vai muito além do futebol. É mergulhar na cultura, na festa e na paixão de um país que vive o esporte como poucos. Resumo dos preços: Boca Juniors e River Plate: acima de R$1.000 (exclusivos para sócios, geralmente via agências). Racing e Independiente: cerca de R$300 (eventualmente com bilheteria aberta ao público). San Lorenzo e Vélez Sarsfield: entre R$200 e R$300 (dependendo da procura). Huracán: em torno de R$150 (venda no site oficial). Argentinos Juniors – Matchday Experience: cerca de R$500 (inclui ingresso, museu e experiência em campo). Veja nossa experiência no El Cilindro
- AUDIÊNCIA DO FUTEBOL FEMININO NA EUROPA E O ABISMO DA AMÉRICA LATINA
Eurocopa Feminina levou mais de 657 mil pessoas aos estádios enquanto a Copa América Feminina registrou menos de 24 mil torcedores na grande decisão Foto: UEFA via Getty Images A Europa deu um salto visível no futebol feminino em 2025. A UEFA Women’s EURO 2025, realizada na Suíça entre 2 e 27 de julho, reuniu 657.291 espectadores nos estádios , superando amplamente o recorde anterior de 574.875 da edição de 2022. Só na fase de grupos, as primeiras 24 partidas levaram 461.582 pessoas, um crescimento de cerca de 25% em relação à mesma etapa de 2022. Esses números refletem não apenas uma competição bem organizada, mas também o crescente apelo de público: jogos com casa cheia, vendas antecipadas e maior visibilidade internacional. Enquanto isso, na América Latina, a realidade do maior torneio do continente foi bem diferente. Na Copa América Feminina 2025, sediada no Equador entre 11 de julho e 2 de agosto, os e stádios ficaram visivelmente vazios, e a venda de ingressos começou poucos dias antes do início da competição , um retrato claro da falta de planejamento e de valorização. A diferença é explicada, em grande parte, pela forma como o futebol feminino é tratado. Na Europa, clubes e federações passaram a enxergá-lo como um produto comercial e cultural, e não apenas como o cumprimento de uma exigência regulamentar. O Everton Women, por exemplo, passou a mandar seus jogos no Goodison Park, um estádio histórico, tradicional e com forte apelo emocional. É um gesto que representa investimento, confiança de mercado e profissionalização. Já na América Latina, muitos clubes mantêm equipes femininas apenas para cumprir regulamentos , sem estratégia de público, marketing ou receita e, muitas vezes, com estruturas mínimas para treino e jogo. Foto: FC Bayer Women/ Alexandra Beier Na Frauen-Bundesliga, da Alemanha, a temporada 2025/26 começou já entrando para a história: 57.762 torcedores assistiram ao duelo entre Bayern München Frauen e Bayer Leverkusen Women, quebrando o recorde de público para um jogo de clubes do futebol feminino alemão. No Brasil, o Campeonato Brasileiro Feminino segue sendo mal divulgado , tanto pela CBF quanto pelos próprios clubes, o que naturalmente resulta em baixa renda e pouco público. Mesmo com avanços pontuais em bilheteria e transmissões, o campeonato ainda precisa de uma estratégia sólida de engajamento e valorização. Para mudar esse cenário na América Latina, não bastam boas intenções. São necessários investimentos reais em estádios, operação, comunicação e posicionamento de mercado. O futebol feminino precisa ser tratado como um time para torcer, um produto para consumir e uma plataforma para marcas e mídias e não apenas como um “check” obrigatório para disputar a Série A.
- A TORCIDA QUE ESPEROU 120 ANOS PARA COMEMORAR UM TÍTULO
O Platense, tradicional time argentino, conquistou seu primeiro título em 2025 Telão no estádio do Platense antes do início da partida / Foto: Carolina Chassot Você provavelmente viu o vídeo que emocionou o mundo: uma senhora chorando ao ver o jornal com a capa que estampava o seu time campeão. Mas, para entender toda essa emoção, precisamos voltar a 1905, ano de fundação do Club Atlético Platense. Como acontecia com muitos clubes da época, não só na América Latina, mas em todo o mundo, um grupo de jovens decidiu criar sua própria equipe de futebol. Assim, no bairro da Recoleta, nasceu o clube que mais tarde ganharia o apelido de “Calamar”. O nome Platense faz referência à região do Rio da Prata, e as cores originais (vermelho e preto) foram substituídas por branco e marrom em homenagem ao Stud Platense , dono de um cavalo de corrida que ajudou a financiar os primeiros passos do time. Nós e o Santiago Luppi, Diretor de Marketing do Platense / Foto: Carolina Chassot Até 1931, o clube disputou os campeonatos amadores, como todos os demais da época, já que foi naquele ano que o futebol argentino se profissionalizou. Em 1976, o Platense conquistou o título da Primeira B, mas essa conquista não é considerada oficialmente pelo clube. Foi o que nos contou Santiago Luppi, diretor de marketing do Platense, quando visitamos o estádio para o tour. A virada do século marcou um período difícil. Em 1999, o clube caiu para a segunda divisão e, em 2000, acabou rebaixado para a terceira. Só em 2018 conseguiu retornar à segunda divisão e, em 31 de janeiro de 2021, finalmente voltou à elite do futebol argentino após 22 anos de ausência. E então veio o ano mágico: 2025. No dia 1º de junho, o Platense viveu o maior momento da sua história ao vencer o Torneo Apertura 2025 , derrotando o Huracán por 1 a 0 e conquistando o primeiro título da Primera División. Além da taça inédita, o clube garantiu vaga em sua primeira Copa Libertadores. Nessa campanha de 2025 o Platense ganhou de diversos campeões como Racing, River Plate e San Lorenzo, até chegar na final. A festa do título foi indescritível. Para os torcedores que acompanharam o time em todas as fases,foi o fechamento de um ciclo de 120 anos de espera. Tivemos a chance de assistir a um jogo no Estadio Ciudad de Vicente López, e é impossível não notar o quanto essa torcida é apaixonada: eles cantam, vibram e empurram o time do início ao fim. Uma experiência inesquecível para quem ama futebol. Confira o tour que fizemos no estádio
- O PRÊMIO LENDÁRIO QUE VOCÊ SÓ ENCONTRA NO MUSEU DO REAL MADRID
Tesouro raro do futebol mundial está exposto no Santiago Bernabéu O reformado Santiago Bernabéu. Foto: Divulgação / Real Madrid O Real Madrid, maior clube do mundo, guarda em seu museu no Santiago Bernabéu um prêmio que não existe em nenhum outro lugar. Entre troféus e memórias históricas, está a Super Bola de Ouro, entregue em 1989 a Alfredo Di Stéfano, ídolo máximo do clube e um dos maiores jogadores da história do futebol. Di Stéfano foi o único vencedor dessa premiação, criada pela France Football para eleger o melhor jogador dos 30 anos anteriores. O espanhol superou nomes como Johan Cruyff e Michel Platini, tornando o feito ainda mais simbólico. Por serem sul-americanos, Maradona e Pelé não foram considerados pois a revista restringia os troféus aos europeus. A Super Bola de Ouro: Troféu é único e tem destaque no tour. Foto: Vítor Figueiró Com formato singular, o troféu ocupa o centro da área dedicada às Bolas de Ouro do museu merengue — um destaque à altura de quem marcou para sempre a história do Real Madrid. Números de Alfredo Di Stéfano pelo Real Madrid Jogos oficiais: 510 Gols marcados: 418 Títulos conquistados: 5 Taças dos Campeões 1 Taça Intercontinental 2 Taças Latinas 1 Mini-Copa do Mundo 8 Campeonatos Espanhóis 1 Copa de España Troféus Pichichi: 5 vezes (1953/54, 1955/56, 1956/57, 1957/58 e 1958/59) Confira o vídeo do tour no Santiago Bernabéu














